Expresso das Ilhas

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Expresso das Ilhas - Actualidades
quarta, 29 julho 2015 09:29 Publicado em Mundo

Foi um discurso histórico. Terça-feira, na sede da União Africana (UA), o presidente norte-americano afirmou, categórico, que quem se recusa a sair do poder põe em causa o desenvolvimento do continente africano. Em Adis Abeba, Barack Obama não esqueceu as questões sensíveis, como a corrupção, as práticas anti-democráticas e o combate ao terrorismo.

quarta, 29 julho 2015 06:00 Publicado em Sociedade

Cabo Verde está na rota do trabalho infantil, exploração e tráfico de menores. De acordo com o relatório anual de trabalho sexual e forçado no mundo, divulgado segunda-feira, pelo Departamento de Estado Norte-American (DE), o arquipélago é local de “origem, trânsito e destino” para crianças sujeitas a trabalhos forçados e exploração sexual.

quarta, 29 julho 2015 06:00 Publicado em Política

O presidente da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde (ANMCV) afirma que não se pode dizer que a Nação está bem quando existem famílias a viver em situação de pobreza extrema.

quarta, 29 julho 2015 06:00 Publicado em Sociedade

O presidente do Município de Tarrafal de Santiago defende que as duas novas vilas do município significam mais desafios para a autarquia. Segundo Pedro Soares o próximo passo deve ser o investimento nas potencialidades das localidades de Ribeira das Pratas e Achada Tenda.

quarta, 29 julho 2015 06:00 Publicado em Sociedade

O delegado de saúde em São Filipe, na ilha do Fogo, recorda as medidas de prevenção de doenças diarreicas, respiratórias e vómitos que podem surgir nesta altura do ano, principalmente com a chegada das primeiras chuvas. Ledo Pontes apela à intervenção de cada um para um verão tranquilo. 

quarta, 29 julho 2015 06:00 Publicado em Mundo

A violência na Síria continua e 12,2 milhões de civis precisam de ajuda, segundo o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários. Stephen O'Brien informou o Conselho de Segurança sobre os últimos acontecimentos no país.

quarta, 29 julho 2015 06:00 Publicado em Economia

O Primeiro-Ministro inaugura hoje as obras de ampliação da Central Eléctrica do Palmarejo. A central tem agora uma capacidade instalada de 71mw.

quarta, 29 julho 2015 00:06 Publicado em Eitec

Nos chips, componentes essenciais nos equipamentos electrónicos, quanto mais pequeno, melhor. A IBM anunciou ter desenvolvido um chip com transístores de sete nanómetros, metade do tamanho dos transístores que são actualmente o padrão no mercado.

quarta, 29 julho 2015 00:06 Publicado em Opinião

“Se quiser ter prosperidade por um ano, cultive grãos. Por dez cultive árvores. Mas ter sucesso por 100 anos cultive gente. Confúcio


A Diplomacia Cabo-verdiana

É sobejamente conhecida o sucesso da diplomacia cabo-verdiana no mundo. Arrancamos o processo cativando o mundo para a nossa causa. Em 1975, como país independente, via cooperação internacional, provamos ao mundo que precisávamos ser ajudados, apelamos aos amigos e eles nos acudiram. Na nossa política de expansão para o mundo, o país implantou as Embaixadas/território nacional além fronteiras em função da importância estratégica da nossa política diplomática, em lugares estratégicos, nas cidades mais caras do mundo, tido como um grande investimento patrimonial e diplomático. Com essas janelas abertas no mundo, as ajudas foram consolidando. Ajudas alimentares para a sobrevivência das nossas gentes, os projectos sectoriais, as portas das universidades do mundo foram abertas aos estudantes cabo-verdianos e fomos recebidos de braços abertos. A diáspora cabo-verdiana sentiu-se amparada, reforçou a ajuda familiar e assim começamos a plantar as árvores de uma floresta densa e a pensar nos grandes desafios do futuro e no homem moderno. Como alunos fomos brilhantes, a matéria foi muito bem assimilada e facilmente provamos aos nossos parceiros que as suas ajudas eram bem recebidas e minuciosamente aplicadas. Esta postura fez o país ganhar credibilidade no mundo.

