Expresso das Ilhas

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Hoje é dia de Expresso das Ilhas. Destaques da Edição 810

Nesta edição, o Expresso das Ilhas faz manchete com a cada vez mais próxima entrada de Marrocos na CEDEAO. Aquele país do norte de África viu confirmado o seu pedido de adesão à comunidade da África Ocidental e tem uma estratégia por trás: a expansão económica para a África subsaariana. Para isso, contam com uma nova geração bem formada, indústria, parceiros europeus e fundos governamentais. Cabo Verde tinha como objectivo estratégico a exportação de conhecimentos e serviços na área das renováveis para a África Ocidental, mas pode ver-se ultrapassado pelo país do norte do continente.

 

Também neste número a entrevista com o Secretário-Geral do Parlamento da CEDEAO, Nelson O. Magbagbeola. Há vinte anos que Cabo Verde pertence à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), mas o desconhecimento sobre o seu funcionamento, iniciativas e oportunidades ainda é vincado. Em entrevista ao Expresso das ilhas, o Secretário-Geral do Parlamento da CEDEAO, Nelson Magbagbeola, fala-nos sobre esses tópicos, apontando ainda as dificuldades enfrentadas pela comunidade e outros temas que ajudam a fazer o ponto da situação da Comunidade. A fraca presença de Cabo Verde junto aos órgãos da CEDEAO, visível nomeadamente pela falta de um embaixador acreditado, é também notada, e deve “ser resolvida”.

Destaque também para 40 anos depois das prisões e torturas em S. Vicente. UCID vai levar ao Parlamento projecto de lei para indeminização das vítimas de 1977. Decorridos 40 anos, António Monteiro diz que já é altura de o Estado de Cabo Verde fazer justiça às vítimas de prisão e tortura na sequência dos acontecimentos de Junho de 1977 em São Vicente e de 31 de Agosto de 1981, em Santo Antão. O presidente da UCID anuncia que o seu partido vai apresentar ao Parlamento um projecto de lei visando a reposição da verdade e uma reparação condigna às vítimas dos graves atropelos do Estado nos dois casos.  

Ainda a economia. O Banco de Cabo Verde anunciou a descida generalizada de todas as taxas de referência. A decisão foi anunciada na segunda-feira em conferência de imprensa e entrou ontem em vigor. João Serra, Governador do Banco de Cabo Verde, espera que bancos comerciais sigam a indicação dada pelo banco central. Banca e privados vêem esta medida com bons olhos mas querem esperar para ver.

Na reportagem desta semana o destaque vai para as hortas urbanas, um fenómeno das grandes metrópoles mundiais mas quase inexpressivo em Cabo Verde. No entanto, os primeiros passos já foram dados e na capital já existe uma destas hortas e a FAO e o Ministério da Agricultura e Ambiente querem ver as cidades do país a investir na agricultura urbana e periurbana e para isso levaram a cabo um projecto que, para já, fez nascer 17 hortas na Cidade da Praia.

Destaque ainda para o Festival de Literatura Mundo do Sal 2017 onde se faz uma vénia a Corsino Fortes e José Saramago. O evento promete colocar Cabo Verde nas bocas do mundo e além da referida homenagem a dois dos maiores escritores da lusofonia o destaque vai para o lançamento e apresentação do primeiro romance do poeta e Presidente da República Jorge Carlos Fonseca.

No interior, a opinião de Carlos Burgo, “As lições do Novo Banco”; de José Almada Dias, “Identidade crioula: Crioulos não independentes, liberdade, vistos e patriotismos utópicos (II)”; de Júlio Lopes, “A sustentabilidade como elemento central na competitividade dos destinos dos pequenos países insulares – como é o caso de Cabo Verde”; de Teresa Temudo com a crónica "Um domingo em Santo Antão" e de Ângela Benoliel Coutinho que escreve sobre “Descendentes de Judeus em Cabo Verde no século XX colonial”.

quarta, 07 junho 2017 01:09

1 comentário

  • Lela 07-06-2017 Reportar

    Boa parte dos presos políticos de 1977 são da Ribeira das Patas, Santo Antão. Por isso, é preciso clarificar a história para não haver enviesamentos, pois ainda muitos dos que foram levados de Ribeira das Patas para as Cadeias de São Vicente estão vivos para testemunhar. Em homenagem aos falecidos Léla Pires, Manuel Pinto, Manuel de Bia, João Leite, Augusto Évora, todos residentes ou naturais da Ribeira das Patas. Os sobreviventes, nomeadamente Ildo de Tita, deverão ainda participar na Clarificação da História dos Presos de 1977.

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