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CPLP diz que votação na Guiné Equatorial está a decorrer com normalidade

O líder da missão de observadores da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) nas autárquicas e legislativas na Guiné Equatorial, Jorge Borges, disse hoje que as eleições estão a decorrer com normalidade.

 

"Encontrei representantes de vários partidos. [Representantes do partido] "Concidadãos para a inovação" estão em todas as mesas que vi. A votação parece estar a decorrer com normalidade. Vêem-se muitas mulheres nas mesas e é visível que há segurança. Mas é uma segurança discreta, não é ostensiva", afirmou à Lusa o diplomata e antigo ministro cabo-verdiano.

Jorge Borges falava na zona de Santa Isabel, em Malabo, capital de Guiné Equatorial, localizada na ilha de Bioko, antiga ilha de Fernando Pó.

Na parte continental da República da Guiné Equatorial estão outras duas equipas da CPLP a acompanhar as eleições de hoje.

"A CPLP está aqui para observar e apresentar recomendações", sublinhou Jorge Borges.

A Guiné Equatorial, antiga colónia portuguesa até 1777 (então conhecida como Fernando Pó), aderiu em 2014 à CPLP com a promessa de ensinar o português - que é língua oficial, embora não seja falada- e de acabar com a pena de morte no país, o que ainda não está regulamentado.

As eleições legislativas e autárquicas de hoje reforçam o poder presidencial do Presidente Teodoro Obiang Nguema, no poder desde 1979.

O partido governamental, Partido Democrático da Guiné Equatorial (PDGE), tem 99 dos 100 assentos do actual parlamento que terá um novo modelo, mas tudo indica que a vitória esmagadora deverá manter-se.

Apesar de o país ter 1,2 milhões de habitantes, estão registados somente 300 mil eleitores, uma questão que preocupa os observadores internacionais e a oposição que acusa o Governo de não estar interessado no recenseamento das pessoas.

Concorrem à Câmara de Deputados (câmara baixa), Senado (câmara alta) e às autarquias do país uma coligação alargada liderada pelo Partido Democrático da Guiné Equatorial, a coligação Juntos Podemos (que junta a Convergência para a Democracia Social e a União do Centro Democrático) e o partido Cidadãos pela Inovação, que foi criado a partir de exilados políticos e está legalizado no país desde há dois anos.

domingo, 12 novembro 2017 09:33

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