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Primeiro-ministro da Guiné-Bissau nega ter qualquer ligação ao terrorismo

Umaro Sissoco Embaló Umaro Sissoco Embaló

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, desmentiu que tenha qualquer ligação ao terrorismo, em resposta a acusações nesse sentido por parte de alguns líderes da oposição.

 

Num comício popular organizado na segunda-feira no bairro de Missirá, por um grupo que se assume próximo do chefe do Governo, Umaro Embaló respondeu às acusações feitas contra si pelo ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira e por Nuno Nabian, presidente da Assembleia do Povo Unido - Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU - PDGB) e candidato derrotado na segunda volta das últimas eleições presidenciais guineenses.

Segundo aqueles dois líderes políticos, os números de telemóveis de Umaro Sissoco Embaló teriam sido encontrados no telemóvel de um terrorista morto num país vizinho da Guiné-Bissau.

O facto teria sido dado a conhecer ao chefe do Estado guineense pelos serviços de informações de países estrangeiros "insuspeitos" para evitar que José Mário Vaz nomeasse Umaro Embaló primeiro-ministro, sublinharam os dois dirigentes.

Em resposta, Embaló negou que tenha qualquer ligação ao terrorismo e afirmou que nenhum elemento do seu Governo está envolvido nesse tipo de crime.

"Só posso dizer que no meu Governo ninguém é terrorista. Somos terroristas do desenvolvimento do país", enfatizou o primeiro-ministro, questionando a assistência sobre se viram alguma vez um terrorista a usar da palavra nas Nações Unidas.

Disse ainda que um terrorista não usaria da palavra no Parlamento de Israel e nem seria recebido, em audiências, em palácios em Portugal, Espanha, França, Bélgica e muitos outros países.

O primeiro-ministro guineense afirmou que estará atento para aguardar que os dois políticos avancem com a queixa-crime contra o chefe do Estado, José Mário Vaz, por alegado encobrimento do terrorismo, no Tribunal Penal Internacional.

A eventual apresentação desta queixa foi admitida hoje à Lusa pelo presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

"Temos dossiês de muita gente, estamos a aguardar que avancem com essa queixa contra o Presidente no TPI", disse Embaló, em avançar mais pormenores.

 

terça, 07 novembro 2017 14:40

1 comentário

  • Wagner Lopes de Pina 07-11-2017 Reportar

    acho bom

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