Expresso das Ilhas

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Expresso das Ilhas - Actualidades
domingo, 24 maio 2015 09:09 Publicado em Sociedade

O ensino superior não está doente, mas poderia estar melhor. Há certos aspectos que estão avançados e outros que precisam ser rectificados e melhorados. Para o professor catedrático um dos aspectos que devem ser acautelados é a preparação deficiente da maioria dos alunos do ensino secundário que ingressam nas universidades. Entretanto, o antigo reitor da Uni-Piaget recusa a culpabilização das instituições privadas de lançarem jovens licenciados no desemprego. “Uma pessoa pode ter uma formação adequada e não encontrar emprego por culpa das políticas económicas do governo”.

domingo, 24 maio 2015 00:01 Publicado em Opinião

Tem sido notícia em vários órgãos de comunicação social o boicote do governo à recepção organizada pela delegação da União Europeia para marcar a Semana da Parceria Cabo Verde/UE. Parece que a razão para isso foi a entrevista dada a este jornal pelo embaixador da UE José Manuel Pinto Teixeira em que chamava a atenção pelo mau ambiente de negócios em Cabo Verde. O governo não gostou da revelação e, como o rei na fábula, assustou-se perante a possibilidade de ver desfeita toda a ilusão à volta das “suas ricas e maravilhosas vestimentas”.

Partiu para a retaliação que provavelmente não ficará só pela não comparência na recepção, mas ao comportar-se assim deixou entrever ainda mais do que o estado do ambiente de negócios do país. Ficou claro que tem uma preocupação permanente em dominar a sociedade cabo-verdiana com um discurso que nem perante a realidade dos factos se desmorona facilmente. Também não deixa dúvida que tudo faz ou fará para que não apareça qualquer voz “inocente” que ameace desconstruir tudo. Se reage assim com a UE, imagine-se o leque de instrumentos entre o pau e a cenoura que usa diariamente para manter todos sintonizados com a sua Agenda de Transformação quando a realidade é a do crescimento raso, da falta de emprego e da dívida pública que já vai muito acima dos 100 por cento.

Há quase vinte e cinco anos que Cabo Verde é uma democracia. Tal facto coloca o país ainda numa fase de consolidação das suas instituições democráticas, a dar os primeiros passos na autonomização da sociedade civil e nos primórdios de uma imprensa independente e plural. Ter um governo como este que se revelou neste incidente excessivamente preocupado em manter o país numa linha de pensamento pontuada por fugas à realidade pode constituir um perigo real para o aprofundamento da democracia e do pluralismo.

Imagine-se o esforço diário que se tem que fazer para garantir essa linha, essa roupagem repleta de maravilhas, dádivas e esperanças. Um misto de acção e atitude que se nota, por um lado, na  propaganda  permanente, na interpretação enviesada dos factos e na desresponsabilização pela falta de resultados positivos e promessas não cumpridas  e, por outro lado, na desvalorização da  crítica, na relutância em submeter-se ao exercício do contraditório e na fuga à prestação de contas. Inevitavelmente afectada em todo este processo é a própria governação que ao concentrar-se na necessidade de tudo controlar, fixa-se demasiado no curto prazo e orienta-se exclusivamente para interesses eleitoralistas. Também sacrificado é o Parlamento, a sede do contraditório e o agente político e plural de fiscalização da acção do governo. E se o controlo das situações e da mensagem está no centro das preocupações, dificilmente se pode evitar que se sacrifique o desenvolvimento, o crescimento económico e o emprego para assegurar a continuidade no poder.

Quebra esta harmonia delicada todo aquele que procura dar uma outra justificação para os factos que teimosamente insistem em fugir do quadro oficial permitido. São chamados profetas da desgraça, portadores de más novas e adeptos do “quanto pior, melhor”. Para os constranger são-lhes exigidos que reconheçam as coisas boas antes de terem o direito a criticar. Para obscurecer a realidade e dificultar o debate público atira-se para a discussão desculpas que não se pode fazer tudo ao mesmo tempo. Em simultâneo não se inibe de condicionar todos que fazem opinião, elevando a autocensura a um nível que mesmo que apareça quem grite que o rei vai nu, a sua voz e a sua denúncia esbatem-se e diluem-se na cacofonia deliberadamente criada para que uma única música subsista e se imponha.

 Cabo Verde está num ponto crítico da sua existência. Deixou de poder contar com donativos e empréstimos concessionais por muito mais tempo. O investimento que precisa para se desenvolver tem que vir do capital estrangeiro, do produto da venda de bens e serviços e da capacidade nacional de produzir riqueza e de fazer poupanças. O alerta do embaixador da UE é que ainda não se logrou criar o ambiente necessário para isso. A reacção hostil do governo confirma que não está interessado em mudar as suas políticas e a sua atitude básica. Só quer manter a fachada.

