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INE: PIB nominal cresceu 2,8% em 2015

Contas nacionais efectivas do INE mostram que o PIB nominal, em 2015, cresceu 2,8% e que os sectores das sociedades não financeiras e as famílias tem o maior peso na economia nacional.

 

Segundo o relatório que o Instituto Nacional de Estatística divulgou hoje, as sociedades financeiras e as famílias têm um valor somado de 77% do Valor Acumulado Bruto da economia Nacional.

O mesmo documento mostra que nesse mesmo ano (2015), “com excepção das sociedades não financeiras todos os sectores tiveram capacidade de financiamento. O total da economia, apresenta uma necessidade de financiamento em 1.358 milhões de escudos em 2015” que resulta “numa redução substancial da necessidade de financiamento da economia nacional”.

Segundo o INE, no sector das sociedades não financeiras foi visível “uma ligeira diminuição na produção, 1,3% face ao ano anterior. No consumo Intermédio a queda foi mais acentuada, 3,8%, contribuindo desta forma para um crescimento do Valor Acrescentado Bruto de 2,2%. As Remunerações dos Empregados cresceram 7% face ao ano de 2014. Quanto Necessidade de Financiamento, este teve um crescimento de 36,6%, comparativamente ao ano anterior, ou seja, passou de -29.756 milhões de escudos em 2014 para -21.777 milhões, em 2015”.

Já no campo das Sociedades Financeiras estas representam “3,9% do total nacional. Alguns factores como a aceleração da actividade bancária e o aumento dos prémios das seguradoras, fizeram com que a produção desse sector aumentasse 3,6% em 2015. A estrutura do VAB do sector na economia nacional manteve em 4,4 %, passando de 5.986 milhões de escudos em 2014 para 6.138 milhões de escudos em 2015, o que representa um aumento de 2,5%. A capacidade de financiamento do sector das sociedades financeiras em 2015, cifrou-se em 8.167 milhões de escudos, o que corresponde um aumento de 2,7%”.

Na Administração Pública, relativamente ao ano anterior, o INE avança que se verificou um aumento da produção “em torno de 6,2% provocado pela produção não mercantil que contribuiu com 78,4% do total. O VAB aumentou 2,8%, quando comparado com o período anterior (5,9%). De realçar ainda que o aumento do consumo intermédio, em cerca de 16,5 %, resulta essencialmente do acréscimo do consumo intermédio” de “cerca de 29,9%. Em termos gerais, registou-se acréscimos na maioria das rúbricas em 2015, com excepção nas prestações sociais e no consumo final efectivo que diminuíram 5,2% e 11,8% respectivamente. As prestações sociais excepto transferências sociais em espécie, diminuíram de 7.556 milhões de escudos (2014) para 7.162 milhões de escudos (2015). Isso teve impacto negativo no consumo final efectivo, o que levou a sua queda”.

Já no que respeita à capacidade de financiamento do sector da administração pública em 2015 este “cifrou-se em 697 milhões de escudos, o que representa cerca de 0,4% do PIB. Isto justifica-se pelo aumento acentuado, da rúbrica, transferência de capital a receber (+), em cerca de 216,2% (dados da balança de pagamento) e da formação bruta de capital fixo em 4,2%”.

A produção no sector famílias, que significa um total de 34,4% do total nacional, em 2015, “teve um ligeiro aumento de 0,4% em relação ao ano anterior. O VAB do sector corresponde a 37,4 % da economia nacional. Passou de 51.045 milhões de escudos em 2014 para 51.820 milhões de escudos em 2015, aumentando 1,5%. A capacidade de financiamento do sector das Famílias apresentou uma variação positiva de 32,3% quando comparado com o ano anterior, passando de 8.735 para 11.554 milhões de escudos em 2015”.

terça, 31 outubro 2017 12:04

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