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Manuais ficam. Erros corrigidos com erratas e autocolantes. Ninguém sai.

A ministra da Educação reafirmou hoje que os manuais escolares com erros não vão ser retirados, adiantando que os livros continuarão a ser corrigidos através de erratas ou com recurso a autocolantes. Maritza Rosabal descarta responsabilização dos envolvidos.

 

As declarações da ministra surgem na sequência da detecção de vários erros nos novos manuais, nomeadamente de matemática do 1º ciclo, o que está a gerar indignação dos pais, que exigem a responsabilização do Governo.

"Os materiais ficam até ao próximo ano", diz.

Segundo a Lusa, a governante explicou que durante este período, serão recolhidos os contributos e introduzidas as mudanças necessárias para fazer as impressões definitivas entre Março e Setembro do próximo ano.

"O número de erros detectados neste manual é muito menor do que o número de erros detectados em outros manuais, com a diferença de este ser um material experimental e com o objectivo de recolher contributos para ser melhorado", acrescenta

Maritza Rosabal falava hoje, na cidade da Praia, à margem da abertura do ano lectivo da Universidade de Cabo Verde.

A ministra assegura que mantém a confiança em toda a equipa responsável pelos manuais, adiantando que a correcção dos erros continuará a ser feita através de erratas, com recurso às novas tecnologias e a soluções como "kits com autocolantes".

"Estamos a trabalhar para melhorar os manuais anteriores e vamos trabalhar para melhorar estes", adianta.

A ministra sublinha também a qualidade da abordagem pedagógica dos novos manuais, que permitem, nomeadamente o trabalho com crianças com necessidades educativas especiais.

Maritza Rosabal descarta ainda a responsabilização dos envolvidos na impressão dos manuais com erros.

"Se fossemos responsabilizar por todos os erros nos manuais que estão em vigor teríamos que fazer uma grande sessão de responsabilização. Responsabilizamos quando os erros são propositais, quando são erros de edição, não", afirma.

A ministra explica ainda que não existe há muitos anos coordenação editorial no ministério e que, quando em Junho foi lançado um concurso, não apareceu ninguém com perfil e competências para preencher o lugar.

"Estamos a trabalhar com a Universidade de Cabo Verde, que tem um grupo de edição, para nos apoiar, mas o que também temos que fazer é recrutar pessoas que, mesmo que não tenham experiência na área, possamos mandar formar nas grandes editoras. Precisamos dessas competências em Cabo Verde", defende.

terça, 03 outubro 2017 15:21

4 Comentários

  • CARLOS LOPES 04-10-2017 Reportar

    CARA MINISTRA NÃO JUSTIFICA O INJUSTIFICÁVEL. COLOCA O TEU CARGO Á DISPOSIÇÃO. NÃO VOU DIZER MAIS SENÃO VÃO ME CHAMAR DE RACISTA. FALAMOS PORTUGUÊS EM CABO VERDE E NÃO ESPANHOL COMO A SENHORA. NÃO SOMOS PARVOS.

  • kololu matImatika 04-10-2017 Reportar

    Adriana Mendonça, diretora nasional di idukason, un Purtugeza ki ka sabe purtuges. Na pundi Ulisses staba ku kabesa - riba di tiru (portinhol di Kubana), keda (dialetu di Madera)? Dja nu fronta!

  • Di Praia 03-10-2017 Reportar

    Caro Ricardo Gomes,

    Disse tudo e eu mesmo não podia ter dito melhor. Assino por baixo e só acrescento mais estas duas: Raiva e Decepção!

    Arre!

  • Ricardo Gomes 03-10-2017 Reportar

    Algumas palavras para descrever a posição do MpD e do Governo sobre este assunto: estupefação, tristeza, desilusão, vergonha, ridículo, revoltante, estupidez, incompetência, demissão.
    Politiquice? Pelo amor de Deus! Deviam ter vergonha na cara. Votei MpD nas legislativas de 2016, votei Ulisses nas autárquicas de 2012 quando eu tinha 18 anos e sou 200% a continuação dos novos manuais no mercado. Ou seja, não é uma questão política. Ninguém está contente e pode admitir esta situação! Ninguém! Nem Paicvistas nem muito menos Mpdistas que vos colocaram no poder.
    Gralhas? Vocês sabem o significa de gralha? O facto de haver erros nos livros antigos, permite que os livros novos contenham erros também? Isto é passar um atestado de estupidez à população cabo-verdiana.
    Passaram 15 anos na oposição a reclamar que o PAICV apenas apontava os erros cometidos pelo MPD durante os anos 90 e que deviam focar na governação atual. Passam a governar, fazem exatamente o mesmo que acusavam o PAICV de fazer.
    A palavra demissão já não faz sentido apenas à pseudo Diretora Nacional de Educação. Agora subiu na escala da hierarquia.
    Vão brincando que, continuando assim, este será o vosso primeiro e último mandato. O meu voto, esse com certeza já não terão.
    Passar bem!

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