Já em período pré-eleitoral é evidente que o horizonte temporal que interessa é o do primeiro trimestre de 2016 para se decidir as eleições e os cinco anos de poder. É como quem diz: depois se verá. Compreende-se o desorientamento e a hostilidade quando aparece alguém de peso e com cabeça fora da névoa propagandística doméstica a clamar para todos ouvirem: o rei vai nu!

domingo, 24 maio 2015 00:00 Publicado em Opinião

A economia cabo-verdiana, após dois episódios de acelerado crescimento, atravessa actualmente um período de baixo crescimento (média de 1.5% nos últimos 6 anos), encontrando-se o crescimento per capita praticamente estagnado, perante expectativas que os cabo-verdianos têm de continuada melhoria do seu nível de bem-estar.

Para se ter uma ideia da dimensão da alteração ocorrida, ajuda saber que se a economia cabo-verdiana tivesse continuado a crescer a partir de 2009 à taxa de 5% - que vem sendo considerada como o seu potencial de crescimento – ela seria um quarto maior do que é hoje ou, dito de outra forma, a economia que temos é um quinto menor do que seria se tivesse continuado a crescer a essa taxa.

É certo que isso acontece no contexto da mais profunda crise internacional desde a Grande Depressão. Mas, e se a crise internacional apenas veio pôr fim a um episódio de crescimento a um ritmo não sustentável? Provavelmente estar-se-ão fazendo sentir os efeitos tanto da crise internacional como da insuficiência da competitividade do país para a sua inserção com sucesso na economia internacional.

De modo que estaríamos bem avisados se acelerássemos as transformações estruturais da economia (e da sociedade), com vista à criação de condições que garantam que a nossa economia possa beneficiar com a progressiva recuperação da economia internacional, em particular da europeia.

É certo que o crescimento se pode operar pela simples via da acumulação dos factores de produção, capital físico e humano e trabalho. Temos aí reservas mobilizáveis, pois temos um grande nível de subutilização (desemprego e subemprego) dos recursos humanos, os nossos principais recursos. Do mesmo modo, a nossa posição na transição demográfica, permite-nos, com boas políticas, colher algum dividendo sob a forma de crescimento de rendimento per capita, pelo simples crescimento extensivo.

Não tenhamos, porém, ilusões. A melhoria significativa e sustentada do nível de vida, só pode assentar na melhoria continuada da produtividade. Aqui existem razões para alguma inquietação, dado que o contributo da produtividade total dos factores para o crescimento nos últimos anos tem sido fraco e decrescente. O que isto nos diz é que acumulação de capital físico e humano não se tem feito acompanhar de eficiência na sua utilização.

Haverá falhas e défices a nível da regulação dos mercados de factores, mas creio ser visível que o enorme esforço feito pelo país no desenvolvimento do seu capital humano não se tem feito adequadamente acompanhar da modernização da tecnologia física, de iniciativa empresarial e modernização dos processos empresariais, bem como da emergência da oferta de novos bens e serviços. Por outras palavras, não tem havido suficiente capacidade de inovação na economia cabo-verdiana.

Ademais, as modernas teorias não agregativas de crescimento, ultrapassando os limites das teorias neoclássicas, apontam para a grande relevância de imperfeições nas instituições públicas, na formação e utilização do capital humano, no acesso ao crédito, na constituição de poupanças, bem assim da eficiência na alocação de recursos enquanto factores de crescimento. Isto é, o papel da inovação no crescimento ultrapassa os limites do que os economistas tradicionalmente entendem por tecnologia, para também abarcar outros domínios da gestão económica,  financeira e social.

As políticas públicas devem estar orientadas para a criação de condições que favoreçam o crescimento económico, revestindo-se a promoção da inovação de importância estratégica. No nosso caso, ganhos significativos podem ser realizados criando condições para a apropriação e difusão de conhecimentos e tecnologias. Entre estas condições destacam-se os incentivos e os mercados.

Os mercados e os incentivos muito dependem da qualidade das instituições. Há instituições que são necessárias para a emergência de mercados (garantia do direito de propriedade e cumprimento dos contratos), outras para a sua regulação (gestão de problemas de escala, externalidades, assimetrias de informação bem como protecção dos consumidores), para garantir a sua estabilidade (estabilidade dos preços e redução da volatilidade macroeconómica) e a sua própria legitimidade (protecção e previdência social).

Um factor de extrema relevância é o risco de actividades empresariais. Se é estratégico a redução desse risco, ainda muito elevado na nossa economia, não é menos importante a alteração, a nível cultural, da própria atitude perante a assunção de riscos. Sem a propensão para a assunção de riscos a capacidade de inovação fica coarctada. Ao mesmo tempo, nas nossas condições, não deve o Estado enjeitar assumir e partilhar riscos, quando necessário e justificado.

