Jorge Carlos Fonseca sobre as “movimentações” entre 1975/91 / Exclusivo / Detalhe de Notícia


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30-11-2009

Jorge Carlos Fonseca sobre as “movimentações” entre 1975/91

Nesta quarta parta da entrevista com Jorge Carlos Fonseca, outros assuntos fortes são aborados. A experiência vivida antes da independência entre Cabo Verde e Portugal, as odisseias para a formação do MpD, enfim, uma parte interessante e de leitura obrigatória.

Por Norberto Silva, em Holanda


O senhor é muito conceituado a nível Internacional e podia facilmente prosseguir a sua carreira no estrangeiro e ganhar muito mais dinheiro. Lembro de ter um professor em Portugal, um grande Penalista (Marques da Silva) que o citava sempre como uma mente brilhante. Pergunto porque desse seu regresso a Cabo Verde?
Bem aqui é a minha terra. Eu saí de Cabo Verde para estudar em Portugal ainda antes da independência e tive um problema político na Universidade de Coimbra, sendo expulso por uns anos num processo típico dos tempos do Salazarismo. Na altura eu era militante do PAIGC, era muito jovem e na altura do 25 de Abril entreguei-me de corpo e alma ao processo da independência de Cabo Verde e recebi indicação por parte dos dirigentes do PAIGC para regressar a Cabo Verde. Pode imaginar o que se passa na cabeça de um jovem com 22/23 anos com ideais de independência, revolução e não pensei em mais nada. Regressei a Cabo Verde e aqui convidaram-me para ser Comissário Político Nacional das FARP mas depois acharam que era muito jovem e muito radical e por isso não devia ocupar esse cargo. De um momento para o outro mandaram-me para organizar o Comité do PAIGC nos EUA, sem prazo, praticamente sem nada; fiquei 3 a 4 meses e depois pediram para regressar ao país. E fui então enviado para representar o PAIGC em Geneve (Suíça) numa conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Quando regressei fui nomeado Director Geral da Emigração e dos Serviços Consulares no Ministério dos Negócios Estrangeiros. Entretanto, tempos depois, em 1979, houve aquela ruptura conhecida pelo fenómeno do fraccionismo e trotskismo: rompemos com o PAIGC na altura. Eu tinha 28 anos e aquilo foi muito duro mesmo; e hoje em dia sobretudo os jovens não conhecem essa faceta da nossa história...

Porque é que aconteceu essa ruptura? Muitos críticos diziam que a maioria dos que consideravam trotskistas nem conhecia quem era Leon Trotski e nem a sua doutrina.
Sim é verdade. Mas eu, Jorge Carlos Fonseca, realmente conhecia a obra de Trotski, assim como Rosa de Luxemburgo , Marx, Lenine porque tive a oportunidade, em Portugal, de conviver num ambiente universitário de esquerda, Jazz, revolução surrealismo, movimentos associativos que eram dominados pelos partidos e pelas ideologias esquerdistas. Era o ambiente geral dos meios universitários naquela época.

As pessoas eram Cabo Verde, sobretudo críticos do regime do PAIGC, críticos de maneiras diferentes, por ideologias diferentes, mas com alguns pontos em comum.

Podia citar nomes de pessoas aqui em Cabo Verde que faziam parte desse Grupo?
Era um grupo vasto. Posso citar nomes como Manuel Faustino, Eugênio Inocêncio, José Tomás Veiga, Braga Tavares (Xanon) que vive agora em Roterdão, Gualberto do Rosário, Euclides Fontes que agora vive nos Estados Unidos, Helena Lopes da Silva que vivia em Portugal, Espírito Santo, entre muitos outros.

Não havia figuras próximas do regime do PAIGC?
Bem, éramos formalmente todos do PAIGC. Havia muita gente, mas houve casos de pessoas que recuaram. Por exemplo, o Amaro da Luz era um dos críticos que na altura reuniu muitas vezes connosco inclusivamente há um pormenor: combinamos que ele daria uma entrevista em Nova Iorque onde era embaixador nas Nações Unidas sobre a ruptura; o que acabou por não acontecer.