 

A Diplomacia Clássica

Cabo Verde foi um excelente aluno na Diplomacia Clássica. Soube contornar as correntes quentes e frias da guerra fria e criou-se praticamente isolado dos seus irmãos dos PALOP e Timor-Leste, mergulhados em guerras internas. Foram quase três décadas de auto-destruição e de tempo perdido. Contudo, fomos crescendo sozinhos mas sempre protegidos pelos pais adoptivos e os bons amigos que conseguimos cativar. Nada nos faltou, deram-nos tudo. Portugal, a potência achadora, sempre esteve do nosso lado e sempre nos entendeu. Este é o reconhecimento que devemos a Lisboa, a cidade mais cantada nas mornas e coladeiras destas ilhas. A nossa primeira porta para o exterior, a porta dos nossos sonhos já que somos ilhéus e precisamos respirar o ar do continente, e continente no Colombo, onde transportamos de volta toda a ajuda orçamental injectada nas ilhas. Um dia quando for quantificado, passaremos a conhecer o preço dos nossos sonhos.      

 

A Diplomacia Criativa e Económica

Em boa hora, o Muro de Berlim desmoronou-se, as correntes frias e quentes misturaram-se, os pássaros gigantes passaram a cruzar os céus deste mundo e encurtaram as distâncias entre os povos. O sistema financeiro americano criou o dinheiro plástico, o turismo explodiu, as portas de Zhurai e Shenhen no Sul da China abriram-se.

Este ano estima-se que 100 milhões de chineses viajarão pelo  mundo e gastarão em média sete mil USD por cabeça. É este o mundo moderno, o chamado mundo global, cujos passaportes mais valiosos para uma boa circulação são valências linguísticas, as TIC e o respeito e a compreensão para a cultura alheia. O mundo novo será um mundo mestiço. Afinal somos todos iguais, apenas somos guiados por culturas diferentes.

 

A Nossa Diplomacia com a Europa

A maioria dos países europeus sempre apoiou Cabo Verde na sua expansão/conquista diplomática. Primeiro por via bilateral e mais recentemente pelas conquistas multilateraais. Seria um grande erro Cabo Verde fechar-se num único modelo. Ou seja, no modelo de acordos multilaterais em detrimento de acordos bilaterais. Não é possível conceber Praia a falar com Lisboa, via voz da União Europeia, em outra língua que não seja a língua de Camões. A fotografia do Grão-Duque de Luxemburgo encontrada na Ilha das Montanhas quando este tinha apenas dez anos, e mostrado ao Monarca aquando da sua última visita à ilha, prova a longa e amorosa Diplomacia que existe entre estas ilhas e um país tão pequeno mas com uma praça financeira expressiva e muito competitivo no mundo financeiro. Nem tão pouco é possível ver a Cidade das Luzes a dialogar com a Praia Maria via a porta da União Europeia sobretudo num momento em que tudo indica chegará um Embaixador franco-luso. Transformar a cooperação bilateral numa cooperação multilateral, via  voz da União Europeia, seria uma grande derrota para Cabo Verde.

 

O paradoxo da diplomacia africana

Temos que reconhecer: esta estrada não foi construída, esta degradada. Perdemos as nossas referências e identidade quando fomos forçados a isolar-se da família PALOP - Timor, não por nossa culpa, mas aconteceu. Hoje queremos reconquistar o tempo perdido mas não é recuperável. Teremos que lançar as sementes para uma nova era da Diplomacia, a Diplomacia Económica. Mas sobretudo no lançamento dessa nova estratégia teremos que saber quem somos nós, o que queremos do continente negro e até onde conseguiremos chegar. Teremos que saber o que queremos da CEDEAO/União Africana. Até agora as relações comerciais e culturais com os países da CEDEAO são praticamente inexistentes e se não existem relações comerciais e culturais, fica mais difícil a nossa penetração.

Não basta ser membro de pleno direito da CEDEAO e usufruirmos apenas do estatuto da livre circulação que até agora não conseguimos equacionar. Devemos, nesse caso, apostar numa Diplomacia Económica ousada e ajustada aos novos tempos. Não conseguimos descolar e quem não descola não consegue atingir a velocidade de cruzeiro. O nosso grande erro é pensar o país em função dos ciclos eleitorais. Já é tempo de sabermos o que queremos da CEDEAO/União Africana e como lançar as bases para a construção dessa nova frente diplomática.