Com este entendimento, alguns domínios de inovação se me afiguram ser de particular relevância com vista ao alargamento do potencial de crescimento da economia:

- Reorientação do sistema de formação com vista a adequá-lo ao estádio, necessidades e potencialidades de crescimento da economia; paralelamente à formação do capital humano (e são avultados os recursos que nós investimos na educação e na saúde), há que promover a modernização tecnológica, incluindo nos sectores tradicionais da economia; um critério fundamental de avaliação do sistema de formação deve ser a obtenção de qualificações relevantes para a economia, tendo em devida conta que uma importante via para a formação do capital humano é a formação em ambiente de trabalho (learning by doing).

- Reforma do Estado e da administração pública pela via da racionalização e optimização das estruturas e sistemas de incentivos, aproveitando as potencialidades das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), e visando a obtenção de ganhos de eficácia e eficiência; considerando a importância do Estado na promoção do desenvolvimento em pequenos países de rendimento médio e o ónus que o peso do estado impõe à economia, esta problemática é um factor crítico da eficiência da economia.

- Orientação da estrutura territorial da economia para as necessidades de uma moderna economia de serviços. No período de menos de duas gerações Cabo Verde está fazendo a transição de uma economia baseada essencialmente na agricultura de subsistência de sequeiro para uma economia de serviços. Ora, a distribuição das infra estruturas, das populações e das actividades económicas pelo território é também um factor crítico do grau de eficiência/ineficiência da economia. Esta tarefa é gigantesca nas condições de Cabo Verde - pequeno estado, insular, arquipelágico e com algumas das principais ilhas extremamente montanhosas.

Estão a ocorrer espontaneamente profundas evoluções na economia e na sociedade, umas favoráveis e outras menos, que devem ser estudadas e geridas tendo em vista a criação de condições favoráveis à implementação da estratégia de desenvolvimento.

É conhecido que a urbanização favorece a capacidade social de inovação. Sendo acelerado o ritmo de urbanização em Cabo Verde, há ganhos potenciais de eficiência a serem realizados. Contudo, este processo, se deixado à sua evolução espontânea, pode fazer-se acompanhar de sérios problemas tanto no plano económico como social, alguns dos quais são já bem visíveis.

Uma das características da nossa economia é a prevalência da informalidade. Se, de um lado, o recurso à informalidade permite contornar a inadequação da regulamentação (sobretudo a nível laboral e da previdência social), conferindo assim flexibilidade à economia, de outro, não é menos verdade que a prevalência da informalidade limita o potencial de inovação. Acresce que a informalidade limita igualmente o financiamento de actividades e agentes económicos.

No domínio da inovação tecnológica, empresarial, económica, financeira e social, são enormes os desafios que o crescimento e o desenvolvimento do país nos colocam. A emergência na nossa sociedade de uma perspectiva académica, objectiva e independente, de espaços de debate, a melhoria da comunicação política e social e a modernização da administração pública são factores essenciais da aprimoração da qualidade da gestão social, condição indispensável para que esses desafios possam ser enfrentados com sucesso.

 

 

* Texto baseado numa comunicação apresentada no II Diálogo Estratégico “Inovação na Gestão do Desenvolvimento”, organizado pelo Instituto Pedro Pires para a Liderança.

domingo, 24 maio 2015 00:00 Publicado em Opinião

Em Cabo Verde os jovens estão à espera: à espera de uma bolsa universitária; à espera de um emprego; à espera de um visto; à espera de um cargo de chefia na administração; à espera de um lugar elegível num partido político… mesmo as jovens vendedeiras estão à espera de uma loja  no  Novo Mercado Municipal da Praia, enfim “Tudo arguém s’ta espera algum kusa”!

Tudo bem. Até aqui, nada contra! Porque até os políticos estão à espera do aumento dos seus salários!  E na vida, quando nascemos, ficamos à espera da tão falada morte!...

Hoje posso afirmar sem qualquer complexo  e pesar que faço parte da  “Geração que hipotecou o espírito crítico e reivindicativo à espera de esmola dos dinossauros políticos”.

 

Alguns autores têm a seguinte opinião sobre a juventude:

 

“Grazioli (1984) – a juventude é também um estilo de vida que vai além da definição da idade, evocando a transgressão, o anticonformismo...; Carrano (2000) – a juventude associa-se à potencialidade de construção de uma sociedade melhor, apesar de muitas vezes ser vista como problema pelos elevados índices de infracções cometidas por jovens...; Lima (1958) – a procura do risco e do prazer, a omnipotência, a irreverência, a contestação, a solidariedade e os esforços para mudar os padrões estabelecidos...; Azambuja (1985) – o jovem é revolucionário porque é dele que saem as novas propostas”.

