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Mau ano agrícola: UCID defende criação de fundo de catástrofe

O presidente da UCID, reeleito no 17º congresso do partido, que aconteceu no passado fim-de-semana, defendeu ontem a criação de um fundo de catástrofe para ajudar as famílias afectadas pelo mau ano agrícola.

 

A posição de António Monteiro foi apresentada na noite desta segunda-feira, no programa “Discurso Directo”, da Rádio de Cabo Verde. O líder dos democratas cristãos considera que o plano de emergência do Governo chega de forma tardia e pede agilidade na implementação das medidas já anunciadas.

“Os gados estão a morrer, as pessoas estão com dificuldade em se alimentar. Um plano de emergência não pode surgir depois de as pessoas estarem com dificuldades gritantes. Daí que nós defendemos, na altura, que devia sim pensar-se num fundo para o efeito”, entende.

António Monteiro refere que, apesar da disponibilidade dos parceiros internacionais em ajudar, têm a sua própria burocracia que pode atrasar a efectivação do plano de emergência.

Na passada sexta-feira, o Governo anunciou uma linha de crédito de emergência de 50 mil contos, sem juros, para apoiar os agricultores e criadores de gado. A UCID aplaude a iniciativa, apesar de considerar que o valor deveria ser maior.

“É bom, apesar de ser um valor baixo. Mas o Governo deve agilizar para evitar as burocracias”, diz.

Segundo o Governo, a linha de crédito vai ser gerida pelas instituições de micro finanças. O prazo para a decisão é 48 horas, a contar da data do pedido.

A linha de crédito junta-se ao plano de emergência orçado em cerca de 800 mil contos, que inclui o salvamento do gado, o reforço da gestão da água e a criação de emprego no campo.

Neste ano de seca, os agricultores pedem urgência na chegada das medidas ao terreno.

terça, 07 novembro 2017 10:34

3 Comentários

  • César Palmieri Marins Barbosa 07-11-2017 Reportar

    O problema de Cabo Verde não é a falta de chuva, mas escassez de dinheiro.

    Não é possível fazer capitalismo sem capital.

    No mundo existem várias e vastas áreas sem uma atividade econômica desenvolvida, e a pobreza é predominante em toda a História da Humanidade, sendo a riqueza privilégio de minorias, como ocorre atualmente no nosso planeta, no qual a maior parte das 7 bilhões de almas vive em condições que nem parece que estão no século XXI.

    Uma das causas determinantes da pobreza e da riqueza é o fluxo financeiro internacional.

    Os países que se encontram fora da rota dos fluxos financeiros internacionais, como Cabo Verde, padecem na pobreza apesar das suas grandes potencialidades, e aqueles que observam Cabo Verde isoladamente não conseguem entender ou explicar porque esse País não consegue, ao menos, o mesmo desempenho econômico dos seus pares da Macaronésia.

    O compararmos Cabo Verde com as Canárias e Madeira, e mesmo os Açores, salta aos olhos que há algo de errado.

    A mesma comparação nos mostra que arquipélagos oceânicos que recebem ricas verbas orçamentárias de tesouros centrais poderosos, como o Hawaii, o Tahiti, ou mesmo o arquipélago de Fernando de Noronha, no Brasil, possuem uma infraestrutura e serviços muito além dos seus próprios recursos, e não precisam manter forças armadas, banco central, comunicações, saúde, relações exteriores e todas as caríssimas despesas que são um flagelo para os pequenos países.

    No Hawaii o seu poderoso turismo é importante, mas secundário para a economia havaiana, que possui na administração pública a sua principal atividade econômica.

    Os Estados Unidos mantém na Hawaii bases militares, universidade e escolas, observatórios astronômicos, hospitais e tantas outras riquezas que o turismo, que de acordo com a Hawaíi Tourism Authority 8,3 milhões de turistas visitaram o arquipélago em 2014, gastando 14,7 mil milhões de dólares (http://www.hawaiitourismauthority.org/default/assets/File/research/monthly- visitors/December%202014%20Visitor%20Stats%20Press%20Release%20(final).pdf).

    A OPÇÃO DE CABO VERDE PARA, AO CONTRÁRIO DOS OUTROS ARQUIPÉLAGOS DA MACARONÉSIA, OPTAR PELA INDEPENDÊNCIA E SOBERANIA INDIVIDUAL

    Creio que a opção pela independência e soberania de Cabo Verde, que não está em causa, e nem se pretende contestar, mas que é fundamental entender as suas consequências e se preparar para enfrentar os seus desafios com soluções eficientes, como no caso da segurança alimentar e o problema da seca.

    A Nação Caboverdiana escolheu, ao contrário dos seus pares de Açores e Madeira, a independência, que agora manda a sua fatura com o insustentável nível de endividamento caboverdiano, em um momento de gravíssima crise mundial, que faz secar as ajudas internacionais e o acesso ao crédito.

    Essa bancarrota do tesouro caboverdiano (sendo o escudo de Cabo Verde atrelado ao euro por meio de acordo monetário entre Cabo Verde a União Europeia, por intermédio de Portugal) torna-se ainda mais grave com a crise do euro, inserida na maior crise financeira da História desde a Revolução Industrial, maior até do que a crise de 1929.

    O problema de Cabo Verde como pequena Nação independente é ainda maior do que a sua viabilidade econômica, mantidas as atuais circunstâncias (ceteris paribus), pois as coisas não estão constantes, mas pelo pior, estão a se agravar de forma rápida no nível mundial..

  • sARA 07-11-2017 Reportar

    POIS A CHUVA FAZ FALTA

  • Celestino Afonso 07-11-2017 Reportar

    Fundo de Emergência seria o termo mais indicado!

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