Emigrantes senegaleses querem segurança e passaportes válidos / Sociedade / Detalhe de Notícia
Emigrantes senegaleses querem segurança e passaportes válidos
O senegaleses emigrados em Cabo Verde denunciaram à Agence de Presse Senegalaise (APS) problemas a nível de segurança e da expiração dos passaportes - que impossibilita tratar das formalidades administrativas e bancárias.
"Temos um grande problema e queremos encontrar soluções: os passaportes dos nossos amigos e irmãos. Eles têm o seu dinheiro no banco e não o podem retirar", disse à APS, Lamine Cissé, Presidente da Associação dos jovens cidadãos de Casamança em Cabo Verde (AJRCCV-Association des jeunes ressortissants casamançais au Cap-Vert).
"Os meus amigos e familiares têm sérias dificuldades nesse país (Cabo Verde)", disse. ''Pior, há outros que perderam os seus empregos devido à expiração do passaporte. Eles precisam de ajuda o mais rapidamente possível, porque aqui, em Cabo Verde, o bilhete de identidade nacional (do Senegal) é inútil, apenas o passaporte [serve] ...''.
Pedem ajuda, assim, ajuda à agência noticiosa de modo a encontrar soluções. Cissé também pediu às autoridades senegalesas que enviem um equipa para renovar os documentos de viagens e passaportes dos concidadãos.
Outra questão levantada pelo presidente da AJRCCV é a segurança, referindo-se a casos de agressão em casa, sobretudo roubos, que depois não têm seguimento judicial.
Cissé conta à APS a história de Abdou Gassama, de 46 anos, nascido em Sibicoroto (senegal) e que vive na Assomada, Santa Catarina. Cinco cabo-verdianos armados terão entrado em sua casa e agredido Gassama, que alegadamente se preparava para ir de férias para o Senegal. Os agressores roubaram 10.000 euros, 5 mil CVE e jóias de prata e ouro, no valor de, aproximadamente 160.000 CVE.
A AJRCCV conta com 700 emigrantes senegaleses originários de Casamança.
No passado mês de Dezembro, o embaixador de Senegal em Cabo Verde, Mamadou Fall, referiu a presença de 5000 senegaleses registados no arquipélago. Desses, cerca de mil vivem na ilha de Santiago.
Na mesma altura, aquando da visita do ministro de Estado senegalês, Abdoulaye Baldé, a Cabo Verde, o governante foi interpelado sobre as dificuldades que os seus compatriotas vivem aqui. Foi solicitada a criação ou renovação dos passaportes, assim como denunciada a alegada impunidade de quem os agride.
Os diplomatas senegaleses, no Senegal e em Cabo Verde, têm pois conhecimento do assunto e afirmam vir a tomar medidas para ajudar os seus cidadãos.
''Precisamos de uma política de imigração adequada em ambos os sentidos'', apoiou o Ministro de Estado, citado pela APS.
Baldé reafirmou também perante os seus compatriotas o seu respeito pela soberania plena de Cabo Verde, no âmbito das leis e regulamentos. ''No entanto, as perseguições devem ser reduzidas ao máximo, estamos num espaço comunitário,''recordou.
Tanto o Senegal como Cabo Verde pertencem à CEDEAO - Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que tem uma população de mais de 270 milhões de pessoas, "todas igualmente reguladas pelo Protocolo da livre circulação de pessoas e do direito de estabelecimento na Comunidade". A aplicação do documento tem conhecido diferente sorte em diferentes paragens, acusa o artigo.
Expresso das Ilhas
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