 

A Frente Diplomática

Tudo muito bem pensado, o Palácio da ASA tem ganhos na Diplomacia clássica, pouca criatividade na Diplomacia Económica e Cultural. A CV Investimentos perdeu-se no seu percurso, burocratizou-se demasiado, perdeu tempo e agora apanhou vento de frente. A transportadora  nacional TACV uma das mais importantes frentes da Diplomacia Económica do país foi impedida de desempenhar o seu papel por falta de visão. A trasportadora nacional tem seis Delegações/Embaixadas Económicas nos três continentes deste planeta (França, Holanda, Itália, Portugal, Senegal e USA). Não faz parte de uma mente brilhante pensar que as seis Delegações da companhia nacional existem apenas para emitir bilhetes de passagens. Errado. Tudo foi muito bem pensado para exercer a Diplomacia Económica na verdadeira acepção da palavra. Foi a companhia nacional que durante muitos anos assegurou a promoção das ilhas fora do país, foi a companhia nacional quem tinha o contacto directo e permanente com os operadores turísticos, com toda a comunicação social especializada nos países emissores de turismo, foi a companhia nacional que estreitou os primeiros contactos com os investidores à procura do nosso destino como paraíso de investimentos, foi a companhia nacional quem mais conhecia as necessidades e desejos da diáspora. Uma boa Diplomacia Económica faz-se com uma boa equipa, unindo os esforços e criando sinergias, o qual estamos a desaprender a fazer. Bons Diplomatas conquistam o seu espaço com o seu perfil, a sua ousadia, o seu sentido de oportunidade, cativando as relações humanas, com fortes laços de amizade, paciência, persistência, e que ponham a bandeira do país acima dos interesses individuais. Estamos a perder esta cultura…mas ainda vamos a tempo.

Em suma, precisamos mudar de paradigma, oxigenar Cabo Verde e tornar as ilhas um país verde, amigo da natureza e do bem-estar das pessoas. “Quanto mais se fala, mais se pensa”. It´s time..

terça, 28 julho 2015 18:54 Publicado em Desporto

O torneio de futebol inter-ilhas, também designado de Taça Independência,  arranca quarta-feira, na ilha do Sal.

terça, 28 julho 2015 17:00 Publicado em Mundo

Um tribunal líbio hoje condenou à morte Seif al-Islam Kadhafi, filho do ex-presidente Muammar Kadhafi, além de outras oito pessoas, após um julgamento marcado pela violência e por divisões políticas.

terça, 28 julho 2015 16:01 Publicado em Cultura

O escritor cabo-verdiano Danny Spínola apresenta esta quinta-feira, 30, em Lisboa (Portugal), cinco livros em simultâneo, com destaque para “Delírios da Cidade no Romance das Ilhas”.

terça, 28 julho 2015 15:02 Publicado em Política

A proposta de lei que define o regime geral de privatizações das empresas públicas foi hoje aprovada no Parlamento, com 37 votos a favor dos deputados do PAICV e 27 contra da oposição (MpD e UCID).

terça, 28 julho 2015 12:32 Publicado em Mundo

Treze cadáveres foram encontrados a bordo de uma embarcação em que viajavam outros 522 imigrantes e que navegava nas águas do canal da Sicília, disseram hoje fontes da Guarda Costeira italiana.

terça, 28 julho 2015 12:23 Publicado em Economia

O défice da balança comercial agravou-se 4,9% no primeiro trimestre do ano, face ao período homólogo de 2014. Entre Abril e Junho, as importações aumentaram 7,2%, para os 15,6 milhões de contos, enquanto que as exportações totalizaram 1,6 milhões de contos, o que significa uma subida de 30.8%, face ao mesmo período do ano passado.

A Europa continua a ser o principal cliente de Cabo Verde e destino de 95.7% dos bens e serviços exportados. Em termos homólogos, no segundo trimestre deste ano, as compras do ‘velho continente’ ao arquipélago cresceram 31%.

Espanha (77,6%) e Portugal (15,2%) são os principais destinos das exportações cabo-verdianas, ainda que com comportamentos inversos face a 2014. Espanha reforçou a liderança (de 68,5% para 77.6%). Portugal perdeu terreno (de 18.3% para 15.2%).

