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ONU aprova mais sanções contra Coreia do Norte

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou segunda-feira por unanimidade um novo conjunto de sanções, proposto pelos EUA, interditando as exportações têxteis e reduzindo o seu abastecimento em petróleo e gás.

 

As medidas agora tomadas, somadas às sanções anteriores, que fixaram um embargo às exportações de carvão, ferro, peixe e marisco, representam uma perda de 2.700 milhões de dólares para a Coreia do Norte, valor que corresponde a 90% das vendas ao estrangeiro, segundo cálculos apresentados no ano passado pelos Estados Unidos.

As sanções impostas na segunda-feira estendem-se ainda aos norte-coreanos empregados fora do país, aos quais não serão concedidos vistos de trabalho, o que os impedirá de enviar remessas dos rendimentos para o país de origem.

Esta oitava série de sanções, apoiada pela China e Federação Russa, que são os apoios mais próximos da Coreia do Norte, visa punir este país pelo seu ensaio nuclear em 03 de Setembro.

Com as sanções, cada vez mais severas, a ONU pretende forçar os dirigentes de Pyongyang a negociar os seus programas de armamento nuclear e convencional, considerados ameaçadores para a estabilidade mundial.

Após a aprovação das novas sanções, a China apelou ao regresso ao diálogo para resolver a questão nuclear norte-coreana.

A oitava ronda de sanções reflecte a "posição unânime" dos 15 membros do Conselho de Segurança em querer manter a paz e promover a desnuclearização da península coreana, afirmou em comunicado Geng Shuang, porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

"A China espera que o conteúdo da resolução 2375 se aplique de forma íntegra e completa", acrescentou o porta-voz.

Seul e Tóquio qualificam novas sanções de “advertência” a Pyongyang

A Coreia do Sul e o Japão consideram que as novas sanções impostas a Pyongyang pela ONU representam uma advertência de que o país arrisca um isolamento total se prosseguir com os programas nuclear e de mísseis.

“A última resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas representa o compromisso renovado da comunidade internacional de não tolerar o desenvolvimento nuclear e de mísseis da Coreia do Norte”, assinalou o gabinete da presidência sul-coreana.

“Isto deixa clara a vontade da comunidade internacional para elevar a pressão a um novo nível e levar a Coreia do Norte a mudar as suas políticas”, afirmou, por seu lado, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, também citado em comunicado.

“Se a Coreia do Norte continuar por este caminho ficará progressivamente mais isolada do resto do mundo e será incapaz de ter um futuro próspero”, reiterou o chefe de Governo japonês.

As sanções impostas à Coreia do Norte são menos drásticas do aquilo que pretendia Washington, que queria uma proibição total de venda de crude, produtos petrolíferos refinados e gás à Coreia do Norte por parte dos Estados-membros da ONU.

terça, 12 setembro 2017 09:30

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