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São Vicente/ Baía das Gatas: Alborosi encerrou segundo dia ao ritmo do reggae

São Vicente/ Baía das Gatas: Alborosi encerrou segundo dia ao ritmo do reggae Inforpress

O reggae ritmou os últimos momentos do segundo dia do festival, às 06:00, interpretado por Alborosi, tido por “siciliano mais jamaicano do mundo”, numa alusão à Sicília (Itália), onde nasceu, e à Jamaica, onde “bebeu” a cultura rastafari.

 

Na sua estreia num festival em Cabo Verde, Alborosie tratou, então, de revistar em pouco mais de hora e meia vários temas sucesso de uma carreira que iniciou aos 15 anos quando fundou a banda “Reggae National Tickets”.

Numa actuação “corrida”, a palavra obrigado, que pronunciava no fim de cada tema, servia de ligação ao seguinte, ou seja, não houve espaço para diálogos com a plateia, pois que a música “correu solta”.

O segundo dia do festival, a temperatura conheceu um movimento ascendente com Anselmo Ralph, passou pelos ritmos do Carnaval, com Dudu Nobre (Brasil), Constantino Cardoso e Anísio, até chegar a Djodje.

Três anos depois, o angolano Anselmo Ralph regressou ao festival e, basicamente,  a mesma aceitação e empatia com os fãs da Baía das Gatas, que registou mais uma grande enchente, a fazer jus aos sábados do encontro musical que já vai na 33ª edição.

A fusão do Carnaval, com a mistura de executantes do Brasil e de Cabo Verde resultou, o samba invadiu a baía com as vozes de Dudu Nobre (Brasil), Constantino Cardoso e Anísio, e o público tirou os pés do chão.

O sambista brasileiro manifestou adoração pelo público, elogiou os companheiros cabo-verdianos do palco e, no fim, prometeu regressar, ele que que vê um “futuro promissor” no Carnaval de São Vicente.

Um problema técnico na mesa de som logo após a actuação de Dudu Nobre criou impaciência no público, que assobiou, antes da actuação de Djodje.

 

Djodje, o mais aguardado na noite

Problema resolvido, chegou Djodje, muito aguardado, já se vê, um regresso dois anos depois, e uma legião de fãs a acompanhar do primeiro ao último acorde, com a baía “cheia que nem um ovo”.

Abriu a actuação com um espectáculo pirotécnico, depois percorreu os grandes sucessos da carreira até aos temas do mais recente disco  “Check-in”, com o público fiel sempre em coro.

Djodje é, de facto, um caso sério e, atenção, galvaniza pessoas de diversas gerações, como quem desmente aqueles que o colam aos “teenagers”.

Para hoje, último dia do festival, a programação contempla a actuação de DJ e de diversos grupos de São Vicente, com o projecto que conta a história do Hip-Hop, na ilha, ao que segue o encontro de novas vozes da ilha, que incluiu Débora Paris, Odailine Tavares, Dainira Veríssimo, Josimar Gonçalves, Sílvia Medina e Joceline Medina.

Estão previstas ainda de Élida Almeida, Ferro Gaita, Calema e o brasileiro Naldo Benny, que encerra a 33ª edição do Festival Internacional de Música da Baía das Gatas.

 

domingo, 13 agosto 2017 09:57

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