Entre os produtos mais exportados por Cabo Verde, no segundo trimestre 2015, destaque para os peixes, crustáceos e moluscos, com 42,8% do total das exportações e com um aumento de 124,3%, comparativamente ao mesmo período de 2014. Na segunda posição continuam as conservas de peixe, com 41,0%, mas menos 15 pontos percentuais do peso que detinham na estrutura das exportações nacionais, em igual período do ano anterior. Isto significa que as duas categorias, sozinhas, representam 84% das exportações do arquipélago.

Importações

Do lado das importações, a Europa mantém o lugar destacado de principal fornecedor do arquipélago, com 79.1% do montante total e uma evolução positiva de 9% face ao período homólogo de 2014. Entre Abril e Junho deste ano, Cabo Verde comprou aos países Europeus 12,3 milhões de contos. Portugal (43%), Holanda (14%) e Espanha (8%) são os três maiores fornecedores das ilhas.

terça, 28 julho 2015 06:00 Publicado em Política

Jornal queniano Daily Nation mostra que Jorge Carlos Fonseca é dos presidentes que menos ganha em África.

terça, 28 julho 2015 06:00 Publicado em Sociedade

O Sindicado da Indústria Agricultura, Comércio e Serviços Afins (SIACSA) acusa o governo de criar manobras de distracção ao invés de resolver as reivindicações dos trabalhadores. Em causa estão as declarações do líder parlamentar do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), Felisberto Vieira, que disse que ”há motivações outras por detrás de certas reivindicações e greves realizadas no país”.

terça, 28 julho 2015 06:00 Publicado em Sociedade

Os trabalhadores afectos às delegações do Ministério do Desenvolvimento Rural (MDR) em Santo Antão vão mesmo parar na próxima quarta-feira. A garantia é do secretário permanente do Sindicato Livre dos Trabalhadores de Santo Antão (SLTSA), Carlos Bartolomeu, e foi expressa depois de um encontro, segunda-feira, entre sindicato e governo, para tentar um entendimento.

terça, 28 julho 2015 06:00 Publicado em Sociedade

O Associação para o Desenvolvimento Integrado da Ribeira das Patas (ADIRP) está preocupada com a situação das famílias mais pobres da vila. O alerta é do presidente, Arlindo Delgado, que afirma que em causa está o mau ano agrícola e a alta taxa de desemprego na zona.

terça, 28 julho 2015 06:00 Publicado em Mundo

Director do Escritório da ONU sobre Drogas e Crime chama atenção para falhas na prevenção e no tratamento da doença; Yuri Fedotov também pede respeito à dignidade de todos que convivem com hepatite C e HIV.

terça, 28 julho 2015 00:06 Publicado em Opinião

Há muito que virou moda neste país a realização das longas e fastidiosas jornadas de socialização. Através dos famosos workshops, seminários ou fóruns, socializam-se ideias, planos estratégicos, de acção, estudos de variada índole e objecto, reformas que não saem do papel, e resultados, esses, muito raros, diga-se. Na maior parte das vezes esses encontros têm subjacente uma elaborada estratégia de marketing que visa mais o efeito mediático do que propriamente a promoção de uma reflexão aturada e proveitosa sobre os assuntos supostamente de interesse público. O pior é que na ausência de uma agenda própria, os órgãos de comunicação social dão imenso destaque a essas xintadas. Depois é vê-los espelhados nos jornais e nos alinhamentos das rádios e televisões, acentuando a ideia de um país pachorrentamente sentado.

Já vi de tudo um pouco, mas até agora não tinha calhado estar numa socialização em que aos participantes é vedado o acesso ao documento objecto de análise. Pois bem, na passada sexta-feira fomos todos, nós os funcionários da RTC e da Inforpress, convidados para uma sessão de apresentação do projecto de Decreto-lei para a fusão dessas duas empresas. Para o nosso espanto, não havia documento nenhum, apenas alguns tópicos projectados em data show. Não, não se tratou de um descuido por parte da organização do evento. Se dúvidas houvesse, o ministro Démis Almeida tratou de as dissipar ao dizer que o projecto de diploma é de consulta reservada, porquanto ainda não foi discutido nem aprovado no conselho de Ministros. O governante lá nos explicou por que não o pode fazer, sob pena de incorrer num deslize ético, pois está vinculado ao sagrado dever de sigilo. Mas, acrescentou muito candidamente, que quando a lei for aprovada e, logo, promulgada e publicada no B.O., qualquer um pode, querendo, propor alterações, pois a lei não é imutável. Ou seja, depois do facto consumado, chorem à vontade sobre a asneira derramada! 