 

Façamos uma pequena radiografia sobre a problemática da juventude no  mundo:

 

Em relação ao continente africano:

De acordo com o Banco Mundial, a África possui 4/5 da riqueza do mundo. Possui 90% das reservas de minerais do grupo da platina e metade dos diamantes do mundo; mais de 50% de terras aráveis, muitos de seus países com clima chuvoso, com lagos e rios. A África, sendo habitada por 200 milhões de pessoas com idade compreendida entre os 15 e os 24 anos, possuí a população mais jovem do mundo e é o que continua em constante crescimento. Com esta enorme potencialidade, os jovens africanos representam 60% do total de desempregados sendo as mulheres jovens as mais afectadas. Os jovens africanos, dotados de muita energia, criatividade e talento não ficam de braços cruzados porque manifestam, reivindicam, criticam e lutam para mudar o “status quo”. Basta reavivar a memória com: a Primavera Árabe, as últimas eleições presidenciais no Senegal, ou então, a queda de Blaise Campaoré. Muitos especialistas no domínio das ciências sociais afirmam que o  desemprego juvenil em África é uma bomba-relógio que agora está eminentemente perto da explosão.

 

Em relação à Europa:

Em Setembro de 2012, um artigo publicado no jornal The Washington Post, intitulado “Young and without a future”, evocava uma “geração perdida” na Europa, com mais de 5,5 milhões de jovens no desemprego correspondendo a uma taxa de desemprego de 23,2% na área do euro. Esta alta taxa de desemprego provoca o aumento da criminalidade juvenil, a diminuição da natalidade, o aumento de casos de depressão entre as demais consequências. Apesar da criação da “Garantia Jovem”, pelos líderes Europeus, um compromisso para que, gradualmente e num prazo de 4 meses, após o jovem sair do sistema de ensino ou do mercado de trabalho, lhe seja feito uma oferta de emprego, ou de continuação dos estudos, ou de formação profissional ou de estágio, o desemprego juvenil contínua galopante na Europa. Os jovens Europeus unem-se, realizam manifestações, reivindicam, criticam e lutam para mudar o “status quo” e constata-se a mudanças de partidos políticos,  a fim de viver numa Europa melhor.

 

Em relação aos Estados Unidos da América:

Desempregados e sem perspectivas, muitos jovens americanos não se sentem viver no país “self-made man” e o sonho americano tornou-se um pesadelo para muitos deles. Apenas 1/5 da juventude americana trabalha a tempo inteiro e a taxa do desemprego jovem ronda os 16%. Cerca de 73% dos jovens americanos pensam fazer estudos superiores (mestrado e doutoramento) a fim de conseguirem um bom emprego. Só que estudar é um luxo e muitos questionam “Todos estes anos de estudo e milhares de dólares para nada?”. Os jovens americanos reivindicam, criticam, manifestam, e lutam para mudar o “status quo”, criando movimentos como “Occupy Wall Street” e constata-se mudanças de partidos políticos a fim de recuperar o “American Dreams”.

Em Cabo Verde, historicamente a juventude reivindicou, criticou, manifestou, lutou, criou movimentos, mudou o “status quo” e constatou-se a mudança de regime e partidos políticos. A luta pela independência e a abertura política são exemplos memoráveis.

Segundo os dados do senso de 2010, a idade média da população é de 27 anos e a mediana de 22 anos. A grande percentagem do eleitorado é jovem, ou seja, quem decide as eleições em Cabo verde são os jovens. Os partidos políticos sabem muito bem disso! Mas será que os jovens  Cabo-verdianos estão ciente deste poder??? Em Cabo Verde, hoje, são os jovens que tiram e que dão poder!

Como é que se explica o facto de os jovens serem o pêndulo do poder e no entanto permitirem que os dinossauros políticos os manipulem? Como? Mas como?

Será pelo facto da não existência de uma representatividade justa e contrabalançada nas listas partidárias, visto que a democracia é representativa? Uma representação que espelha a população cabo-verdiana?

 A situação actual da juventude cabo-verdiana é semelhante à conjuntura mundial, mas,  é visível e perceptível um certo conformismo, obediência, medo,   receio,  passividade, indiferença, desinteresse em relação ao presente e ao futuro dos nossos filhos e dos nossos netos. Não se reivindica, não se critica, não se manifesta, não se luta para mudar o “status quo”.

Pessoas que frequentam e que frequentaram universidades, com formação, capacitada, que coabitaram com povos desenvolvidos, pessoas que conheceram a liberdade de opinião e expressão, de revindicação e o espírito crítico, ficam indiferentes à situação actual, escudando-se em  frases, tais como: “ nka teni trabadju”, “nten medu”, “nka kre purblema ku ninguem”, etc. Enfim, todos estão à espera de qualquer coisa! Um comportamento ingénuo, “naïf” e muitas vezes feito de forma inconsciente, sem se perceber que estão a alimentar o actual sistema do país.

O ridículo nisso é que muitos políticos, os “Djon sperto”, conotam estes jovens com a palavra “humilde”, porque aqui em Cabo Verde alguns confundem a humildade com o “calar o bico e engolir tudo a seco”.

 Aproxima-se a época da feitura das listas e a inserção dos jovens nas fileiras dos partidos políticos.  Será que é desta que vai valer a pena esperar? Será que é desta vez que vai valer a pena hipotecar o espírito crítico e reivindicativo?