Havia outros dirigentes próximos de nós como o Renato Cardoso não tão claramente inserido no grupo, teve algumas hesitações ou o José Eduardo, hoje Embaixador, que inicialmente foi considerado trotskista, mas depois também se demarcou publicamente, José Luis Fernandes, Alexandre de Pina, o Tolanta, que veio a falecer. Bem não se pode dizer que eram todos trotskistas, mas digamos que estivemos juntos de uma ou outra forma crítica relativamente ao modo como as coisas estavam a ser conduzidas. Quando se deu a ruptura e começaram a sentir-se as conseqüências, a reacção do regime foi dura e tudo foi etiquetado como trotskista e fraccionista. Era uma etiqueta fácil e cômoda.

Mas qual era o vosso objectivo? Golpe de Estado?
Não, nada disso: isso seria utopia a mais. Não éramos propriamente loucos. Nós éramos críticos do regime do PAIGC e é preciso levar em linha de conta de que éramos jovens e na altura queríamos que as coisas funcionassem melhor. Entre outras coisas queríamos democracia interna no partido, o que não havia no nosso entendimento.

O objetivo da Revolução permanente de Trotsky era chegar ao Poder...
Repare: pode isso ter algum aspecto cómico. Quando o conjunto de pessoas intituladas de combatentes chegou de Conakry, a Cabo Verde, eles na sua esmagadora maioria não conheciam Cabo Verde, o Cabo Verde daquela época, praticamente toda a estrutura do PAIGC era constituída por nós, todos muito jovens e idealistas, os chamados trotskistas é que tinham praticamente tudo em suas mãos.

O Eugénio Inocência (Dududa) era responsável do partido em Santo Antão e em S.Vicente, o Faustino era responsável do partido na ilha do Sal, o José Tomás Veiga era responsável por Santiago, eu era Comissário Político da Praia, Euclides Fontes de S. Miguel, Braga Tavares na Cidade Velha e assim por diante. Isto é, nós éramos tão ingénuos ou românticos que eles chegaram e entregámos tudo de bandeja.

Era a ideia que tínhamos deles; de heróis de luta, grandes combatentes, colegas de Cabral, etc. Portanto nós tínhamos efectivamente o poder e entregámo-lo ao pessoal que vinha do «mato», da luta, de bandeja. Mais depois, tempos depois, não muito tempo depois, veio a desilusão, a decepção foi quase imediata. Eu lembro-me da primeira reunião da Direcção Nacional na Praia, presidida por Aristides Pereira em que participei. Foi já uma decepção por várias razões. Por exemplo, a questão da democracia interna, não se podia criticar livremente, então havia pessoas que estavam desiludidas com a forma como funcionava o regime, mesmo que tivessem formação e percurso político diferenciados, uns mais influênciados pelo marxismo, outros mais nacionalistas.

Dos Combatentes quem eram os mais duros, mais "pitbull" em reprimir as ideias contrárias?
Posso citar o nome do Silvino da Luz como pertencente à ala então vista como a mais radical que veio de Conakry e que várias vezes pediu as nossas "cabeças", o que Pedro Pires não aceitou da primeira vez, mas em 79 quando houve uma clivagem mais forte, Pires foi inteligente e tomou conta dos acontecimentos e foi ele que ficou na vanguarda do combate aos ditos fraccionistas, liderando o processo da purga e do que chamavam a campanha de erradicação de ideologias estranhas ao partido.
Foi um período difícil, muito duro, eu como muitos outros colegas por exemplo tinha um agente de segurança permanentemente no meu encalço, na minha casa, se fosse a Prainha tomar um banho no mar, tinha lá um segurança, se fosse para uma festa particular e chegasse a casa de madrugada o segurança acompanhava-me sempre de caderno e caneta na mão. Não tínhamos hipótese de conseguir um trabalho. Pedimos emprego e foi sempre recusado.

Entretanto, em Setembro de 1979 houve os acontecimentos da Brava, facto histórico que por sinal ainda é pouco conhecido em Cabo Verde ou na diáspora. Mas foram acontecimentos dos mais duros e marcantes do regime de partido único no nosso país. Eu e mais duas pessoas, Dulce Dupret e Daniel Lobo, fomos retidos na ilha Brava durante 3 semanas, não podíamos sequer estar numa pensão privada, muito menos apanhar um barco ou alugar um carro. Quando nos permitiram regressar tivemos de carregar as malas e ir a pé de Nova Sintra a Furna, uma humilhação tremenda, metidos num barco e vigiados por um pelotão de polícias e militares armados. Mas houve vítimas que mais sofreram, caso de David Barros, hoje nos Estados Unidos.Uma história muito triste.

