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Obras do terminal de cruzeiros em São Vicente devem arrancar em 2019 - Enapor

O presidente do conselho de administração da Enapor garantiu, esta quarta-feira, que as obras do terminal de cruzeiros projectado para São Vicente poderá arrancar em 2019, numa “perspectiva realista”, já que o processo encontra-se “muito bem encaminhado”.

 

Em entrevista à Inforpress, Jorge Pimenta Maurício explicou que a empresa tem “tudo definido” na vertente engenharia financeira, com o “engajamento total” do Governo no projecto, e a garantia de financiamento de um fundo da OPED e do programa do governo holandês “Orio”, este a fundo perdido.

Segundo o PCA, à parte holandesa, através do programa “Orio”, que vai garantir 35 por cento (%) a fundo perdido, no montante de 9,8 milhões de euros, dos estimados 28 milhões totais do investimento, já foi enviada toda a documentação e as informações que estavam em falta.

“No dia 17, o conselho de administração da ‘Orio’ deve dar o aval”, especificou o responsável, lembrando que o Governo de Cabo Verde já se comprometeu com o financiamento da outra parte de 65% do investimento.

“O Governo, por seu lado, já solicitou à OFID, que é um fundo da OPEP, cerca de 50 a 55 por cento do investimento restante, ou seja a estratégia existe e já há uma resposta da OFID a garantir esse percentual, e o Governo já concordou com as condições apresentadas”, diz.

Jorge Maurício indicou que as três partes “estão em sintonia” e que cada uma já sabe com o que poderá contar, numa “combinação perfeita” e com o “conforto do Governo” para que “as coisas marchem”.

Assim, com a montagem financeira em vias de conclusão, a fase seguinte será a de preparação de toda a documentação do concurso e dos estudos atinentes.

“Ainda em 2018 podemos lançar o concurso para a execução da obra e, após isso, com os timings próprios, pensamos que em 2019 poder-se-á dar início às obras de construção do terminal de cruzeiros, numa perspectiva realista”, assegura.

Trata-se, segundo o PCA da Enapor, de um projecto “muito importante” para a economia de Cabo Verde, no entendimento do Governo, pois o terminal de cruzeiros vai ser naturalmente uma zona de expansão do Porto Grande, neste momento “bastante congestionado” com a actividade da pesca e de movimentação da carga convencional, entre outros factores.

Jorge Maurício lembrou ainda que o terminal é projectado numa perspectiva também económica, um “investimento estratégico” para o país porque vai gerar “mais negócio, mais turista”, sendo desenvolvido para os mercados de São Vicente e de Santo Antão, permitindo diversificar a oferta, ou seja, a mesma escala a promover dois destinos.

Números avançados pelo responsável da Enapor indicam que, actualmente, só em São Vicente, os navios de cruzeiros “deixam mais de 4 milhões de euros” e que os turistas gastam entre 30 a 40 euros por pessoa, e com uma margem de progressão “muito favorável” por se tratar de um negócio que “cresce todos os anos” a nível mundial.

O terminal de cruzeiros projectado para o Porto Grande de São Vicente terá dois berços de 400 e 350/300 metros, respectivamente, uma profundidade máxima de 11 metros, e será servido por uma gare marítima para passageiros, uma vila turística junto à marginal que vai ter lojas, free-shops, restaurantes, bares, pequenos museus e souvenirs. 

quinta, 09 março 2017 07:52

4 Comentários

  • Fredy domenech dos santos 14-03-2017 Reportar

    O jose luis tavares santiago e praia ja estao bem gordos. Igual a porcos alimentados para o sacrificio. Deixa a ilha de todos nos comer um bocadinho tambem ne. O governo de mpd se continuase nesta mesma linha de ver para o todo nacional, vao governa cabo verde durante mais 20 ou 30 anos. Um abraso

  • Comem Tudo e Não deixam nada 11-03-2017 Reportar

    É um roubar a S. Vicente que nunca mais acaba, sempre que se tem a presunção de construir alguma coisa aparecem os inimigos de S. Vicente a oporem-se.O terminal de cruzeiros e bem assim o cais de pesca da Cova de Inglesa, foram ambos financiados em 200 milhões dólares pelo Governo japonês que o JMN levou para a Praia e Santiago, vem agora o tal José Luis Tavares com palpites.... este terminal não sairá nunca do papel. Para esse Sr. Tosé L.Tavares é bom não esquecer que a 1ª tranche dos 100 milhões dólares do MCA ficaram na Praia com a construção do Porto, já pensou se isto acontecesse numa ilha que não fosse Santiago? Agora com o Orçamento de Estado para 2017 veja o que coube St.Catarina e a Ilha de Santiago e quanto coube S.Vicente, penso que estamos conversados

  • José Luís Tavares 10-03-2017 Reportar

    Segundo lógica, Praia devia ter imediatamente o seu terminal de cruzeiros já que os mesmos cruzeiros vêm tb para Praia, aliás querem ir principalmente a Santiago, Fogo, S.Antao e Maio. Caso ter que ser feito á força como está sendo espero que o governo faça o mais imperioso que é o novo porto do Maio, um no interior de Santiago terminar os de Boavista e Sal, rebocadores para Praia e Sal . Estes são a prioridade no domínio portuária que as ilhas e o povo C.Verde estão e exigir e não seguir um governo e dirigente bairristas que vieram ao setor para tratar exclusivamente do mar das suas ilhas!
    Abaixo a atual governação do mar, dos carnavais e que venha a regionalização para que cada um pague o luxo sem retornos que cada uma ilha exige. Cada um que se governe, goze do seu emprego e do desenvolvimento do seu mar, carnavais etc.

  • Ricoh Lopes 09-03-2017 Reportar

    Este projecto é importante para Cabo Verde e para São Vicente, mas marca também, o principio do fim da gestão de Carlitos Fortes na Enapor. O fulano, subiu no estribo e foi ao Jornal Semana acusar o Governo de negligência que, segundo, colocava em perigo o co-financiamento da Holanda. Obviamente que Carlitos estava ao serviço (sujo) do Paicv que o orientou a trazer para a praça pública um complexo sistema de engenharia financeira deste projecto. Se achando o rei da cocada negra, o rapaz fez frete ao Paicv e pagou com o lugar a deselegância em relação ao ministro da Economia. Agora o sujeito, tal como todos os administradores do Paicv choram, fazem abaixados assinados.

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