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Carlos Moura culpa accionistas pelo descalabro do Novo Banco

Carlos Moura culpa accionistas pelo descalabro do Novo Banco Foto da Inforpress

O ex-presidente da Comissão Executiva (PCE) do Novo Banco (NB), Carlos Moura, culpou hoje os accionistas pelo descalabro da instituição bancária e garantiu que o mesmo teria sido viável caso não houvesse problema de capital.

 

Carlos Moura, que foi PCE do Novo Banco de 2013 a 2016, respondia às perguntas dos deputados durante a audição na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada para esclarecer os contornos da criação e extinção da instituição financeira.

Segundo adiantou, o problema de capital bloqueou todo o desenvolvimento do Novo Banco, já que ao longo dos anos não houve reforço de capital que, segundo o plano de negócios, deveria atingir os 900 mil contos.

“Portanto, se tivessem sido cumpridas as realizações de capital, conforme ditava o plano de negócios, as coisas poderiam ser diferentes”, disse.

“O problema do capital bloqueou todo o desenvolvimento do Novo Banco”, reiterou.

Carlos Moura recordou que todas as auditorias feitas indicavam a necessidade de investimentos que, entretanto, não eram suportados pelos accionistas. O ex-PCE do Novo Banco revelou ainda que o NB funcionava sem um departamento de auditoria interna, “porque a sua criação teria que aumentar os custos de estrutura e de certa forma complicar o seu resultado líquido, que, na altura em que entrou, já era negativo”.

Em 2013, quando entrou para a gestão do NB, Carlos Moura disse que encontrou a “situação já complicada”, tendo recebido também a indicação de que os accionistas não estavam dispostos a injectar mais capital. Assim, segundo diz, elaborou um plano de recuperação e saiu em busca de parceiros externo.

“Encontramos esse parceiro, Afriland First Bank dos Camarões, e o trouxemos para aqui, mas o negócio não foi para frente”, revelou

Também houve um plano encomendado à PWC, consultora, que também não foi viabilizado pelos accionistas.

Carlos Moura, que foi PCE do Novo Banco de 2013 a 2016, considera que caso esses planos tivessem sido aprovados pelos accionistas, a instituição estaria a funcionar normalmente, pelo que “foi um erro o fecho do Novo Banco”.

De recordar que a luz verde para a resolução do Novo Banco foi dada a 8 de Março, pelo Banco de Cabo Verde. A situação custou ao Estado cerca de um milhão e 800 mil contos e mais de 60 trabalhadores perderam os seus postos de trabalho.

quarta, 12 julho 2017 15:43

2 Comentários

  • César Isabel da Cruz 15-07-2017 Reportar

    Neves, o PCE, para já, embolsou 3 anos de bom salário, regalias, viagens e ajudas de custos, à procura de parceiros.

  • Neves 13-07-2017 Reportar

    De certeza que as informações da investigação são outras e por razões profissionais por enquanto não vão divulgar na praça publica, é óbvio!! Por isso mandam essas tretas para nos entreter...
    Afinal o PCE ou os acionistas, qual dessas partes tem mais interesse no bom negócio do Novo Banco??

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