Expresso das Ilhas

Switch to desktop Register Login

SINDEF acusa administração do Agostinho Neto de autoritarismo

O Sindicato Nacional e Democrático dos Enfermeiros (SINDEF) acusa o presidente do Conselho da Administração do Hospital Agostinho Neto (HAN) de, em desespero de causa, confundir a opinião pública. O SINDEF reage assim às declarações de Júlio Andrade, que ontem garantiu que nenhum dos direitos dos enfermeiros foi violado.

 

O sindicato, através do seu presidente, José Sanches, diz que o PCA do hospital faltou à verdade, nomeadamente com a acusação de que o SINDEF cortou o diálogo com a direcção do hospital.

“Quem, efectivamente, cortou o diálogo foi o PCA do Hospital Agostinho Neto”, diz o líder do sindicato.

O dirigente do SINDEF considera também falso que a escala foi validada pelo PCA e paga pelos recursos humanos.

“O que não corresponde à verdade, porquanto a escala apresentada pelos enfermeiros, a pedido do próprio PCA, nunca foi aceite e tão pouco validada e paga como devido. Se assim fosse, o SINDEF não iria apresentar o pré-aviso de greve”, explica.

Sobre a acusação de Júlio Andrade de que o sindicato estaria a utilizar o sofrimento dos doentes como arma de arremesso contra o Conselho de administração, José Sanches diz que tal “demonstra a insensibilidade gritante do PCA do HAN, o que põe em causa a vida dos doentes.”

“Fica demonstrada, uma vez mais, a postura autoritária que o PCA tem vindo a demonstrar perante a opinião pública, que tem feito tudo para a resolução das reivindicações dos enfermeiros do Centro de Diálise”, entende o representante dos trabalhadores. 

O líder do SINDEF que diz que os interesses dos doentes “estão acima de tudo” e considera  que o presidente do conselho da administração desconhece o funcionamento do Centro de Diálise.

O Sindicato Nacional e Democrático dos Enfermeiros garante que a greve marcada para esta quarta e quinta-feira vai realizar-se, caso as posições se mantenham. Em caso de paralisação, o SINDEF assegura que os serviços mínimos estão garantidos. 

Os enfermeiros estão contra aquilo que consideram de “flagrante violação da lei” que regula o horário e escalas de serviço dos enfermeiros.

 

terça, 14 fevereiro 2017 14:21

Deixe um comentário

Os campos com (*) são obrigatórios.

Expresso das Ilhas

Top Desktop version