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Mau ano agrícola: UCID pede menos anúncios e mais acção

A União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) quer a aceleração da implementação do plano de emergência para mitigar o mau ano agrícola.A posição do partido foi manifestada hoje, em conferência de imprensa, realizada em São Vicente, pelo presidente António Monteiro.

 

Para Monteiro, fazer anúncios sem operacionalização não vale aos agricultores.

“Queremos, do governo, uma aceleração do processo, para que as pessoas possam sentir na prática a objectividade daquilo que foi a intenção”, afirmou.

 

 

Em Outubro, o governo anunciou a aprovação do plano de emergência de 880 mil contos para mitigar os efeitos da seca e do mau ano agrícola. Na semana passada, foi anunciada a criação de uma linha de crédito de emergência, de 50 mil contos, sem juros, para apoiar agricultores e criadores de gado.

António Monteiro lembrou que a resolução dos problemas dos agricultores não passa pelo anúncio de apoios financeiros.

“O problema não é a disponibilidade só de recursos financeiros, porque esses  já vêm tarde. O problema é criar condições para que a água possa chegar ao Planalto leste, Lagoa, em todas as zonas e Cutelos de Santiago, no Maio e também nas outras ilhas, para que as pessoas possam fazer a forragem, alimentar os animais. Isso de prometer fundos para operacionalizar só em Dezembro pode ser tarde”, sublinhou.

De acordo com as previsões da tutela, a implementação do plano de emergência para amenizar os efeitos da seca deve acontecer em Dezembro.

Lenine Correia, agricultor natural da localidade de Chã de Pedras, em Santo Antão, afirma que até lá a situação dos agricultores vai degradar-se ainda mais.

“Quer dizer que cada dia que passa vai haver mais prejuízos, isso é certo. Um dia é muito, um mês é muito mais. Se for para implementar o plano em Dezembro, já não vão encontrar gado para salvar e muitas pessoas já terão saído de Santo Antão. Estão desesperadas e esperar mais um mês vai complicar ainda mais a situação”, alertou.

Lenine Correia diz que há famílias que estão a viver com apenas 28 litros de água por dia nas localidades do planalto leste, para além das perdas das culturas e das cabeças de gado.

A estimativa do governo é que 17.200 famílias, cerca de 62% do total de famílias rurais, vão ser directamente afectadas pelo mau ano agrícola.

 

  

quarta, 08 novembro 2017 16:39

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