Expresso das Ilhas

Switch to desktop Register Login

Dívidas das câmaras municipais causam dor de cabeça às universidades

As dívidas das Câmaras Municipais do norte do país para com as universidades em São Vicente são um problema que as instituições de ensino superior continuam a enfrentar. Há casos de alunos, apoiados pelas autarquias, que já terminaram o curso, mas que continuam sem conseguir ter acesso aos respectivos certificados, precisamente, devido às dívidas.

 

Na Universidade Lusófona de Cabo Verde (ULCV), Pólo de Mindelo, a assessora da administração, Lenilda Duarte, em entrevista à Rádio Morabeza, fala de casos de alunos que concluíram as licenciaturas, há dois ou três anos, e que não conseguem ter acesso aos certificados devido aos apoios concedidos pelas Câmaras Municipais, que não chegaram a ser pagos.

“Esta realidade é bastante desagradável para nós, não apenas a nível financeiro, mas porque é muito triste que um aluno chegue ao fim da sua licenciatura e não possa ter acesso a um certificado que o habilite a ter melhores condições de vida”, comenta.

Lenilda Duarte afirma que a situação é idêntica em quase todas as câmaras, apesar de muitas já terem contactado a universidade no sentido de honrar os compromissos.

No Instituto Superior de Ciências Económicas e Empresariais (ISCEE), em São Vicente, os incumprimentos começaram no ano lectivo 2005/2006, segundo Emanuela Leite, responsável do gabinete de Acção Social da instituição.

A Câmara Municipal do Porto Novo está numa situação mais crítica, mas já terá manifestado disponibilidade regularizar a situação.

“A Câmara de São Vicente tem estado a pagar, a Câmara da Ribeira Grande praticamente tem quase tudo liquidado e também o Paul”, assegura.

Emanuela Leite afirma que, devido a esta situação, a universidade e as autarquias estabeleceram um novo protocolo, em 2009, em que os municípios seleccionam os alunos e os descontos no valor da propina são feitos pela própria instituição de ensino superior.

“É um encargo, mas tentamos apoiar. Por isso é que gostaríamos que as câmaras fizessem a sua parte”, diz.

A Universidade Jean Piaget, Pólo do Mindelo, não é excepção à regra. A administradora da instituição, Ariana Rego, afirma que as dívidas são referentes, apenas, ao ano lectivo 2015/2016.

“Há situações mais críticas do que outras, mas, no geral posso dizer que têm estado a tentar resolver a situação. Estamos a tentar negociar formas de pagamento dessas dívidas, caso contrário, de outra maneira, seria muito complicado, porque as próprias câmaras passam por situações complicadas”, explica.

Questionada sobre se há casos de alunos, apoiados pelas edilidades, que já terminaram a sua licenciatura e estão sem o respectivo certificado devido às dívidas, a administradora garante que, neste momento não há casos do género. Até porque, diz, em caso de dívida, a Universidade Jean Piaget nem sequer permite a defesa da monografia que antecede a conclusão do curso.

 

quarta, 11 janeiro 2017 14:16

Deixe um comentário

Os campos com (*) são obrigatórios.

Expresso das Ilhas

Top Desktop version