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Portugal analisa com «cuidado e interesse» proposta de renegociação de dívida do Casa para Todos

O governo português está a analisar com "cuidado e interesse" a proposta cabo-verdiana de renegociação da dívida de 200 milhões de euros da linha de crédito com Portugal, disse à agência Lusa fonte diplomática.

"Foi, recentemente, recebido um pedido formal do Governo cabo-verdiano de renegociação da dívida resultante da linha de crédito. O Governo português está a analisar com cuidado e interesse este pedido", disse a embaixadora de Portugal em Cabo Verde, Helena Paiva.

O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse esta semana aos jornalistas que, no âmbito da cimeira de segunda-feira com Portugal, está "em cima da mesa" o perdão total ou parcial ou a renegociação da dívida de 200 milhões de euros contraída, pelo anterior executivo, para financiar o programa habitacional Casa para Todos.

Questionada sobre se a eventual renegociação da dívida será consagrada no âmbito do Programa Estratégico de Cooperação (PEC), Helena Paiva adiantou que o início do reembolso do capital só está previsto para 2022.

Considerou, por isso, que há "tempo para se analisar devidamente a questão, no âmbito dos mecanismos próprios existentes para o efeito".

O programa lançado em 2010 pelo Governo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), actualmente na oposição, previa a construção de 6.010 habitações, com o objectivo de reduzir o défice habitacional, mas registou vários problemas e além da dívida da linha de crédito acumulou dívidas em indemnizações e juros de mora às empresas construtoras.

A interrupção, durante quase um ano da linha de crédito, cujo montante total deveria ter sido utilizado até 29 de Janeiro de 2015, levou à paralisação de algumas obras enquanto decorria a negociação da prorrogação do prazo até Janeiro de 2018.

Esta situação levou os empreiteiros a exigirem indemnizações por danos durante o período de paralisação.

Uma auditoria recente aponta falhas na concessão do programa e nas projecções financeiras do referido programa, que acabaria por ditar a falência técnica da entidade gestora, a Imobiliária, Fundiária e Habitat (IFH), que em Dezembro de 2015 acumulava um passivo de 595 mil milhões de escudos.

 
quinta, 16 fevereiro 2017 08:47

4 Comentários

  • Maria jose 16-02-2017 Reportar

    O virulento e mesmo virulento. Prefere que CV pague ao invés de não pagar, prevenindo desde já com a renegociacao ou perdão

  • VIRULENTO 16-02-2017 Reportar

    Perdão da divida ou parcial ou renegociação da divida de 200 milhões de euros. para que tanta pressa para os Sem Djobe pa Lado se o reembolso do capital só será previsto a aprtir de 2022? Que maus conselheiros/assessores económicos este governo do MPDERLOLAS tem? Só se Portugal estiver doido para deixar todo esse montante nas mãos de um governo corrupto do MPD e sem condições para perdoar divida. A não ser aumentar o prazo de reembolso do capital o mais consensual e justo para um país que foi colonizado pelos Portugues Pai/Mor.Pagar tem que pagar!!!!!!!!

  • caboverdianamente 16-02-2017 Reportar

    Antes de mais dizer que o empréstimo de 200 milhões de euros para o programa denominado "Casa para todos" foi feito nas vésperas das eleições de 2010 - o que per si constitui um atropelo à jovem democracia cabo-verdiana - pelo governo de José Sócrates. Depois de ganhas as eleições, foi a distribuição dos valores às empresas amigas e afins do Paicv e seus dirigentes (resultado: corrupção e contas mal paradas). A dívida a ser paga pelo Estado e pelo povo cabo-verdiano (claro) será por um período longo, fazendo manter a nossa dependência em relação a Portugal. Acho portanto justo que este governo tente a renegociação da dívida ou mesmo o perdão.

  • Augusto Galina 16-02-2017 Reportar

    Tenham vergonha na cara, seus mal agradecidos !!!

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