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Irma: Categoria reduzida para 1 ao aproximar-se de Tampa, na Flórida

Irma: Categoria reduzida para 1 ao aproximar-se de Tampa, na Flórida (Reuters)

O furacão Irma baixou hoje para categoria 1, numa escala máxima de cinco, ao aproximar-se da cidade de Tampa, no estado da Flórida, anunciou o Centro de Furacões dos Estados Unidos.

 

Pelas 02h00 (05h00 em cabo Verde), o 'olho' do Irma estava a cerca de 30 quilómetros de Lakeland e a aproximadamente 40 de Tampa, a maior cidade da baía com o mesmo nome, onde vivem quatro milhões de pessoas, na costa oeste do estado da Flórida.

O furacão Irma movimentava-se em direcção a noroeste a 24 quilómetros por hora, com ventos máximos sustentados de 135 quilómetros por hora, uma velocidade inferior à registada no boletim anterior, emitido três horas antes, que era de 155 quilómetros por hora.

O Irma já causou três mortos no estado da Flórida, depois de ter deixado um rasto de destruição e de ter provocado cerca de 30 mortes na sua passagem pelas Caraíbas.

O furacão Irma deixou sem electricidade quase 3,5 milhões de clientes na Flórida, ou seja, mais de um terço do total (34,74%), após ter tocado terra no domingo em Cayos, no extremo-sul daquele estado norte-americano.

Furacões Irma e Harvey vão custar 290 mil milhões de dólares

 

Os furacões Irma e Harvey vão custar 290 mil milhões de dólares ou 1,5 pontos percentuais do PIB dos Estados Unidos, de acordo com uma estimativa do Serviço de Meteorologia privado Accuweather.

As estimativas dos prejuízos provocados pelo Irma devem aumentar para cerca de 100 mil milhões de dólares, tornando-o num dos furacões com os maiores custos de sempre", afirmou o fundador e CEO do Accuweather, Joel N. Myers, indicando que tal corresponde a meio ponto percentual da economia norte-americana.

"Estimamos que o furacão Harvey seja a catástrofe meteorológica mais cara da história dos Estados Unidos, com um valor na ordem dos 190 mil milhões de dólares, ou seja, o equivalente a um ponto percentual do Produto Interno Bruto" dos Estados Unidos, sublinhou.

Os prejuízos resultantes dos dois furacões vão equivaler assim a 1,5 pontos percentuais do PIB, o que vai anular o crescimento económico previsto entre meados de agosto e o fim do ano, de acordo com o mesmo responsável.

A Accuweather lista uma série de itens responsáveis pelos custos mais elevados, entre os quais figuram a suspensão da actividade das empresas, o aumento do desemprego que pode estender-se por meses, ou a destruição de infra-estruturas, afectando os transportes, ou perdas agrícolas, como do cultivo de algodão ou da colheita de laranjas que, por seu lado, têm um efeito ricochete nos preços no consumidor, ou a subida dos preços dos combustíveis, sem falar nos danos em habitações e/ou viaturas, antiguidades ou outras peças de arte.

Apenas uma parte dos prejuízos vai ser coberta pelas seguradoras, afirmou Joel Myers, sublinhando que boa parte ficará de parte, como as despesas incorridas pelos milhões de pessoas que foram obrigadas a deixar as suas casas.

O Irma que atingiu duramente as Keys, um arquipélago de ilhas turísticas, na manhã de domingo, move-se rumo a norte e ameaça Tampa, cidade da costa oeste do estado da Flórida.

O Harvey, que tocou terra no sudeste do Texas em finais de agosto, provocou, por seu turno, avultados prejuízos materiais e paralisou a quarta maior cidade dos Estados Unidos, Houston, onde foram registadas inundações sem precedentes.

segunda, 11 setembro 2017 09:00

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