Então eu tive que optar por sair do país. Fui para Portugal onde poderia além do mais findar os estudos superiores.

Pediu asilo?
Na altura havia autorização de saída e que por pressão psicologica só recebias resposta uma hora e meia antes da viagem e por isso ficavas em dúvida se ia ser-te concedida ou não. Fui para Portugal, terminei o meu curso, fiz estágio de advogacia fiz um concurso para assistente estagiário na Faculdade de Direito de Lisboa, consegui entrar, entretanto vinha a Cabo Verde de férias.

Estava ao mesmo tempo ligado a grupos oposicionistas como os Círculos Cabo-verdianos para a Democracia, CCPD.

Tinha a ver com a UCID?
Não, era outro grupo que eu ajudei a criar e de que faziam parte também Eurico Monteiro, Mário Silva, Henrique Monteiro, Daniel Lobo, Arnaldo Silva, Alfredo Teixeira, Jorge Teixeira, José Manuel Pinto Monteiro.

O Grupo estava sediado na diáspora?
Uns estavam em Portugal e outros aqui em Cabo Verde. Tínhamos uma rede na clandestinidade, publicávamos um boletim e do grupo faziam parte ainda, além dos nomes que citei, o falecido Vani, e em Cabo Verde, Manuel Político, Iras, Luís Leite, Jorge Figueiredo, mais tarde Gustavo Araújo, João Brito advogado falecido há uns anos, então repare é algo que deve ser talvez estudado. Se comparar com o MpD dos anos noventa, com a sua liderança política inicial, pode ver que uma boa parte da liderança do MpD veio do CCPD.

Foi então o CCPD que deu origem ao MpD?
Não se pode dizer isso, porque o MpD acaba por representar algo mais vasto e alargado, um forte movimento popular, social e político. Acho apenas que, de certa maneira e em alguma medida, foi um movimento precursor mesmo a nível da sua liderança, se pensarmos na liderança colectiva.

Nomes como Dr. Luis Leite, Eurico Monteiro, Vani, José Manuel Pinto Monteiro, Arnaldo Silva, Mário Silva, Daniel Lobo, Jorge Figueiredo, Jorge Teixeira, Alfredo Teixeira... quer dizer foram todas pessoas que fizeram parte da primeira leva da Direcção política do MpD.