 

Espero que o saldo do vosso silêncio e da vossa cumplicidade seja pago desta vez!

 

Good Luck!

 

PS: Nunca te esqueças que desde os tempos antigos cada geração pensa que a próxima é estúpida e decadente, prova disto é:

“Eu não tenho nenhuma esperança para com o futuro do nosso país, se a juventude de hoje assumir os destinos de amanhã. Porque esta juventude é insuportável, atrevida, simplesmente terrível.” Hesíodo (720 a.C.).

 

“Nossos adolescentes actuais parecem amar o luxo. Têm maus modos e desprezam a autoridade. São desrespeitosos com os adultos e passam o tempo vagando nas praças. São propensos a ofender seus pais, monopolizam a conversa quando estão em companhia de outras pessoas mais velhas; comem com voracidade e tiranizam seus mestres.” Sócrates (470-399 a.C.).

domingo, 24 maio 2015 00:00 Publicado em Opinião

A economia cabo-verdiana registou uma forte recessão em 2009, num quadro marcado pela mais profunda crise europeia e mundial do período pós-guerra. A evolução da economia cabo-verdiana desde 2009, quer em termos de crescimento económico, quer em termos de emprego, reflectiu directamente esta crise financeira e económica internacional. Só que, além desse choque negativo externo, havia um conjunto de fragilidades internas de natureza estrutural e a escolha de uma estratégia económica errada para enfrentar a crise.

As políticas e os meios utilizados determinaram, em grande parte, os resultados da evolução da economia cabo-verdiana desde a crise de 2008. Deste modo, observou-se em 2009 um significativo aumento do défice orçamental e o começo de uma subida imparável e galopante da dívida pública externa. Adicionalmente, é de sublinhar a diminuição do crescimento potencial da economia ao longo destes sete longos anos e a subida alarmante da taxa de desemprego e de subemprego (principalmente dos jovens) bem como da desigualdade na repartição do rendimento.   

A resposta à crise seguiu dois eixos: (i) medidas paliativas: tais como ajudas às empresas públicas e apoios sociais às categorias mais vulneráveis da população (ii) construção de infra-estruturas físicas (estradas, «casas para todos», barragens, etc.) financiada por endividamento público através de um enquadramento financeiro global.

Assim, a política económica cabo-verdiana destes últimos sete anos limita-se à política orçamental do governo – à restrição orçamental do Estado -, que se tem reflectido: (i) em défices orçamentais excessivos persistentes e no aumento da carga fiscal; no caso específico de Cabo Verde, os estímulos orçamentais nacionais têm tido uma influência reduzida no andamento da economia.

(ii) em défices externos muito elevados e dificuldades crescentes no acesso ao crédito externo.

Assim sendo, os valores alarmantes atingidos, em média, nestes sete anos, por estes dois défices estruturais – conhecidos por défices gémeos – ilustram eloquentemente o garrote da economia nacional: em termos consolidados não produzimos o suficiente para aquilo que o país gasta. Assim, a dívida externa do país, soma do que as empresas e o Estado devem ao estrangeiro, aproxima dos 100% do PIB. O que é grave. Menos financiamento externo e mais caro, simplesmente.

Neste contexto, há que falar de um espaço de confronto entre duas áreas políticas: a política orçamental – da responsabilidade do governo – e a política monetária e cambial - responsabilidade do Banco de Cabo Verde (BCV).

Neste caso, a política monetária do BCV está negativamente condicionada pela política orçamental do governo e pela estrutura de mercado de quasi-monopólio do sector bancário cabo-verdiano. Refira-se que a evidência sugere que os bancos comerciais não terão reflectido nas taxas que cobram aos clientes – quer famílias, quer micro e pequenas empresas - as medidas convencionais de política monetária recentemente tomadas pelo BCV com o objectivo de promover condições de crédito menos restritivas. Mais ainda, a não transmissão das descidas das taxas de juro oficiais e do coeficiente de reservas obrigatórias às taxas de juro bancárias revelaram a ineficácia total da política monetária. No contexto cabo-verdiano actual a política monetária desafia a imaginação e o talento de qualquer decisor dado que os instrumentos tradicionais tornaram-se praticamente inoperantes.

Deixada à solta no jogo, a iniciativa do governo tem reduzido perigosamente a margem de manobra do BCV na formulação de políticas. É igualmente neste quadro que se deve compreender o não aprofundamento do Acordo de Cooperação Cambial (ACC), assinado em 1998 com Portugal, nomeadamente o «upgrade» do regime de taxa de câmbio fixa unilateral ao euro para um de peg fixo bilateral.

