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Sociedade cabo-verdiana alegadamente usada para pagar comissão a Bruno de Carvalho

Bruno de Carvalho Bruno de Carvalho

Sociedade cabo-verdiana terá alegadamente servido de transmissora de 250 mil euros que foram depois entregues ao presidente do Sporting.

 

A acusação foi entregue na Procuradoria-geral da República, em Portugal, pelo antigo dirigente do Sporting, Paulo Pereira Cristóvão. O Ministério Público está a investigar os contornos da transferência do jogador japonês Junya Tanaka para o Sporting, em 2014. Fonte oficial da Procuradoria-Geral da República confirmou ao DN que foi recebida uma denúncia, que deu origem a um inquérito que decorre no DIAP de Lisboa. "Encontra-se em investigação, não tem arguidos constituídos e está sujeito a segredo de justiça".

A notícia é avançada esta quarta-feira pelo Correio da Manhã, que escreve que Tanaka foi proposto ao Sporting por 500 mil euros mas que o negócio acabara por ser concretizado por 750 mil, devido a uma comissão de 250 mil euros que seria paga ao presidente do Sporting, Bruno de Carvalho.

A denúncia foi apresentada na PGR a 7 de Julho por Pereira Cristóvão e alega que João Carlos Pinheiro, empresário de jogadores que esteve registado na Guiné-Bissau, e que se intitulou representante de Bruno de Carvalho nas negociações, pediu a verba ao agente Paulo Emanuel Mendes para a entregar ao presidente do Sporting, depois de o dinheiro passar por uma sociedade em Cabo Verde.

A denúncia refere que aquele "esquema" já teria sido utilizado noutras oportunidades e que Bruno de Carvalho era sócio da referida empresa cabo-verdiana.

Além de Paulo Emanuel Mendes e João Carlos Pinheiro, terão participado nas negociações Paulo Pereira Cristóvão e o treinador Carlos Azenha, que depois se afastaram do negócio, indica a documentação na PGR.

O presidente do Sporting já reagiu à notícia, escrevendo um longo texto no Facebook e frisando que "é deplorável que o ex-sócio Paulo Pereira Cristóvão venha tentar desestabilizar o nosso trabalho e o Clube com uma queixa ao MP que está, seguramente, no top três das mais estúpidas que tenho visto ultimamente".

Bruno de Carvalho garante que não tem qualquer empresa, "ou parte de empresa ou participação em empresa em nenhuma parte do mundo" e que, a propósito da transferência de Tanaka, "nunca o agente João Pinheiro ou a sua empresa tiveram qualquer envolvimento na transferência do jogador para o Sporting Clube de Portugal. Os envolvidos foram a empresa Bisc do agente espanhol John Baez que detinha os direitos económicos do atleta, e uma figura estranha de nome Paulo Emanuel Mendes (que mais tarde vieram dizer-me ter ligações a Paulo Pereira Cristóvão) que em boa hora acabou por não ter qualquer papel no negócio, e o Kashiwa Reysol, clube japonês em que Tanaka estava inscrito e por isso detinha os direitos federativos".

O presidente do Sporting acrescenta ainda que "o agente fez-nos saber que o preço era 750 mil euros. É bom saber que estávamos numa época em que o TPO ainda era permitido. Assim sendo, o negócio fez-se pelos 750 mil euros, sendo que 500 mil foram para a Bisc pelos direitos económicos e 250 mil para o Reysol para pagar os direitos federativos. Ou seja, não houve nenhuma alteração como se pretende fazer crer na queixa".

quarta, 08 novembro 2017 10:45

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