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Governo anuncia investimento de 5 milhões de contos em requalificação urbana

Ulisses Correia e Silva Ulisses Correia e Silva

Cabo Verde vai investir até 2021 cerca de 5 mil milhões de escudos na requalificação urbana, apontando como prioritária a intervenção nas zonas de barracas das ilhas turísticas do Sal e da Boavista.

 

"A qualificação das cidades é uma prioridade. Cidades organizadas, planeadas, seguras, com bom nível de saneamento e cidades educativas são centros vitais de dinamização da economia local. Por isso, decidimos investir, em parceria com os municípios, cinco mil milhões de escudos no horizonte 2017-2021 em requalificação urbana e ambiental", anunciou hoje o primeiro-ministro.

Ulisses Correia e Silva falava, na cidade da Praia, durante a sessão de apresentação da Carta de Política Nacional do Ordenamento do Território e Planeamento Urbanístico, que assinalou, em Cabo Verde, o Dia Mundial das Cidades, que hoje se comemora.

O chefe do Governo adiantou que a requalificação será financiada com recursos dos fundos do Turismo e do Ambiente e que o objectivo é fazer com que "as cidades tenham uma contribuição positiva e relevante na competitividade do país em vez de serem espaços de problemas ou de repulsa".

Os assentamentos informais com habitações sem qualidade, más condições sanitárias, fraca iluminação e acessibilidade representam um dos principais desafios do ordenamento do território em Cabo Verde.

"A qualidade das cidades não será atingida sem uma política de financiamento forte da habitação", reconheceu Ulisses Correia e Silva, sublinhando que a "luta contra a pobreza passa muito pela satisfação das necessidades básicas de habitação associadas às condições sanitárias".

Nesse sentido, o Governo definiu como prioridade intervir nas zonas das barracas nas ilhas do Sal e da Boavista.

"Há um cadastro já elaborado, identificando a situação de cada uma das famílias e será um investimento de 2,3 mil milhões de escudos para termos um panorama diferente nas ilhas do Sal e da Boavista", disse o chefe de Estado.

Por seu lado, a ministra do Ordenamento e das Obras Públicas, Eunice Silva, adiantou que a Carta é um "documento orientador" da acção do Governo voltado para o ordenamento dos espaços habitáveis, abrangendo o planeamento e a gestão das cidades com o objectivo de melhorar as condições de vida das populações, reduzir as desigualdades, reforçar a resiliência, combater a pobreza e garantir da segurança e os serviços básicos.

A Carta de Política é resultado de um trabalho conjunto entre o Governo e a ONU-Habitat e envolveu também instituições governamentais, ordens profissionais, academias e outros sectores da sociedade civil.

terça, 31 outubro 2017 14:57

3 Comentários

  • Augusto Galina 05-11-2017 Reportar

    Vejo que o sr. Tavares està sendo claro, Aliàs, o fenômeno jà ultapassou a fronteira e està sendo falado a meia voz. So a hipocrisia do "politicamente correcto" impede a faladura. Isso não é construir nem ajudar o desenvolvimento equitativo.
    Ê tempo de passarmos desta geração mal formada que so se preocupa com o "Mim & C° ".
    Jà não tenho coragem para defender o indefensàvel.
    AG
    P.S. - Sabem porque o Grão Duque se deslocou a Santo Antão e Cabo Verde? Eu sei porquê

  • Cândida Leite 02-11-2017 Reportar

    Senhor Tavares:

    Pelo menos não é hipôcrita. Diz bem alto a realidade, o que se passa, o que todos sabem. Santiago a comer e os outros a minguar porque saco vazio não se põe de pé.

  • Alberto Tavares 01-11-2017 Reportar

    Santiago, ilha principal, ilha capital e rosto da Republica, precisa deste dinhero para o nosso engrandecimento.
    Que não venham reclamar porque não pode ser diferente.

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