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Traficantes atiram migrantes ao mar do Iémen

Traficantes atiram migrantes ao mar do Iémen (Reuters)

Em menos de 24 horas a Organização Internacional para as Migrações (OIM) reportou dois casos de migrantes atirados por traficantes dos barcos que os levariam em viagens clandestinas ao Iémen para dali chegarem a outros destinos. Há mortos, desaparecidos e feridos.

 

Depois de ontem ter dado conta que pelo menos 50 migrantes originários da Somália e da Etiópia foram atirados ao mar por um individuo que se dedica ao tráfico humano, acabando grande parte deles por morrer afogados nas proximidades do Iémen, esta agência especializada da ONU registou hoje um novo caso na mesma zona.

Desta vez há pelo menos seis mortos e 13 desaparecidos e dos 100 sobreviventes 25 estão a receber tratamento médico.

O incidente de ontem, classificado de “chocante e desumano”, foi descoberto por agentes da OIM quando encontraram 29 campas rasas com corpos dos migrantes. Estes foram enterrados na praia de Shabwa pelos que conseguiram sobreviver, sendo que ainda há dezenas de desaparecidos.

Os passageiros atirados borda fora tinham em média, segundo dados colhidos pelos funcionários da OIM, 16 anos, e tentavam chegar a países do Golfo via Iémen que, não obstante ser uma região em conflito, está bastante próxima do Corno de África o que a torna uma porta de passagem para os migrantes.

Segundo relatos dos sobreviventes o traficante que os transportava entrou em pânico ao avistar próximos a costa pessoas que julgou serem agentes da autoridade e por isso atirou ao mar um número de pessoas que pode ser superior a 120.

“Eles disseram-nos também que o traficante já regressou à Somália para continuar o seu negócio e arranjar mais migrantes para trazer para o Iémen pela mesma rota”, informou Laurent de Boeck, chefe de missão da OIM no Iémen.

Dados da OIM apontam que, desde Janeiro, cerca de 55.000 mil migrantes, grande parte deles jovens e mulheres e maioritariamente provenientes da Etiópia e da Somália, rumaram ao Iémen.

 

quinta, 10 agosto 2017 17:32

1 comentário

  • Anette Vital 11-08-2017 Reportar

    Ouvimos estas noticias cada vez mais graves e inadmissiveis e nenhum lider africano aparece com uma sugestão para o seu povo. E os paises que permitem aos passadores organizar o tràfico, enriqucendo com as migalhas dos desgraçados que ninguém quer e que acabarão por regressar (a maioria) ao pais de origem. Qual o pais, mais rico que seja, quererà ocupar-se de milhares de ociosos que, ainda por cima, procedem como delinquentes?
    E Cabo Verde, que não pode com uma gata pelo rabo, a admitir - em nome da fraternidade - gente para quem nada podem fazer nem imediatamente nem a longo prazo.

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