Nessas circunstâncias, a pré-campanha eleitoral em curso é feita com o governo incumbente e o partido que o sustenta abancados à mesa das finanças públicas. Daí, como disse alguém que sabe, à ligação das empresas e entidades públicas ao «tubinho do Tesouro». E se, como se tem verificado, a tendência pela criatividade pecaminosa das estatísticas oficiais de despesas públicas for crescendo, não tenho dúvidas que a pré-campanha   eleitoral está já a ter impactos macroeconómicos negativos mais generalizados a par com uma elevada incerteza quanto à sustentabilidade das finanças públicas.

Quando lemos o programa do governo para a VIII legislatura 2011-2016, o que mais impressiona é a não realização de seis dos sete grandes objectivos estratégicos para a legislatura, nomeadamente a criação de uma economia de mercado dinâmica e voltada para os mercados externos cujos benefícios fossem também largamente repartidos. Os resultados da iniciativa do governo e da sua estratégia económica estão muito distantes deste ideal e são incongruentes com o futuro.

Entrámos na crise internacional com a nossa crise e, passados sete longos anos, a parte nacional da crise está mais agravada. O nível da dívida externa é intolerável e ameaça tornar inelutável a imposição das correcções necessárias para evitar o naufrágio.

O país deveria ser poupado a uma pré-campanha eleitoral depressiva cujos sinais foram ainda recentemente dados pelo primeiro-ministro ao festejar uma avaliação da agência de rating Standard and Poor’s, mesmo sabendo a sua equivalência ao «lixo» nos mercados financeiros internacionais. Aliás, a obsessão pelo efeito de anúncio e por festejar toda e qualquer performance do país, mesmo quando o seu carácter irrelevante e passageiro é mais do que óbvio, constitui uma marca persistente do governo incumbente. No fundo, é uma questão de falta de respeito pelos cabo-verdianos. E isso, nos tempos que correm, justifica uma severa punição política e eleitoral.

domingo, 24 maio 2015 00:00 Publicado em Sociedade

O ensino superior em Cabo Verde teve avanços consideráveis, mas enfrenta ainda desafios extraordinários, afirma o Reitor da Universidade de Santiago. Gabriel Fernandes considera que para haver mais qualidade de ensino e melhor pesquisa científica é necessário que haja uma vontade do Estado em atingir esses objectivos. Além disso, defende o docente, deve apostar-se na capacidade de garantir mudanças, de investigar, de montar uma estrutura intelectual sistémica, ou o país corre o risco de descuidar questões como o trabalho efectivo, a humanização das relações, ou a valorização da pessoa humana. Porque, como sublinha Gabriel Fernandes, “dificilmente se é um bom cientista quando se é uma má pessoa”.

sábado, 23 maio 2015 08:26 Publicado em Política

Para o Presidente do MpD este episódio do aumento das tarifas aéreas para voos inter-ilhas, pela TACV, sem a devida articulação com a entidade reguladora, neste caso, a Agência de Aeronáutica Civil , é uma grande "trapalhada na governação".

Numa nota, publicada na página oficial do partido no Facebook, Ulisses Correia e Silva classifica esta situação como um desafio da operadora aérea à autoridade da entidade reguladora e que "tudo é uma trapalhada do Governo, que deixa duas instituições se degladiarem em praça pública”.

O líder do maior partido da oposição defende que o Governo “não pode continuar no silêncio, deve uma explicação ao país. A TACV é uma empresa com elevados custos de ineficiência e de mau funcionamento, uma situação de vem de há muito tempo, e estes custos são transferidos directamente aos consumidores. Não se melhora o nível de eficiência de gestão e vai-se pelo caminho mais fácil que é o aumento das tarifas”.

Este não é o primeiro caso. “Tivemos, há pouco tempo, uma portaria do Governo que aumentou a taxa de vistos para turistas que entram no país. Após ser confrontado pelas câmaras de comércio, o Governo fez uma segunda portaria a justificar que foi um lapso. Mas não houve lapso nenhum, teve sim que recuar por causa da pressão. E isso só mostra que o Governo não sabe o que quer nem o que faz. E a mesma situação se assiste agora com o aumenta da tarifa das passagens”, conclui a nota.

sábado, 23 maio 2015 08:20 Publicado em Sociedade

Os moradores do bairro de Palmarejo, na Cidade da Praia estão descontentes com a colocação de sacos de lixo espalhados nos arredores das suas casas e ruas, pela vizinhança, e sugerem a recolocação de novos contentores com tampas de protecção.

sábado, 23 maio 2015 08:17 Publicado em Política

O eurodeputado socialista português Francisco Assis é um dos participantes de uma conferência organizada pela Presidência da República cabo-verdiana e destinada a debater soluções para as migrações africanas irregulares, refere a Agência Lusa.

sábado, 23 maio 2015 00:00 Publicado em Economia

A ausência do governo na recepção oferecida pela delegação da União Europeia em Cabo Verde não deverá abalar as fortes relações entre aquele bloco e o país. É o que acreditam as personalidades políticas e empresariais com que o Expresso das Ilhas falou. Os motivos dessa falta ainda não foram explicados, mas há quem aponte tratar-se de uma represália contra as recentes declarações do chefe da delegação, o embaixador José Manuel Pinto Teixeira. Um amuo que é “miopia política” (Jorge Santos, MpD) e denota “desorientação da nossa diplomacia”. Outros dão o benefício da dúvida e preferem acreditar estarmos perante uma “coincidência” (António Monteiro, UCID).