30-11-2009, 10:48:58
Expresso das Ilhas


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Comentários


Gostei e estou a gostar de ler esta entrevista, que é muito boa mas apreciei mais esta parte porque traz novidades e elementos que o comum dos leitores não conhecerá certamente. Realmente o senhor Fonseca tem um percurso vasto e rico, para além da inteligencia e cultura. Tem tudo para dar um optimo Presidente. Eu como muitos e muitos outros espaeramos que ele não demore em dizer SIM
Gramei ler esta quarta parte, um espetáculo de memória, de vivacidade e de cultura. Temos homem já sabem para quê? PR de CV
Muito bem a entrevista e há mais partes sobre a presidencial ou não, isso é que quero ler mais. OK Expresso?
Com estes dados percebo melhor algumas coisas de noventa e pós noventa. Esta entrevista é muito interessante e devia estar integral na edição de quarta feira. Espero que o jornal tenha noção de atualidade.
Perguntem ao Jorge Carlos Fonseca quando é que se tornou militante do PAIGC? Se fazia parte de alguma estrutura do PAIGC, em Cabo Verde, antes de ter ido para Portugal, estudar? Se tinha algum contacto ou relação política com o engº. Jorge Querido?Se aceitou ou naõ os Programas(mínimo e maior)do PAIGC, quando se fez seu militante?
Dr fonseca de um intelectual do seu calibre espera-se objectividade na aálise do passado-diga-me quando é q TROTSKY defendeu a democracia ou o multipardiramismo?Por outro lado sabe perfeitamente q nós q estavamos em Cabo-Verde não tinhamos o povo connosco o processo como em qq revolução aconteceu como em Portugal,quando o povo apercebeu-se q estava a viver um momento ímpar e foi galvanizado qd chegaram os combatentes.Não é certo o q diz também sobre a perseguição dos dirigentes do PAIGC-havia pelo q me apercebi na altura ,apesar de ser muito jovem tres tendencias no partido:voces os trotskistas,Silvino da luz maoísta e Olivio PIRES REVISIONISTA.A ala com mais força era a revisionista .Silvino da Luz e os irmãos Martins tb foram isolados.
Com mais de 30 anos pessados e a inclinação de Carlos Fonseca para os temas culturais talvez fosse o momento de dinamizar um círculo de estudos da história contemporânea onde não fosse obliterada a influência nefasta dos esquerdistas (extremismos,persegições,etc). Isso seria muito digno. Quanto á criação do MPD essa também seria uma boa história.
Caro amigo Jorge, li bem estes dados, compriende que ainda a muito maies, dos acontecimentos que precisa ser esclarecido dos segredos que muitos Caboverdianos, aqui na diaspora nõa sabem, uns por ignorar o sofrimento,por medo de abrir com quen quer seja, era logo tomado não por mau Caboverdianos. Temos muitos que ainda estão agarrados, daquelos que queren continuar no partido unico, não são democratos, e nunca serão, são uma cambada de irresponsaveis,
O Jorge Carlos Fonseca( por nós conhecido como Jorginho ou Zona) era uma pessoa estimada dentro do PAIGC pelo seu grande empenho e militantismo político; ele era o chamado "menino bonito" do Abílio Duarte, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, com quem trabalhou na qualidade de Secretário Geral do MNE,no primeiro Governo do PAIGC.
A entrevista é de grande envergadura e parabenizo o entrevistado por ser frontal e abordar temas complexos com abertura de espirito, sem problemas. Istpo é muito raro infelizmente em C.Verde. Esta parte é mais polémica, mas numa entrevista com vários temas não se pode dizer tudo e com pormenor. Eu por acaso tenho lido muitos textos do Dr. Fonseca, do Eng. Humberto e outros sobre a epoca. Leiam um prefacio espetacular do Dr. Jorge num livro sde um autor africano cujo nome nao me lembro, maso livro tem o titulo CV e GB da democracia revolucionaria a democracia liberal.A Dalia não entendeu bem, o entrevistado fala do chamado trotskismo e sua influencia na ruptura de mtos jovens com PAIGC não diz que era democrata.Conta tb os excessos do regime
Há mtos mas há poucos elementos sobre a historia de Cv nos nos 70 e 80, porque o regime totalitario PAIGC escondeu isso e nas escolas só ensina maravilhas de Cabrlal dos combatentes. Tb como disse Cveiga na convenção o MPD errou ao não combater os valores do partido unico. Portanto, esta entrevista é importante pque diz alguma coisa, mas é preciso sabermos muito mais e o dr Fonseca está bem colocado para o fazer. Apreciei a sua frontalidade em falar até de coisas que podem não beneficia-lo ele que estou certo irá ser o nosso candidato a PR. Porque ele foi um dos que mais lutou contra o PAIG e desde que se juntou a democrcia ainda jvem, tem sido um dos baluartes, a pessoa k mais tem escrito e ensinado sobre esta era
