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Ulisses Correia e Silva: Cabo Verde vai assumir a CPLP em 2018 e vai apostar «fortemente» na Diplomacia Cultural

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva disse este sábado que Cabo Verde vai assumir a presidência da CPLP em 2018 e que na agenda de trabalho que já está a traçar haverá uma forte aposta na Diplomacia Cultural.

 

O chefe do Governo fez este anúncio no acto de encerramento, ontem, na Cidade da Praia, do VII Encontro de Escritores de Língua Portuguesa, organizado pela União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), em colaboração com a Câmara Municipal da Praia.

“Cabo Verde irá assumir a presidência da CPLP no próximo ano e nós temos uma agenda muito clara, relativamente a área da cultura. Uma das prioridades é ver se conseguimos criar um mercado comum da arte e da cultura no espaço da CPLP, esse mercado comum tem uma única valência que a liga, que é a língua”, indicou.

Segundo Ulisses Correia e Silva, há muito que se defende a livre expressão no espaço lusófono e isso só será possível através da mobilidade cultural e a mobilidade das pessoas.

Uma forte diplomacia cultural é outro ponto da agenda, que no dizer do primeiro-ministro deve ser analisado de forma concertada para que seja concretizada.

“Nós estamos engajados em estender o espaço da lusofonia para o mundo, não só no sentido económico que é importante, porque cria de facto mercados, mas no sentido de uma afirmação de tudo aquilo que é nosso. Se legitimante os ingleses apostam na expansão da língua e os franceses também, (..) devemos ter o mesmo sentimento de levarmos cada vez mais longe o uso da língua portuguesa”, afirmou.

Apesar de o Orçamento do Estado dedicar pouco recursos à cultura, disse que há sempre espaço para se fazer investimentos reprodutivos na área cultural, e apontou como exemplo o investimento na produção do filme “os dois irmãos” baseado no livro do escritor cabo-verdiano e Germano Almeida.

Para Ulisses Correia e Silva, se todos os países da CPLP juntarem e contribuírem com 200 mil euros ou mais em compromissos de fincamento que sejam reprodutivos na cultura no espaço da lusofonia e do mundo, vão conseguir trazer muito mais valia para o espaço lusófono.

“Vamos assumir a presidência da CPLP levando um pouco a gestão, porque ali estarão presentes os primeiros-ministros, os Presidentes da República e os governos não deixam de ter um papel importante, se quiserem ter, na área da difusão e da promoção da cultura”, sublinhou.

Para o chefe do Governo, este encontro da União das Cidade Capitais de Língua Portuguesa serve para reafirmar a utilidade deste instrumento que unem as cidades e os povos pela cultura e por aquilo que têm em comum que é a língua portuguesa.

“A ideia de lusofonia traduzida através da UCCLA e pela a CPLP é o instrumento mais valioso da nossa identidade de pertença neste mundo global. Temos que perspectivar a globalização como um espaço global, mas onde a nossa identidade tem que estar presente e em afirmação”, enfatizou.

domingo, 29 outubro 2017 11:09

1 comentário

  • Cândida Leite 29-10-2017 Reportar

    Como é que este homem que apoia o alupec e os livros errados tem cara de assumir a CPLP?

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