sábado, 23 maio 2015 00:00 Publicado em Sociedade

Novos tempos, novos crimes, novos desafios jurídicos. A proposta de Lei que concede autorização legislativa ao Governo para proceder à revisão do Código Penal vai a votos na próxima sessão parlamentar, que se inicia a 25 de Maio. Mas o que traz o novo código? Alinhamento com o Direito Internacional, agravamento de penas máximas e alargamento de penas de substituição, são algumas das novidades.

sexta, 22 maio 2015 16:49 Publicado em Sociedade

A Agência de Aviação Civil (AAC) instaurou um processo de contraordenação à companhia Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) por esta não suspender o aumento unilateral de tarifas dos voos internos.

sexta, 22 maio 2015 15:43 Publicado em Política

O grupo parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) vai durante a interpelação ao Governo, a ter lugar na próxima sessão plenária, mostrar que há um “trabalho consistente” do executivo para reduzir o desemprego.

sexta, 22 maio 2015 10:52 Publicado em Economia

A CVTelecom vai financiar as actividades da Associação A Ponte no domínio do projecto “Saúde Mental na Comunidade”. O protocolo foi assinado esta quinta-feira pelo presidente do Conselho da Administração da CVTelecom e pelo presidente da Associação “A Ponte”, numa cerimónia que acontece no âmbito da jornada “Família e  Saúde Mental” promovida pela “A Ponte”.

sexta, 22 maio 2015 09:47 Publicado em Economia

 

A DHL, líder mundial de serviços de transporte expresso e Parceira Oficial de Logística para o Campeonato do Mundo de Rugby de 2015 (CMR2015), que decorrerá em Inglaterra, anunciou hoje o lançamento do concurso na África Subsariana para a entrega da bola do jogo DHL. Esta plataforma proporcionará uma experiência única a cinco crianças e aos seus responsáveis para fazerem parte da história do rugby, ao entregarem em campo a bola do jogo oficial no decorrer do Campeonato do Mundo de Rugby de 2015.

A iniciativa faz parte de um concurso global promovido pela DHL onde 48 crianças afortunadas entre os 8 e os 15 anos de todo o mundo, ganharão a oportunidade de entregar a bola do jogo oficial em campo durante os jogos do Campeonato do Mundo de Rugby de 2015.

De acordo com Megan Collinicos, Diretora de Publicidade e Relações Públicas da DHL Express da África Subsariana, a DHL está muito feliz por poder oferecer este prémio prestigioso. “A DHL é a Parceira Oficial de Logística para o Campeonato do Mundo de Rugby de 2015, por isso, estamos numa posição privilegiada por poder proporcionar esta experiência irrepetível. Tomámos a decisão de recorrer a várias plataformas para selecionar os vencedores em África, de forma a garantir que o prémio está ao alcance de todas as nossas partes interessadas. Estas plataformas incluem uma competição nos nossos canais das redes sociais, onde poderão carregar um vídeo ou foto do vosso nomeado a demonstrar o seu entusiasmo pelo rugby, uma competição nos média digitais aberta ao público, uma competição exclusiva para os nossos clientes DHL na região e uma competição interna para os nossos colaboradores. Também reservámos um lugar para uma iniciativa de responsabilidade social corporativa.”

O Campeonato do Mundo de Rugby é o principal evento de rugby e uma das competições mais admiradas a nível mundial, tendo-se estabelecido como um dos eventos desportivos mais importantes do mundo.

Além da entrega da bola do jogo oficial em campo, o prémio inclui os voos e a estadia para a criança e os seus responsáveis, produtos promocionais da DHL CMR2015 e uma foto oficial da entrega da bola do jogo como recordação.

O Campeonato do Mundo de Rugby de 2015 contará com 48 jogos disputados entre 20 países ao longo de 44 dias. Durante o torneio, estarão presentes 920 jogadores e responsáveis pelas equipas; mais de 60 responsáveis disciplinares, regulamentares e de jogo; 6000 voluntários; 400 000 visitantes no Reino Unido; e um impacto económico estimado de 3,2 mil milhões de dólares.

* A criança e o adulto deverão ser titulares de passaportes válidos e o prémio não é transferível.

Visite www.facebook.com/DHLAfrica para participar. Basta carregar um vídeo ou foto do nomeado a demonstrar o seu entusiasmo pelo rugby. A competição termina a 5 de junho de 2015.

Os clientes DHL poderão participar através dos canais de comunicação diretos da DHL.