Embora a minha tenra idade, me lembro perfeitamento do acontecimento. Ao que parece o sr. Jorge Carlos omitiu um facto muito importante. Pois o PAIGC tinha infiltrado esse grupo atravêz do Cândido Santana e do Zé Dada (José Eduardo Barbosa). Foi o Cândido o traidor do grupo. Esse é um permenor muito importante na recolha dos factos.
Nice nice good good, venha mais outras partes. Zona e dimás, guentis! Undi nu crêl? La di riba di tudu!! Um obi ta fládu ma tem um jantar di apoiu i ninguem ca flam nada. Sem mi ca tem cusa ki bali pa Zona, OK men??
Gostei em especial desta parte, sou jovem e não conheci esse período e gostaria de conhecer.Pelo que conheço dsa qualidades intelectuia s e de escritor do entrevistado seria um grande serviço que ele faria ao país escrevendo sobre essa epoca. O PAICV escondeu realmente tudo e só contam rosas e maravilhas da luta, dos combatentes da liberdade da Patria, etc, etc. Acho que Expresso dev publicar a entrevista toda na edição impressa, não se pode perder tamanha oportunidade de ler uma entrevista com tanta actualidade e qualidade. Os meus votos de parabéns ao jornalista que fez a entrevista, Norberto Silva, porque sem grande entrevistador não há grande entrevista. Também gostei muito da parte da entrevista sobre a justiça e sobre o crioulo.
Poxa, gostei muito da leitura, mais do que as outras partes que são boas, mas esta é surpresa para muitos como eu. Fiquei com vontade de ler mais porque parece que há muita mais coisas se passaram e a gente não sabe. Obrigado dr. Jorge e vá a frente sempre nos seus propositos academicso. Se avançar para Pr tambem conta comigo, sou jovem estudante natural de Orgãos e posso mobilizar muitos jovens. Eu não quero é que ganhe o PAICV nem seu candidato a Presidente, nem aristides e nem por hipoteses o david Almada, esse nunca meu Deus. Quero que quem entenda mais que eu expliquer a razoa porque o MPD ainda noa declarou apoiar este grande senhor. Dá pra entender?
Antes de mais a minha perplexidade pelo facto de o jornal esconder esta entrevista quando devia estar a luz do dia para a gente ler, comentar e criticar. É um crime por esta parte sobretudo escondida não sei onde. Esta entrevista tem poucas linhas mas muito tutano e informações e dados que muitos desconhecem e precisam conhecer. Eu já ouvira falar destas coisas mas era muito jovem e nunca me apercebi bem do que se passou. A historia oficial é muito bonita, o que ensinam as criancinhas é tudo muito lindo, o regime era magnanimo, os combatentes gente humanista e bem intencionada etc etc. Se eu tivesse possibilidade de conhecer pessoalmente o dr JOrge incentivava-o a escrever uma obra, para el não seria difícil com a pena que tem. Seria uma pr
Fui membro dos CCPD em Lisboa, lembro-me do Boletim com aquela pessoa com a boca grampada com um gancho de roupa. Bons tempos, Zona!! é verdade tudo o que dizes mas é um bocadinho só, seria campeão se pusesses no papel o que se passou no tempo da velha senhora do partido unico. A historia tem de ser contada doa a quem doer. Olha eu também estou a espera de ver esta tua entrevista e nem sei se há mais partes na integra, não podem cortar a entrevista aos bocados. É diferente ler tudo junto num texto, ´so não vê quem não quer. Outra coisa: não me convidam para sabado, ouvi falar de jantar ou almoço a apoiar-te para PR, então eu que fui sempre um fã não sou convidado? Um ta grába, OK? Conta sempri cu mi, Zona
Os jovens comentarisrtas sedentos de informação sobre a passada luta política em Cabo Verde devem saber tb desta: O JCF chegou a ser, no seu tempo liceal, um dos mais brilhantes alunos do liceu da Praia; só começou a militar no PAIGC, depois de ter ido para Portugal estudar; no PAIGC, pertencia ao grupo dos intriguistas e seguidores do "entrismo";depois de ter abandonado o PAIGC, o Governo de Cabo Verde deu-lhe o apoio necessário para prosseguir os seus estudos universitátios em Portugal, sem o qual não o conseguiria; .
