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Sindicato de Professores recomenda recolha de manuais com erros

O Sindicato Nacional dos Professores (SINDEP) é a favor da retirada do mercado dos manuais escolares com erros. Nicolau Furtado entende que os livros comprometem a aprendizagem.

 

Esta é a posição do SINDEP que através do seu presidente, Nicolau Furtado, em entrevista à Rádio Morabeza, chama a atenção para o facto de os alunos iniciarem o processo de ensino-aprendizagem em manuais com erros.

“Daí que o SINDEP pensa que nós, os pais e os encarregados de educação, devemos insistir com o ministério da Educação no sentido de retira-los do mercado para não comprometer o ensino e aprendizagem dos nossos filhos”. 

A ministra da Educação, Maritza Rosabal, já reafirmou que os manuais escolares com erros não vão ser retirados e antes corrigidos, com erratas e autocolantes. Uma solução que, segundo Nicolau Furtado, não vai resolver o problema.

“As erratas não resolvem esses problemas porque os erros são tantos que não se resolvem com erratas. É melhor retira-los do mercado e corrigi-los ou fazer outros manuais”, afirma o sindicalista.

Nicolau Furtado diz que entende a intenção do governo de mudar o sistema educativo mas, primeiro, é preciso criar as condições para que isso aconteça.

“Se o lema do ministério é a qualidade do ensino, então o primeiro trabalho seria preparar para uma mudança do sistema educativo sustentável, isto é, criando primeiramente todas as condições necessárias para não atrapalhar os alunos e professores, porque isso só traz prejuízos para a comunidade educativa”.

O representante do SINDEP alerta que refugiar-se nos erros dos manuais produzidos pelo anterior governo não é o melhor caminho porque, sublinha, ”fazer diferente não é fazer errado, é fazer o melhor”.

O SINDEP pede a responsabilização dos envolvidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

quarta, 04 outubro 2017 15:30

3 Comentários

  • Cândida Leite 05-10-2017 Reportar

    Vergonha nacional. Incompetência geral.

  • Carlos Drummond 05-10-2017 Reportar

    Portanto e infelizmente Cabo Verde não é uma excepção
    "Banco Mundial adverte a respeito da “crise da aprendizagem” na educação global"

    Milhões de jovens estudantes de países de renda baixa e média enfrentam a perspectiva de oportunidade perdida e salários mais baixos e mais tarde, porque suas escolas de ensino fundamental e médio não os estão educando para serem bem-sucedidos na vida. Ao alertar para uma “crise de aprendizagem” na educação global, um novo relatório do Banco Mundial (BM) afirma que a escolarização sem aprendizagem não foi apenas uma oportunidade de desenvolvimento perdida, mas também uma grande injustiça para as crianças e jovens do mundo inteiro.
    O Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial 2018: Aprendizagem para Realizar a Promessa da Educação, argumenta que sem a aprendizagem a educação não cumprirá sua promessa de eliminar a pobreza extrema e criar oportunidade e prosperidade compartilhadas para todos.
    Segundo o documento, mesmo após vários anos de escolarização, milhões de crianças não sabem ler, escrever ou aritmética básica. “Essa crise de aprendizagem está ampliando as lacunas sociais em vez de estreitá-las. Jovens estudantes – já em posição de desvantagem devido à pobreza, conflito, género ou deficiência – chegam à idade adulta sem as aptidões mais básicas para a vida”, refere o relatório.

  • kololu mat-I-matika 04-10-2017 Reportar

    Adriana Mendonça, diretora nasional di idukason, un Purtugeza ki ka sabe purtuges. Na pundi Ulisses staba ku kabesa - riba di tiru (portinhol di Kubana), keda (dialetu di Madera)? Dja nu fronta!

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