 

sexta, 22 maio 2015 09:39 Publicado em Mundo

O procurador-geral de Baltimore, Estados Unidos, anunciou hoje que o juiz de instrução confirmou a maior parte das acusações contra os seis polícias envolvidos na morte do jovem Freddie Gray em Abril.

sexta, 22 maio 2015 09:25 Publicado em Sociedade

A Cidade da Praia está sob “vigilância apertada” de dengue, disse o delegado de Saúde, indicando que a medida se deve ao aumento de casos da doença no Brasil e ao aproximar da época das chuvas em Cabo Verde.

sexta, 22 maio 2015 09:23 Publicado em Economia

A Transportadora Aérea Cabo-verdiana (TACV) esclarece que a aquisição de bilhetes nas vésperas de viagens tem aumentos variáveis, de acordo com os vários factores de regulação da demanda dos voos.

quinta, 21 maio 2015 15:25 Publicado em Economia

Agência de Aviação Civil (AAC) pode suspender operações da TACV se esta não actualizar as tarifas.

quinta, 21 maio 2015 11:05 Publicado em Cultura

A artista cabo-verdiana Nish Wadada acabou de lançar o seu terceiro vinil, onde consta a música África. Trata-se de terceiro vinil da cantora lançado este ano, num espaço de três meses.

quinta, 21 maio 2015 09:37 Publicado em Sociedade

Os agricultores da localidade de Pedro Vaz, interior da ilha do Maio estão descontentes por não terem sido contemplados com o equipamento de nenhum furo na sua localidade, tal como está a acontecer em outros pontos da ilha.

quinta, 21 maio 2015 09:34 Publicado em Sociedade

O Gabinete de Apoio às Vítimas, sedeado na esquadra policial de Santa Catarina, tem registado um aumento de denúncias de casos de Violência Baseada no Género (VBG) com a aprovação da lei, revelou a directora Fernanda Fernandes.

quinta, 21 maio 2015 09:30 Publicado em Sociedade

Os responsáveis do sector da justiça no país estão divididos quanto ao aumento ou não da pena máxima a ser feito na revisão do Código Penal, agendado para debate na sessão plenária deste mês, na Assembleia Nacional.

terça, 19 maio 2015 13:15 Publicado em Economia

A Agência de Aviação Civil suspendeu as novas tarifas, anunciadas pelos TACV, para os voos inter-ilhas.

Segundo apurou o Expresso das Ilhas junto da Agência de Aviação Civil a companhia aérea de bandeira não terá submetido o aumento das tarifas junto da AAC a quem competia a sua aprovação.

Mais pormenores na edição impressa do Expresso das Ilhas. Já nas bancas.

terça, 19 maio 2015 10:00 Publicado em Mundo

A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) revelou hoje que dezenas de crianças foram mortas, 12 violadas e outras raptadas, na sequência de uma série de ataques no Sudão do Sul, nas últimas duas semanas.

terça, 19 maio 2015 09:53 Publicado em Economia

A Câmara Municipal do Porto Novo, em Santo Antão, decidiu reduzir, em 50 por cento (%), o Imposto Único sobre o Património (IUP), a partir de 2016, mediante “algumas contrapartidas” dos munícipes, informou hoje a edilidade portonovense.

terça, 19 maio 2015 09:49 Publicado em Política

A Associação para o Desenvolvimento da Praia (Pró-Praia) tem um sentimento de frustração devido à não realização de vários projectos considerados importantes para o desenvolvimento do município, disse à Inforpress o presidente José Jorge Pina.

terça, 19 maio 2015 09:03 Publicado em Política

O presidente da Câmara Municipal da Praia, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que, volvidos cerca de sete anos da sua tomada de posse como presidente da Câmara Municipal, a Praia é hoje uma cidade mais organizada, mais qualificada e mais atractiva.

terça, 19 maio 2015 00:49 Publicado em Exclusivo

Progenitores que se escusam a apoiar financeira e afectivamente os filhos são comuns em Cabo Verde. Mas se do ponto de vista do afecto- e embora esta seja a vertente fulcral - não há mecanismos legais que obriguem a esse apoio, o mesmo não se passa quando o assunto é dinheiro. A pensão de alimentos é um direito legal da criança. Um direito desrespeitado diariamente, sendo que as causas dessa transgressão são muitas. Vão da má-fé do pai (ou mãe), ao orgulho da mãe (ou pai), passando por problemas actuais mais alargados como a má conjuntura económica. No olho do furação, há parte de uma geração à deriva, com o futuro comprometido.

terça, 19 maio 2015 00:00 Publicado em Exclusivo

João Brazão, inspector da Agência Marítima Portuária, estava no cais do porto da Praia no dia em que o navio ‘Vicente’ saiu para o Fogo. O navio, que acabou por naufragar, estava sobrecarregado, mas João Brazão nega qualquer responsabilidade no acidente, acusa os relatórios de estarem “a limitar responsabilidades da cúpula da AMP e a procurar bodes expiatórios” e afirma que vai recorrer aos tribunais.

Expresso das Ilhas

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