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Cabo Verde recebe €120 milhões de Portugal até 2021

Portugal vai disponibilizar 120 milhões de euros a Cabo Verde ao abrigo do novo Programa Estratégico de Cooperação (PEC) 2017- 2021, que será assinado segunda-feira, na cidade da Praia, durante a cimeira entre os dois países.

 

“Globalmente, o PEC 2017 - 2021 foi dotado de um envelope financeiro indicativo no valor de 120 milhões de euros”, disse à agência Lusa a embaixadora de Portugal em Cabo Verde, Helena Paiva.

Educação, língua e cultura, ciência e inovação, segurança, saúde e assuntos sociais, energia, ambiente e alterações climáticas constam do leque de prioridades do novo programa que, segundo Helena Paiva, “serve uma lógica de continuidade” e assume o compromisso “de garantir a consolidação de sectores determinantes no desenvolvimento de Cabo Verde”.

Em termos de projectos perspectiva-se, segundo a embaixadora de Portugal, que sejam privilegiadas iniciativas “que contribuam para o contínuo reforço da boa governação e da segurança em Cabo Verde”, bem como a “intensificação da cooperação” na educação e saúde.

“Respondendo às prioridades elencadas pelo Governo cabo-verdiano, a intervenção da cooperação portuguesa deverá incidir em questões-chave como a consolidação e melhoria do sistema educativo cabo-verdiano e o reforço e melhoria do acesso à saúde”, considerou.

A verba do PEC mais que duplica o valor indicativo de 56 milhões do programa de cooperação anterior (2012 -2016).

No entanto, explicou Helena Paiva, apesar do valor indicativo do anterior programa, a Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD) de Portugal a Cabo Verde fixou-se em cerca de 400 milhões de euros até 2015, onde se incluem quatro linhas de crédito destinadas à infra-estruturação do país.

Helena Paiva sublinhou que a filosofia do novo programa de cooperação dá “maior relevância” à combinação da ajuda pública com o financiamento privado e os recursos internos de Cabo Verde.

“É neste enquadramento que Portugal tem procurado estruturar uma nova geração de PECs, com uma visão mais abrangente e conjugada das diversas fontes de financiamento e, ao mesmo tempo, uma maior procura de eficácia através da concentração de esforços em áreas estruturantes”, adiantou.

Portugal é o principal parceiro bilateral de Cabo Verde, que é o maior receptor da APD portuguesa, numa cooperação, que segundo Helena Paiva, “em muito extrapola a execução financeira”.

“Ainda que esta seja comparativamente elevada tendo em conta o apoio dado à infra-estruturação do país, através das linhas de crédito”, adiantou a embaixadora.

Segundo Helena Paiva, “dado o patamar de desenvolvimento” alcançado por Cabo Verde, a cooperação portuguesa irá concentrar-se progressivamente na capacitação técnica e no reforço institucional.

Cabo Verde e Portugal realizam segunda-feira, na cidade da Praia, a IV Cimeira bilateral, altura em que será rubricado, pelos chefes de Governo António Costa e Ulisses Correia e Silva, o Programa Estratégico de Cooperação (PEC), que vem sendo negociado entre os dois países.

quinta, 16 fevereiro 2017 09:00

3 Comentários

  • Marsianu nha Ida padri Nikulau Ferera 17-02-2017 Reportar

    Pa Augusto Galina: ----§---- Purtugal sa ta divolve-nu un parti pikinoti di kel ki el toma duranti 5 sekulu di skravatura. ----§---- N sisti onti, na Sentru Kultural Purtuges na Praia, un konsertu kuju lema staba na nos lingua i skrebedu ku nos alfabetu: KONBERSU DI AMIGUS (konferi: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1251931754884771&set=a.479403725470915.1073741826.100002038762611&type=3&theater ).

  • César Palmieri Martins Barbosa 17-02-2017 Reportar

    Prezado Augusto Galina

    Na sua opinião, qual o rumo estratégico que Cabo Verde deve seguir em caso de colapso da União Europeia e do euro?

    Em caso de colapso da União Europeia e do euro:

    Cabo Verde deverá se integrar fortemente com a Cedeao?

    Cabo Verde deve seguir Portugal para lançar uma nove moeda portuguesa com acordo de conversibilidade com o escudo caboverdiano?

    Cabo Verde deve buscar uma aliança com alguma outra potencia global que garanta as suas necessidades vitais?

    Nenhuma das alternativas acima.

    Se a resposta for nenhuma das alternativas acima, qual seria a solução para garantir a segurança nacional de Cabo Verde, em especial as urgentes necessidades básicas de alimentos e bens e serviços vitais?

    Da mais alta estima.

  • Augusto Galina 16-02-2017 Reportar

    Portugal continua com a sua generosidade e recebe em toca as festinhas do marsianu e mané bega
    Que descaramento !!!
    Mas o mais indecente é como empregam a esmola.

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