Descontando esse elemento processual, preocupa-nos a pressa com que o Governo quer consumar a fusão entre a agência de notícias e a rádio televisão cabo-verdiana. O diploma, segundo nos foi dito, será aprovado já no final deste mês pelo conselho de ministros, e em Outubro será escolhido um conselho de administração ad hoc que irá criar as condições para que a E.C.C.I, S.A, (que mau gosto!) entre em funcionamento antes do final deste ano.

Por ter, em artigo de jornal intitulado “Um Tremendo Disparate” publicado no ano passado, expressado o meu entendimento sobre o arranjo do Governo supostamente para reorganizar o sector público de comunicação social, prescindo, por ora, de aduzir qualquer outro comentário sobre o assunto. Prometo contudo, logo que tiver acesso ao documento, continuar a dar a minha contribuição para o debate deste dossiê complexo, se até lá, claro, não tiver sido aprovado pelo Governo. A continuar neste secretismo, está-se a proceder exactamente da mesma forma quando se criou a RTC, em 1997. Uma decisão política concretizada à margem e à revelia dos trabalhadores das então RNCV e TNCV. Dezoito anos depois desse casamento forçado, os resultados estão, absolutamente, aquém das expectativas traçadas pelo segundo Governo do MPD e também dos cabo-verdianos.

Ora, uma reforma como a que se apregoa e que deverá mexer, em princípio, com a orgânica, o funcionamento, a imagem de marca da RTC (que irá desaparecer) e com a própria identidade dos órgãos - no caso da agência noticiosa é tão certo ser engolida pelo parceiro mais forte da coligação -, não pode ser feita assim, a toque-de-caixa. Tratando-se de um processo complexo e bastante abrangente, ou não estivéssemos a falar do maior grupo de comunicação social do país, que emprega para cima de 350 trabalhadores, as soluções que vierem a ser adoptadas com vista a fusão das duas empresas, devem ser convenientemente ponderadas e debatidas, não apenas com trabalhadores da RTC e da Inforpress, mas também com os cidadãos, os principais financiadores do serviço público de rádio, televisão e de agência.

Ainda que se diga que não haverá despedimentos, convenhamos que mexidas de tamanho alcance e profundidade irão, com certeza, criar instabilidade e insegurança laborais de tal monta que terão reflexos negativos no desempenho dos jornalistas. É de todo incompreensível que o governo tenha mergulhado numa letargia confrangedora nos últimos quinze anos, em matéria de políticas públicas, visão estratégica e medidas que pudessem levar a uma melhoria do serviço prestado pela rádio, televisão e agência, e num rompante, a escassos meses das eleições, queira dar a ideia de que está a fazer alguma coisa neste sector. Embora este não seja ainda um governo de gestão, é evidente que levar avante uma restruturação do sector público mediático, quando a pré-campanha eleitoral já anda solta pela estrada fora, só pode ser entendido como uma manobra claramente para pressionar, condicionar e amaciar os jornalistas. É inevitável pensar nos estragos que a espada de Dâmocles pode causar de um momento para o outro.

A única vantagem imediata que até aqui conseguia vislumbrar no projecto de fusão da RTC e da Inforpress era a possibilidade de os jornalistas da agência, que ganham muito menos que os colegas da RTC, puderem ver os seus salários alinhados com os da rádio e televisão.

De resto, essa era a única razão por que entendia a apatia, para não dizer conformismo ou indiferença, dos trabalhadores da Inforpress face à decisão do executivo de incorporar a agência na RTC, sabendo eles que a agência irá perder, a breve trecho, a sua identidade, acabando, inexoravelmente, por sucumbir. A propósito, em 2006, a ministra Sara Lopes, referindo-se ao estado de agonia em que se encontrava a Inforpress, sentenciou que o jornal Horizonte tinha comido a agência. Que dizer agora do futuro casamento com a maior empresa de comunicação deste país? As vantagens, que nem mesmo o governo tem sabido expor, não são de molde a autorizar o projecto de fusão. Desengane-se, pois, quem já contava com uns trocados a mais na sua conta. É que a equiparação salarial não se fará no imediato, mas sim às pinguinhas e durante dois anos. Dito de outro modo, teremos na mesma empresa trabalhadores de primeira e de segunda. É que, segundo explicou o ministro, um salto desses, de uma assentada, representaria um encargo de quase 7 mil contos anuais no orçamento da E.C.C.I, SA, o que criaria algum embaraço à administração da futura empresa.

