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Góðan daginn*. TACV já fala islandês

Já é oficial, a Icelandair Group vai assumir a gestão dos TACV. O contrato de gestão foi assinado esta manhã, na cidade da Praia, entre o governo e a  Loft-leidir Icelandic. Companhia europeia quer implementar um plano de expansão que, até ao fim de 2018, colocará 5 aeronaves ao serviço da TACV prevendo-se que ao fim de três anos a companhia aéra nacional tenha 11 aviões ao seu serviço.

 

Uma medida que o ministro da economia e emprego, José Gonçalves classifica de “arrojado passo” no processo de restruturação dos TACV e na preparação da companhia para o futuro.

Segundo o ministro, com a assinatura do documento, os TACV reúnem, agora,  as condições para dar corpo a um novo modelo de negocio, com vista à transformação de Cabo Verde num hub de referência no Atlântico.

Mário Chaves assume gestão executiva da TACV

A Icelandair, ao abrigo do contracto de gestão assinado hoje, nomeou uma equipa que assumirá a gestão executiva da TACV a partir da próxima segunda-feira.

Mário Chaves assume o lugar de CEO da empresa mantendo-se José Luís Sá Nogueira como Presidente do Conselho de Administração mas sem funções executivas.

Mário Chaves explicou que com o contracto de gestão vai ser introduzido em Cabo Verde “o modelo de hub and spoke e com isso vai haver um modelo de expansão”. “O nosso estudo de rede ainda está a acontecer e o business plan está apoiado no conceito hub”, adiantou Mário Chaves que garantiu que esta “é uma mudança grande, mas acreditamos que este é um modelo para ligar aos quatro continentes como referimos desde início”.

O novo CEO da TACV não quis ainda adiantar quais vão ser as novas rotas a serem exploradas pela companhia aérea após a entrada ao serviço das novas aeronaves que a Icelandair vai colocar em Cabo Verde. “Neste momento estamos mais concentrados nos fluxos e menos nas rotas”, disse adiantando que o estudo e implementação das novas rotas é “um processo que está agora a ser iniciado”.

Quanto à redução de pessoal, Mário Chaves explicou que o modelo que a Icelandair quer implementar em Cabo Verde “é um modelo de expansão. Acredito que no futuro o modelo dará oportunidade ao crescimento de emprego e não o contrário”.

Estado paga 925 mil euros à Icelandair

Ao todo o Estado vai desembolsar um milhão de euros para pagar este contracto de gestão à Icelandair. “Entramos com 100 mil euros para o primeiro mês e depois são 75 mil euros/mês”, explicou José Gonçalves no final da cerimónia de assinatura de contracto. Ou seja, por um ano de contracto a Icelandair vai receber 925 mil euros.

Cinco aviões até ao fim de 2018

Segundo Erlendur Svavarsson, vice-presidente Sénior da Loft-leidir Icelandic, esta é "uma boa oportunidade para implementarmos em Cabo Verde os conhecimentos que temos na área de hub and spoke e potenciarmos as ligações aéreas do país e ajudarmos a impulsionar o turismo em Cabo Verde".

O vice-presidente da companhia aérea islandesa explicou ainda que Mário Chaves terá ao seu dispôr uma equipa de executivos vindos da Icelandair e das suas empresas subsidiárias e que aquele "estará directamente envolvido na gestão diária da empresa".

Svavarsson explicou igualmente que a colaboração da Icelandair com a TACV vai envolver "activos, aviões e a experiência de gestão" da Icelandair e acrescentou que o plano de negócios "pede pelo menos cinco aviões até ao final de 2018 e um crescimento de até 11 aviões no período dos próximos três anos".

Privatização não está na agenda

Para o ministro da Economia, José Gonçalves, o acordo assinado hoje "mostra a viabilidade económico-financeira da TACV". O ministro explicou que agora, após a assinatura do contracto de gestão vai começar uma "fase de redimensionamento da empresa para lançar aquele que é o novo negócio do hub aéreo" internacional que ficará baseado na ilha do Sal "onde há as condições já existentes mas também com espaço para expansão".

José Gonçalves explicou de seguida que esta não é uma venda da TACV mas sim a entrega da sua gestão a outra empresa. "Para venda tinha de haver privatização que carece de uma lei, que o Conselho de Ministros já aprovou. Neste momento estamos a preparar a reestruturação, a colocar a empresa na dimensão certa para a prepararmos para a venda". José Gonçalves mostrou-se esperançado que a Icelandair venha a ser o parceiro estratégico da TACV depois de concluído o processo de privatização. no entanto, questionado sobre um possível interesse da Icelandair na compra da compra da TACV Erlendur Svavarson garantiu que "não temos na nossa agenda participar na privatização da TACV".

 *Bom dia.

quinta, 10 agosto 2017 10:47

4 Comentários

  • Tchuninha 10-08-2017 Reportar

    Existem pessoas que tem muita "graça". Quando transferiram todos os voos para a Praia e o Sal, que por sua vez dispõe até então melhor infra-estrutura aeroportuária ficou a chuchar o dedo, ninguém chorou. Agora vem para aqui reinvindicar??? Por favor... querem evoluir só vocês? Ba toca lata. Regionalização sim... A mama vai acabar.

  • Osvaldo Fortes 10-08-2017 Reportar

    Há dois perigos latentes nesse processo do Dr José Gonçalves:
    1. Haverá garantia que as coisas melhorarão substancialmente nesse segmento da TACV se o que afinal veio foi uma nova equipa de gestão que recebe um balúrdio de management fee para fazer algo melhor do que Nogueira, Gil, Sila, Indiano etc. Será só isso?! Vai resultar???
    2. O quê que significa hub baseado no Sal? Vai se eliminar, por exemplo as linhas diretas Praia-USA, Praia-Lisboa etc que transporta enorme contingente de passageiros e garante a dinâmica atual e futura da economia de Santiago e das ilhas sob sus influência económica?
    Se for isso me marquem eleições e regionalização para já!
    Espero que SATA, TAP e Binter não abandonem Praia pois eles não são loucos!

  • Caboverdiano 10-08-2017 Reportar

    Pagarà o estado 925 mil euros à Icelandair, mas em que centido?
    Poderian ser mais especefico nesta informaçao, se è somente pela gestao ou como.
    Tambem gostaria de saber quanto irà custar por cada aviao que a Icelandair vai colocar nas despoziçoes da TACV, visto que concerteza que nao vai ficar de graça ou nos custos dos 925 mil euros.

  • Antonio Gomes 10-08-2017 Reportar

    Yess!! A montanha pariu um rato e ninguém está a perceber. A Icelandair vai gerir a TACV boa e a TACV má fica para os contribuintes pagarem. Ainda por cima vai ser subsisdiada. Mas subsidiada para fazer o que? para transportar quem de onde para onde? E o redimensionamento futuro vai ser transportadora, mais gestão do Aeroporto do Sal só com o pessoal operacional minimo, mais a CVH ou apenas as operações da CVH nos aeroportos internacionais? E os provados nacionais que vão participar no negocio já estão seleccionados. Estavem quase todos na Sala de Assinatura do contrato. Festa para quê? Há muito ainda para ser revelado e a verdade toda precisa ser dita. Deixemos de ser tolinhos e imediatistas. A TACV boa é uma grande negocio. Não tem dividas nem encargos de especie alguma. Essas ficam com a TACV má que os contribuintes vão pagar. Então não há contrato de OSP para os transportes inter-ilhas e há para o internacional? Hummmm....Aqui há gato.

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