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Bruma seca obriga a cancelamento de voos inter-ilhas

Binter Cabo Verde cancelou ligações para Boa Vista, Fogo, São Nicolau e Maio por causa da “baixa visibilidade causada pela bruma seca que vem afectando todo o território nacional”. Ligações a São Vicente estão em stand-by.

 

A decisão de suspender as ligações foi justificada pela companhia aérea com a falta de visibilidade que está a ser provocada pela bruma seca que afecta quase todo o território nacional e que obrigaram ao cancelamento de um total de oito voos domésticos.

A bruma seca afecta, todos os anos, a navegação quer aérea, em Cabo Verde obrigando ciclicamente à suspensão das ligações aéreas domésticas. Um problema que o governo, no ano passado, garantira estar resolvido nos aeroportos da Boa Vista e de São Vicente, com a entrada em funcionamento do sistema de navegação por satélite que permitiria aterragens em condições de fraca visibilidade como as verificadas hoje com a bruma seca.

No ano passado, José Gonçalves, ministro da Economia, afirmara, em conferência de imprensa no Mindelo, que a aquisição e instalação dos equipamentos estava, na altura, em fase avançada, devendo o processo estar concluindo durante o primeiro trimestre deste ano. “A solução está numa fase de simulação e logo depois há uma fase de voos experimentais para testar o equipamento por via satélite”, disse José Gonçalves, assegurando que em 2017 não seria “por razões de bruma seca que deixará de haver voos para São Vicente e Boavista”.

Em Junho deste ano, o ministro anunciou, no Mindelo, que o sistema de procedimentos de navegação com base em satélite (GNSS, na sigla em inglês) já se encontra instalado no Aeroporto Cesária Évora.

Na ocasião, o ministro da Economia repetiu que, doravante, com este novo equipamento, a bruma seca não mais impedirá voos para ilha.

Segundo avançou, na altura, a Inforpress, o dia 17 de Agosto era a data provável da publicação das cartas aeronáuticas do Aeroporto Cesária Évora, já com o sistema GNSS incorporado.

segunda, 13 novembro 2017 14:38

1 comentário

  • Mario 13-11-2017 Reportar

    Mas o ministro não sabe que não se trata de equipamento nenhum mas sim de procedimentos? Não há equipamento nenhum a ser instalado. Há procedimentis a serem definidos em cartas aeronáuticas, formação a ser ministrada aos controladores e pilotos e verificação se os aviões têm os equipamentos adequados para navegacao por satélite. E não garante nada a 100% como o ILS também nao. Passamos a vida a mentir é a dar garantias que nem os especialistas e fabricantes dao a ninguem. Que terrinha Pá!

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