Faltava aqui referencias ao processo da Reforma Agrária em Sto antão e os casos das torturas, mas percebo que a entrevista se centrou em aspectos vividos pessoalmente pelo entrevistado. O MPD como disse Carlos Veiga e já li também em Jorge Carlos Fonseca não fez o trabalho de erradicação dos valores do regime totalitário, nem sequer fez enquanto Governo durante dez anos um livro branco do regime de Pedro Pires, Silvino da Luz e David Almada entre outros. A entrevista já findou ou há outras aprtes porque estranho não haver perguntas sobre o processo politico actual e do futoro imediato, em 2011. ODr Hoffer nem tente ser candidato, ele foi um dos resp. do mal que houve.Para mim PR da democracia tem ser DEMOCRATA MESMO. nome é JCFONONSECA
A entrevista é tão boa que até tem gerado da parte de agentes do PAIGC/CV alguns comentarios,so que não conseguem mesmo que quisessem beliscar o ZONA. Eu fui colega também do liceu como o António Pereira . Claro que Zona não podia militar antes de ir estudar porque le entrou na universidade de Coimbra aos 16 anos de idade. AP tem razão numa coisa, Zona era aluno brilhante sempre foi. A história de entrismo e trotskismo o PAICV tem mta dificuldade em falar porque sabe o que fez, as barbaridades que praticou,até foi criticado pelos camaradas da GB depois do golpe de 80. Falso é depois JF prosseguiu estudos com ajuda do PAIGC. Se nem emprego de professor de liceu lhe deram!! A carreira dele é mérito dele e não do PAICV. Não venha com voltas
(cont).Conheço Zona desde a primária na escola da menina Anete, sempre grande aluno e inteligente. Claro que era menino bonito de Abílio Duarte e Zona sempre soube respeitar isso, ainda há dias vi e ouvi na TV a homenagem que Zona lhe prestou e que muitos camaradas até hoje fizeram, é ou não verdade? Amigo dos seus amigos, ZONA é de uma humanidade impar, AP e se foi colega nosso sabe disso. Depois de ser obrigado a sair como diz na entrevista cabou a licenciatura e foi assistente na Fac. de direitom de Lisboa num concurso com mais de 50 candidatos portuguese e ficou ex-aequo em 2.º lugar com Rui Pereira, actual MAI de Portugal. Se quiser saber mais, AP, eu digo-lhe. Eu sou amigo de peito e dou luta a quem tentar belisca-lo. MA, Jurista
este Antonio Pereira está afazer um grande louvor ao dr. Fonseca dando aso a mais pormenores sobre os podres do regime do PAIGC. Espero que o dr. Jorge da Fonseca algum dia abra o livro e faça o livro branco que já devia ter sido feito pelo MPD.mas taambém Veiga já prometeu corrigir os erros de outrora. O PAICV está nervoso em todo o lado e eme todas as frentes. Falando da entrevista está gostosa e interessantissima, gente minha
O Dr Carlos FONSECA devia face á sua propalada integridade intelectual explicar o q é q os trotskistas caboverdianos(q eram dirigentes de um movimento trotskista português) PRETENDIAM,deveria explicar porqué que perseguiram e expulsaram do PAIGC os nacionalistas eng Rodrigues e Querido.Se a razaõ do seu descontentamento não era o facto de acharem q o PAICV era muito brando,pouco revolucionário.Que as pessoas q eram conotadas com o maoísmo eram alvo das suas intriguinhas.O problema do JORGE Carlos FONSECA É A FALTA DE CORAGEM para assumir o seu passado.
Grande entrevista e gostava de ler mais e mais. Há até aspectos anedoticos, como o senhor a senhora Dolly que fala de um poder enoeme que os jovens tinham até de perseguir e expulsar dirigentes do PAIGC. Essa é de rir a morrer. Qual trotskismo qual que, o problema era e é o PAIGC/CV ser naturalmente um partido fechado, totalitário contra a democracia contra a diferença. Bem, interessa é do passado passar para o futuro e tirar o PAICV do poder em 2011 e para isso vamos ter um partido mobilizado, renovado e combativo, com Carlos Veiga na liderança. O PAICV está muito nervoso. Nas presidenciais vai ser o mesmo, com o nosso JCarlos Fonseca, cuja integridade intelectual não pode ser posta em causa a PR.
Não se ligue as provocações de Dolly, viram os nomes que aponta? palavra de honra!! Bela entrevista e mais deve ser divulgado para sabermos o que se passou com essa malta do PAIGC
M Dolly m dolly fatiti tiná, ná ná carambola i si. Paxenxa nhor Deus! Espetacular entrevista do senhor Carlos Fonseca. Viva a verdade!
