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UNI-CV interessada em cátedra geoparques da UNESCO

Para já não há nenhum compromisso formal, mas há uma intenção informal em aderir a esta rede mundial de cátedras, criada para se focar na ajuda e contributo para a criação de novos geoparques no espaço da CPLP e da América Latina.

Como explicou ao Expresso das Ilhas Artur Sá, coordenador da cátedra “Geoparques, Desenvolvimento Regional Sustentado e Estilos de Vida Saudáveis” (aprovada pela UNESCO em 2016), da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD, em Portugal), a importância para as instituições de ensino superior passa pelo “reconhecimento do valor do corpo docente e das temáticas a serem leccionadas”. 

Além disso, estar envolvido dentro de uma rede permite potenciar as temáticas que fazem parte da cátedra. “Possibilita a mobilidade de estudantes, que é prioritária, mas também de professores e investigadores, através da criação de parcerias, de projectos de colaboração bilateral e multilateral. E depois, permite capacitar eficazmente os estudantes. Não apenas o estudante tradicional, mas também aquela pessoa que sentido necessidade de capacitação numa determinada área vem frequentar uma oficina, um seminário, um curso intensivo, uma universidade de Verão. É uma cátedra virada para a capacitação de todos, quer a comunidade estudantil, quer a comunidade em geral. No que respeita aos geoparques, o que se pretende é capacitar todos aqueles que estejam envolvidos em territórios que pretendam vir a candidatar-se a geoparques, para que venham aprender o que são os conceitos básicos, os princípios, o desenvolvimento teórico/conceptual, etc., e depois regressem munidos destes instrumentos e os ponham em prática. Aqueles que tiverem uma capacitação mais avançada, poderão ser também agentes de capacitação quando regressarem”.

A formação internacional sedeada na UTAD conta com a colaboração de uma equipa multidisciplinar dos centros de investigação de Geociências, de Tecnologias AgroAmbientais e Biológicas (CITAB) e de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento (CETRAD), e oferece oportunidades de formação avançada a alunos de mestrado e doutoramento em temáticas como Geoparques, Património Geológico e Geoconservação, Geoturismo, Educação para o Desenvolvimento Sustentável, Desenvolvimento Local, Dinâmica Económica e Coesão Socioterritorial e Estilos de Vida Saudáveis, integrando todos os domínios de conhecimento da UTAD.

A universidade portuguesa conta ainda com vários parceiros, onde se inclui a Comissão Nacional da UNESCO e dois dos seus escritórios – Nairobi (Quénia) e Montevideu (Uruguai), assim como as universidades Complutense de Madrid (Espanha), Agostinho Neto (Angola), Eduardo Mondlane (Moçambique), Regional do Cariri (Brasil), Federal de Pernambuco (Brasil), Nacional de Tucumán (Argentina), Atacama (Chile) e Autónoma de San Luís de Potosí (México).

No fundo, é uma estratégia de desenvolvimento das pessoas e para as pessoas. “Feito sempre com as pessoas”, sublinha Artur Sá. “Não se trata do conceito de preservação que diz que para preservarmos algo temos de eliminar as pessoas, que parte do princípio que só seremos capazes de preservar se eliminarmos as pessoas. Ora, isso é um conceito absolutamente errado, porque se passarmos duas ou três gerações a eliminar as pessoas do contacto, concedemos a essas novas gerações o quê? Ignorância. E no momento em que forem elas a decidir, como não conhecem o valor, ou abandonam, ou simplesmente destroem”. 

 
 
 
domingo, 18 junho 2017 06:00

1 comentário

  • Maria Fortes 18-06-2017 Reportar

    ["oferece oportunidades de formação avançada a alunos de mestrado e doutoramento em temáticas como Geoparques, Património Geológico e Geoconservação, Geoturismo, Educação para o Desenvolvimento Sustentável, Desenvolvimento Local, Dinâmica Económica e Coesão Socioterritorial e Estilos de Vida Saudáveis, integrando todos os domínios de conhecimento da UTAD."]

    Para uma semi-analfabeta como eu um texto difícil de tragar pois sinto-me totalmente esmagada perante esta erupção verbal.
    Sei que nós os cabo-verdianos gostamos destes discursos bombásticos que por vezes podem conduzir a orgasmos intelectuais, teoricamente interessantes mas na pratica totalmente nulas.
    Mas voltando à realidade do dia a dia em Cabo Verde por todos os lados tropeçamos com (pseudo)doutores, engenheiros, mestrados em todas as disciplinas teóricas mas se precisarmos de um competente carpinteiro, serralheiro, eletricista, canalizador, pedreiro, etc,etc,
    temos que recorrer a uma lupa e ainda ter muita sorte.
    Para a UTAD, a UNI-CV, o Ministério da Educação ou outras Instituições similares seria interessante também debruçar sobre a parte técnica preparando menos universitários, condenados ao desemprego e formar as pessoas em profissões mais adequadas e técnicos que a sociedade necessita diariamente para poder funcionar convenientemente.
    Aqui fica a sugestão.

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