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Estudo alerta para “insuficientes” medidas de preservação das tartarugas marinhas em Cabo Verde

As medidas adoptadas por Cabo Verde para preservar as tartarugas marinhas são insuficientes para travar a sua captura e consumo ilegal. A conclusão consta de um estudo publicado, a 13 de maio, pela revista internacional de conservação Oryx, citado pela agência Lusa.

 

O estudo, promovido pela Turtle Foundation em colaboração com Instituto Nacional do Desenvolvimento das Pescas de Cabo Verde, alerta para "a necessidade de rever as medidas de conservação vigentes, trabalhando directamente com caçadores e consumidores".

Segundo o documento, os registos anuais continuam a evidenciar uma forte influência negativa da acção humana nos níveis de população de tartarugas marinhas no arquipélago.

O estudo conclui que a aprovação em finais de 2015 da legislação que criminaliza a captura, abate e comercialização de tartarugas marinhas, não trouxe resultados positivos imediatos.

Em reacção, o gestor do programa de conservação de tartarugas da Fundação Maio Biodiversidade, citado pela Rádio Morabeza, concorda com o estudo, mas não na sua totalidade. Leno dos Passos diz-se ciente de que os esforços da Maio Biodiversidade não são suficientes. “Ainda temos, em todas a s ilhas de Cabo Verde, apanha, comercialização e consumo da carne de tartarugas”, lamenta.

“Todas as ONG têm estado a trabalhar com o Governo para atingir o objectivo que é eliminar a apanha de tartarugas em Cabo Verde”, acrescenta o responsável.

Leno dos Passos defende a necessidade de trabalhar na sensibilização das comunidades que, segundo diz, precisam entender quais os benefícios da preservação de tartarugas.

O gestor do programa de conservação de tartarugas da Fundação Maio Biodiversidade acrescenta ainda que as Organizações não-governamentais têm estado a reforçar a fiscalização das praias, mas alerta para as dificuldades financeiras que as ONG’s enfrentam para executar os seus projectos.

terça, 24 maio 2016 14:51

1 comentário

  • julia 24-05-2016 Reportar

    Não se esquecer de que, além de rever as medidas de conservação impedindo a captura das nossas tartarugas, deve ser revista também os acordos antes assinados pela antiga administração do meio ambiente, que autorizaram certos países a levarem da Boa Vista e Sal milhares de" ovinhos" de tartarugas, diminuindo consideravelmente a natalidade de tartarugas careta- careta. Portanto o problema não é só a apanha ilegal mas também acordos ilegais e "maldosos" que foram assinados, tanto para as tartarugas como nas pescas.

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