Expresso das Ilhas

Switch to desktop Register Login

Ministro português promete ajuda nos vistos para estudantes cabo-verdianos mas adverte que «há regras»

Manuel Heitor Manuel Heitor

O ministro do Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor, disse quinta-feira que está a tentar que embaixadas e serviços de fronteiras facilitem a vinda de estudantes cabo-verdianos para Portugal, mas advertiu que há regras na concessão de vistos.

 

O governante falava em Bragança, à margem de uma iniciativa do Instituto Politécnico e em resposta à denúncia recente do presidente da instituição, Sobrinho Teixeira, de que este ano se verifica “um número anormal de recusas de vistos a estudantes cabo-verdianos” que querem estudar na escola transmontana.

O ministro português disse que está “a seguir o processo com cuidado e a ajudar o politécnico de Bragança” e que espera que a situação se resolva, mas advertiu que “há um conjunto de requisitos que é importante ser cumprido”.

“Sabemos que há regras, há movimentos e muitos esquemas de emigração que até às vezes ultrapassam os limites da legalidade e, por isso, são processos complexos que têm as suas próprias regras”, afirmou.

O ministro do Ensino Superior de Portugal disse que tem “tentado que os serviços de fronteira percebam a especificidade e a capacidade das instituições de ensino superior para atraírem estudantes e também reforçarem a colaboração com instituições e com países, nomeadamente de expressão portuguesa”.

“E, portanto, tenho tentado que as dificuldades que o Politécnico de Bragança tem nesse sentido sejam compreendidas pelo Ministério da Administração Interna e pelo Ministério do Negócios Estrangeiros, agora temos de perceber que há hoje também um conjunto de requisitos que é importante ser cumprido”, sublinhou.

Manuel Heitor afirmou que “o Politécnico de Bragança está muito bem posicionado no sentido de capacitar as instituições, quer em Cabo verde, quer noutras regiões” e acrescentou que passou ao Ministério da Administração Interna as informações que lhe foram dadas pelo presidente da instituição com o pedido “para verem com cuidado a situação”.

“É verdade que Portugal tem atraído muitas pessoas desses países e, portanto, os serviços de fronteiras também têm de fazer o seu próprio trabalho na averiguação dos requisitos mínimos para as pessoas virem para Portugal”, referiu.

O ministro disse ainda desconhecer suspeitas, no caso do Politécnico de Bragança, de qualquer ligação dos vistos de estudantes a esquemas de imigração ilegal.

 

sexta, 13 outubro 2017 10:00

1 comentário

  • Maria Fortes 14-10-2017 Reportar

    Enkaregadus di idukason difende alargamentu di ensinu bilingi
    Extracto dum artigo de Marciano Moreira no Jornal A Nação se 24.09.2917 quando alunos duma escola foram entrevistados pelo repórter Margarida Moreira ( pura coincidência ou família do Marciano Moreira)

    [Na ta risponde purgunta di riporter si kes 4 anu di ensinu bilingi foi un bon speriensia, un boa aluna di nomi Camilla Borges da es faktu:
    – Asves profesora di/na purtuges ta splika un materia, nu ka ta ntende dretu i, ti ki profesor di/na kabuverdianu splika kel mesmu materia, nu ta kaba pa ntende-l midjor.]

    A pergunta é qual a língua que esses alunos vão utilizar como ferramenta de comunicação em Portugal atendendo que a maioria não domina o português conforme opinião da "boa aluna" Camilia Borges que felizmente tem ao seu dispôr um professor que faz a tradução do português para o Alupek.
    Será que os estabelecimentos de ensino em Portugal neste caso específico o Politécnico de Bragança tem professores que dominam o Alupek e actuam como tradutores junto dos alunos cabo-verdianos que não dominam o português como no caso de Camila?
    Este comportamento incorrecto considerado após a independência de "politicamente correcto" de desprezar a língua portuguesa é e continua a ser o calcanhar de Aquiles dos estudantes cabo-verdianos que pretendem estudar em Portugal, Brasil, etc,etc, um factor determinante do seu insucesso escolar e profissional.
    Posso afirmar sem cair em exageros, que o nível do conhecimento da língua portuguesa dos alunos liceais e universitários em Cabo Verde está longe de equiparar com o nível dos alunos da quarta classe da instrução primária dos tempos de ante-independência. Os alunos na altura nunca tiveram problemas de adaptação nas Escolas Superiores em Portugal. Pelo contrário muitos marcaram a sua presença em Portugal com a sua excelência no domínio da língua portuguesa e não só. Muitos portugueses ficavam surpreendidos com o à vontade como dominávamos a língua de Camões.
    E o pior de tudo isto é que os fanáticos ideológicos continuam a ser pagos e subsidiados pelo Estado na consumação das suas alucinações ideológicas com as suas desastrosas consequências pois trata-se do futuro de várias gerações que de antemão pode-se considerar uma geração perdida.

Deixe um comentário

Os campos com (*) são obrigatórios.

Expresso das Ilhas

Top Desktop version