Já deu para perceber que o Governo arranjou todo esse abalo, mas não vai meter nenhum tostão furado nessa operação, antes pelo contrário. Estamos a falar de duas empresas, a RTC e a Inforpress, cuja situação financeira inspira cuidados de maior, atoladas em dívidas que já superaram de longe o capital social, e que não estão, sozinhas, em condições de investir na modernização tecnológica, na melhoria da qualificação dos seus profissionais e na qualidade do serviço que prestam aos cabo-verdianos. Pergunta-se: a quem interessa essa fusão? Estamos perante mais um acto de ilusionismo, de faz-de-conta, e de chutar para a frente, claramente.

segunda, 27 julho 2015 18:40 Publicado em Política

O ex-capitão do Portos de Sotavento, João de Deus Carvalho, garantiu hoje que as autoridades marítimas nacionais não receberam qualquer notificação de avaria do navio Vicente, antes da sua fatídica viagem, para a ilha do Fogo.

segunda, 27 julho 2015 17:34 Publicado em Política

O deputado do Movimento para a Democracia (MpD) eleito pelo círculo das Américas, Cândido Rodrigues, acusa o Governo de abandonar a diáspora e de ver os emigrantes apenas como fonte de receita. O parlamentar entende que a comunidade emigrada se sente traída pela governação.

segunda, 27 julho 2015 16:45 Publicado em Desporto

O Comité Paralímpico Internacional, em parceria com a Fundação Agito e o Comité Paralímpico Cabo-verdiano (COPAC) iniciou hoje uma formação de treinadores e juízes de atletismo paralímpico a nível dos Países Africanos da Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

segunda, 27 julho 2015 15:04 Publicado em Mundo

Várias organizações e entidades manifestam-se quarta-feira em Lisboa, Luanda, Uige, Bruxelas, Berlim, entre outras cidades, pela liberdade de expressão em Angola e libertação dos acusados de crimes contra o Estado, disse hoje à Lusa a directora da Amnistia Internacional em Portugal.

segunda, 27 julho 2015 14:49 Publicado em Economia

A IV edição da Feira de Actividades Ligadas ao Mar (Expomar) realiza-se este ano nos dias 28 e 30 de Outubro, na cidade do Mindelo, anunciou o promotor do evento.

segunda, 27 julho 2015 11:17 Publicado em Política

Governo apresentou, com carácter de urgência, uma legislação que previa a criação de uma Agência de Recrutamento da Administração Pública. MpD disse que a medida é "extemporânea e uma forma de despartidarizar mantendo o PAICV". Alteração só seria possível com uma maioria de dois terços da plenária.

segunda, 27 julho 2015 08:00 Publicado em Política

O primeiro-ministro, José Maria Neves disse este fim-de-semana, durante a apresentação do plano da construção de um resort turístico e hotel-casino, na cidade da Praia, que com este projecto Cabo Verde passa a ser uma importante plataforma de negócios da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da região da costa ocidental africana.

segunda, 27 julho 2015 07:53 Publicado em Desporto

Karine Andrade e Eliana Vasconcelos, na categoria esperança I e II,  Márcia Lopes (juniores) e Eliane Boal (seniores) são as novas campeãs de Cabo Verde em ginástica rítmica, títulos conquistados em São Vicente, no 17º campeonato nacional.

segunda, 27 julho 2015 06:00 Publicado em Política

A lei do arrendamento vigente em Cabo Verde data de 1961. Com quase 60 anos tornou-se há muito obsoleto e já não acompanha a dinâmica do desenvolvimento do país. A nova proposta de lei entregue pelo governo no Parlamento visa, entre outras, criar um quadro que fomente o mercado de arrendamento e facilite a mobilidade dos cidadãos. Para o jurista Simão Monteiro trata-se de uma reforma necessária, mas não vai resolver todos os problemas do sector.

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