Expresso das Ilhas

Switch to desktop Register Login

Forças Armadas homenageiam vítimas do massacre de Monte Tchota

As Forças Armadas cabo-verdianas vão homenagear as vítimas do massacre de Monte Tchota, no concelho de São Domingos, com a colocação de uma placa no local com os seus nomes, por ocasião do primeiro aniversário do sucedido.

 

O anúncio foi feito em declarações à Inforpress pelo comandante da Guarda Nacional, o tenente coronel Armindo Sá Nogueira Miranda, que disse que a homenagem vai acontecer no dia 25 de Abril, numa cerimónia no destacamento militar de Monte Tchota, São Domingos, interior da ilha de Santiago, onde tudo aconteceu.

De acordo com o segundo homem no comando das Forças Armadas (FA), os familiares de todas as vítimas já foram convidados a participar na homenagem, lembrando que dos três civis que prestavam serviços nas antenas daquele centro de telecomunicações, dois eram espanhóis.

“Estamos a preparar, em conjunto com o Ministério da Defesa, uma homenagem à altura e condigna para os malogrados e já foram criadas as condições para que os familiares possam deslocar-se ao local para poderem tomar parte na cerimónia onde será descerrada uma placa com os nomes das vítimas”, explicou.

De há um ano para cá, o tenente coronel garantiu que as Forças Armadas, que identificaram todos os familiares dos militares, têm estado em contacto permanente com os mesmos, tanto por telefone, como pessoalmente.

Armindo Sá Nogueira Miranda, que admitiu que o calcanhar de Aquiles de todo o sistema era a comunicação, que “falhou” na altura do acontecimento, garantiu que neste momento “tudo está normalizado” com a aquisição de equipamentos através da ajuda de parceiros internacionais, nomeadamente o Comando dos Estados Unidos para África (AFRICOM).

“A precaução que tomámos tem que ver com a comunicação com os destacamentos, em que foi feito um conjunto de trabalhos no sentido de melhora-la, não só com Monte Tchota, mas com os outros que temos pelo país todo, principalmente nas três regiões militares”, assegurou.

quinta, 20 abril 2017 09:50

4 Comentários

  • Cesar 21-04-2017 Reportar

    Os motivos que levaram o jovem a fazer este ato ainda esta por descobrir, e pergunto as vitimas do navio Vicente tambem não merecem ser homenageadas, e ainda não resolveram as familias os seus problemas, estes desgovernantes andam a brincar com essas familias, descansem em paz as vitimas do navio Vicente, se fossem badios ja teriam resolvido essa situação.

  • Nild 20-04-2017 Reportar

    A comunicação era um dos défices da nossas FA na altura mas, ainda hoje permanece outros. Nomeadamente o controlo dos destacamento (há que criar condições para se faça rondas), equipamentos individuais dos soldados nomeadamente luvas e indumentarias para frio coletes a prova-de-balas.

  • Chateado Lopes 20-04-2017 Reportar

    Concordo contigo Robin disseste e muito bem, infelizmente que em Cabo Verde só se tomem as devidos precauções depois das tragédias, infelizmente Tantas vidas perdidas,
    por causa da irresponsabilidades desses incompetentes que temos, a melhoria da comunicação deveria ser à muito tempo, em fim agora só resta lamentar e o sofrimento das famílias das vitimas.

  • Robin 20-04-2017 Reportar

    Foi preciso morrer tanta gente para poderem melhorar as comunicações. Cabo Verde sempre a trabalhar no "Depois". Tenho a certeza absoluta que senão tivesse havido essas mortes, as condições de comunicações estariam na mesma neste momento.

Deixe um comentário

Os campos com (*) são obrigatórios.

Expresso das Ilhas

Top Desktop version