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Mais de 200 tartarugas foram mortas na ilha do Sal desde o arranque da temporada que começou em Junho e decorre até Setembro. A informação é confirmada pelos responsáveis do projecto Biodiversidade que chamam a atenção para as consequências desta prática que coloca em causa a população de tartarugas no país .

 

Rosineida Lima, bióloga na associação, prevê um aumento do número até ao final da temporada.

“A temporada ainda não acabou e temos, pelo menos, mais um mês. Sendo assim, achamos que esses números serão bem maiores. A maior parte dos números são de praias que nós não patrulhamos. Aqui no Sal, devido aos recursos que temos, o projecto biodiversidade só consegue patrulhar as três principais praias de desova. Nessas praias só foram capturadas duas tartarugas, o resto foi em praias não patrulhadas”, observa a bióloga.

Segundo a técnica, o censo semanal realizado nas praias não vigiadas aponta sempre para a captura e o abate de tartarugas. Os números são preocupantes.

“Nas praias que não patrulhamos, fazemos um senso semanal, para contabilizar o número de rastros, o número de ninhos e o número de tartarugas apanhadas. Sempre encontramos várias carapaças novas. Ás vezes, encontramos dez, doze ou treze carapaças de tartarugas capturadas. Isto é grave. As tartarugas estão em risco de extinção", explica.

Cabo Verde aprovou em 2015 a legislação que criminaliza a captura, abate e comercialização de tartarugas marinhas, como forma de desencorajar a prática. Rosineida Lima apela à aplicação prática das medidas legais.

“Queremos que a legislação funcione na prática. Queremos poder ligar para as autoridades e que essas autoridades tenham o poder de fazer alguma coisa. Obviamente que não queremos que as pessoas sejam presas, mas se se faz algo ilegal deve pagar-se por isso. Esperamos que essa legislação seja posta em prática porque vai ajudar e melhorar muito o nosso trabalho”, afirma a bióloga do projecto Biodiversidade.

Neste momento, apenas as praias do Algodoeiro, Serra Negra e Costa de Fragata, na ilha do Sal, são patrulhadas pelo projecto Biodiversidade que recentemente começou a fazer patrulhas esporádicas no Monte Leão.

 

 

quarta, 28 setembro 2016 12:44

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