Expresso das Ilhas

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Hoje é dia de Expresso das Ilhas. Destaques da Edição 820

Nesta edição, o Expresso das Ilhas faz manchete com a entrevista ao Embaixador José Manuel Pinto Teixeira: Cabo Verde tem de continuar a ser visível junto da União Europeia. O embaixador da União Europeia em Cabo Verde acaba o mandato no dia 1 de Setembro. Nestes cinco anos no arquipélago deu-se o impulso à Parceria Especial, assinou-se o acordo da Parceria para a Mobilidade, continuou-se a financiar a ajuda pública ao desenvolvimento, houve remessas extraordinárias para fazer face a catástrofes naturais. José Manuel Pinto Teixeira nunca foi um homem de consensos nem nunca fugiu a falar do que achava que devia falar, por isso mesmo criou polémicas e alimentou algumas inimizades. Na hora da saída, e neste balanço de mandato feito ao Expresso das Ilhas, mais uma vez, não foge a controvérsias.

 

Também neste número, a investigadora Ângela Coutinho fala da importância dos judeus no desenvolvimento económico, intelectual e desportivo de Cabo Verde. O legado histórico-cultural de origem judaica em Cabo Verde presente sobretudo nas ilhas de Santo Antão, Boa Vista, Santiago, São Vicente e Fogo foi declarado no mês de Julho pelo governo como Património Histórico e Cultural Nacional.  Já anteriormente os dois cemitérios judeus existentes no município da Ribeira Grande de Santo Antão, em Penha de França e Ponta do Sol, foram classificados como Património Municipal. Estas classificações foram conseguidas após a reabilitação física dos cemitérios judeus da Praia, de Santo Antão e da Boa Vista, empreendida pela "Cape Verde Jewish Heritage Project" (Projecto de Preservação da Herança Judaica em Cabo Verde) que paralelamente se tem dedicado à pesquisa e documentação desse legado judaico na pessoa da historiadora e descendente, Ângela Benoliel Coutinho, cuja obra em curso será lançada oportunamente. Nesta entrevista a historiadora fala-nos sobre os resultados dessas pesquisas e do seu recente relatório sobre a recolha de dados existentes no Boletim Oficial de Cabo Verde relativos ao século XX colonial (1900 – 1974).

O emaranhado mundo (novo) do comércio “informal” de Smartphones, é outro dos destaques. Os telemóveis e, em particular, os smartphones fazem hoje parte da vida da maioria dos cabo-verdianos. Com procura garantida e fáceis de transportar são também objectos altamente comerciáveis. Onde há oportunidades e facilidades, brotam negócios, e assim, a par com os comercializados pelas lojas ditas “formais”, a compra e venda surge a cada esquina pela mão de vendedores ambulantes ou nos mercados tipo Sucupira. Entre telemóveis novos, velhos, recuperados, contrafeitos, roubados, em peças, fazem-se compras, vendas, trocas, retomas. É um “negócio” emaranhado, complexo onde os circuitos nem sempre são claros e onde as vozes dos vendedores se calam… quando se tenta conhecer um pouco mais deste emaranhado comercial.

Hub aéreo e crescimento do turismo. O fornecedor de soluções islandês Loftleidir Icelandic assinou um contrato de gestão com a TACV Cabo Verde Airlines. Um dos objectivos por trás do acordo é reforçar a TACV para que possa contribuir para o potencial de Cabo Verde como destino turístico durante todo o ano. O governo de Cabo Verde espera também aproveitar a posição geográfica de Cabo Verde para desenvolver um centro de conexão aeronáutico, um hub, ligando quatro continentes.

Ubuntu.CV: Uma Missão Além Fronteiras. Criado há cerca de oito meses por cabo-verdianos em Portugal o grupo Ubuntu.CV integra elementos de várias comunidades da diáspora com o fim de apoiar os doentes evacuados de Cabo Verde. Uma campanha para apadrinhamento está em curso a partir das redes sociais.

No interior, a opinião de Paulino Varela Tavares, Planeamento para crescimento e desenvolvimento equilibrado das ilhas de Cabo Verde; de Joaquim Arena, Os Gees crioulos de Herman Melville; e de Adriana Carvalho, A alfabetização em Cabo Verde no tempo colonial. 

 

 

 

quarta, 16 agosto 2017 01:50

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