Excelente serviço fez o Expresso aos leitores caboverdeanos com esta magnífica entrevista, com diversidade, cultura, sabedoria e profundidade. Nos vários temas abordados, mostra o entrevistado enorme preparação e tranquilidade na exposição do pensamento. mestre mesmo!! Nesta parte de que gostei mais, há elementos que gostava que fossem desenvolvidos, espero que haja noutra ocasião.
Olhe q não,olhe q não dona maria do céu.Eu fui de inicio simpatizante do grupo trotskista e depois pirei-me .Sabe porquê?Era gente q sob a capa do processo revolucionário perseguiam as pessoas q não concordavam com elas,torturavam em nome da revolução.Sabe q um deles na altura ministro da saúde proibiu a nós médicos q ainda não tinhamos voltado à terra apelidando-nos de traidores.Pergunte ao dr josé MARTINS,JULINHO mARTINS,Picau,pedrinho,quinzinho de santa cruz,para apenas citar uma infima parte o q passaram nas mãos dos trotskistas.Leia Trotsky.Pergunte ao Dr Artur Correia quem torturou o pai,pergunte ao djonsa cool as peripécias q armavam aos traidores.O dr Carlos Fonseca devia ter ,como diz a dolly a coragem de dizer a verdade.
Rosa de que? O home fala duma coisa e voce de coisas diferentes. O homem ´etão intocável k tem de arranjar historias do tempo de carochinha para tentyar tirar brilho ao nosso grande intelctual, politico e jurisconsulto. a entrevista é uma perfeita lição. até que enfim temos um candidato presidencial com ideias e k não limita dizer banalidades e a visitar criancinhas e ver batuco., Este vai ser o PR do sec XXI com ideias, visão e competencias na area da constituição. Vou apostar nele. Agora histórias de Artur Correia e médico o que interessa para aqui? grande confusão no espírito minha gente
O Zona desde os tempos de Coimbra q demonstrou ser uma pessoa com muito pouca coragem.Já em Cabo-Verde continuou com o mesmo profile,preferindo facadinhas nas costas,a embates frontais,sempre escondido atrás dalguém.Não foi em Coimbra nenhum estudante brilhante,pelo contrário navegava numa medianidade,sendo no entanto um perfeito copista do ordenamento juridico português,na feitura das leis em CABO-VERDE,arrecadando um apreciavel pecúlio,por conta.Agora vem com historietas da carochinha para boi dormir,á falta de percursos relevantes para os altos voos pretendidos.Ah ZÓNA ,ZÓNA,BU ~E SABIDO!
Quem acredirt aem Leonor Varela? Minha Leonor, uma mentira para ser vendida tem que ter uma pontinha de credibilidade. A sua peca por ser tão evidente que ninguem pega nela. Podia vir contar estorietas de trotkismo, agora que Joreg carlos Fonseca não foi aluno brilhante, como é quie conseguiu ser professor na Universidade Classica de Lisboa? Por ordem de Pedro Pires? Como conseguiu ser Direcor da Faculdade de Direito de Macau' E professor no Instituto de Medicina Legal de Lisboa? Como é que ytem mais de dez livros de direito publicados e mais de cem obrsa publicadas no estrangeiro? Leia a entrevista em forcv.com e aprenda o seu curriculum e tenha vergonha na cara. Vai ter de engolir tudo pois ele vai ser PR em 2011, Ca tem tádju
Muito interessante saber certas coisas pela voz autorizada de um grande caboverdeano. Um verdadeiro se nhor da cultura, da politica e do direito. O grande combatente pela democracoia contra o partido unico. O nosso Presidente daqui a dois anos. deus o ajude nesta caminhada. Hoje vi-o e ouvi-o no Quintal da Música muito bem acolitado, para que quem quisesse pudesse ver quem o apoia. Um discurso de improviso ainda por cima em crioulo foi uma lição sobre os poderes do PR e a democracia em Cabo Verde. Adorei e vou estar atento a proxima sessão de apoio. É uma onda como disse Luisinho Leite na aprsentação, uma onda democrática que vai varrer Cv daqui a pouco. JCFonseca é sinónimo de qualidade, cultura, intelig~encia e sabedoria. VIVA JCF PR
Deixem lá Leonor Varela e iguais. Vamos mobilizar energias e forças para levar o nosso querido ZONA ao mais alto cargo da Nação. Esta merece e ele merece também. Leonor e uns poucos caíram na armadilha do ZONA, este antecipou-se e na entrevista flaou abertamente e sem complexos do peíodo do chamado trotskismo. os adversarios ficaram sem argumentos e desarmados. Tchau! Tchau! JCF na PR e a onda varre o país como alguém disse.
ih ih ih seria a primeira vez no mundo q os trautas chegariam ao poder oh antileonor.


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