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São Vicente/Baía das Gatas: Joelma encerrou primeiro dia do festival

São Vicente/Baía das Gatas: Joelma encerrou primeiro dia do festival Inforpress

A cantora brasileira, Joelma encerrou o primeiro dia do festival, que teve a abertura “em grande” da fadista portuguesa, Mariza.

 

Um dos momentos altos da actuação surgiu, quando Mariza ainda cantava o tema “Beijo de sodade” e, do palco, vislumbrou Tito Paris na zona reservada aos fotógrafos, enviou beijos, saudou o seu amigo e recebeu uma vibrante saudação do músico cabo-verdiano.

Depois Tito Paris subiu ao palco e a banda volta a interpretar o tema “Beijo de sodade”, agora com as vozes de Mariza e Tito Paris, grande momento da noite.

Da diáspora chegou ao palco as vozes de Titina, Maria Alice e Ana Firmino, de Portugal, Toi Cabecinha, dos EUA, e ainda o violão de Armando Tito, de Portugal, a que se juntaram o pianista Chico Serra e a voz de Jorge Sousa, estes dois últimos “pratas da casa”.

Proporcionaram, ao longo de cerca de duas horas um desfile de mornas e coladeiras, sobretudo, temas de sucesso de sempre do folclore cabo-verdiano, actuações que, de uma forma geral, agradaram um público específico que todos os anos já se habituou a este tipo de desfile de vozes e sons.

Ademais, trata-se de nomes firmados no universo musical das ilhas e que  impõem respeito, quer pela qualidade, quer pelo percurso.

Chico Serra, por exemplo,  que abriu o palco do grupo de sete artistas do Encontro de Vozes, dominou o seu piano por cerca de 20 minutos, Ana Firmino lembrou Paulino Vieira com o tema “Un cria ser poeta” e Titina cantou a “Noite de Mindelo”.

Maria Alice trouxe temas de Toi Vieira e Armando Tito, “o dedilhador das ilhas”, com o seu violão ao peito fez malabarismos e confessou: “Estou emocionado, é a minha primeira vez neste festival, estou muito feliz”.

Toi Cabecinha encerrou com um tema latino-americano, após cantar duas mornas.

Badoxa chegou logo a seguir e Baía das Gatas voltou a “fazer barulho” não fosse ele o interprete de estilos tipo tarraxinha, zouk e kizomba, que caem que nem uma luva no gosto da juventude que, às 03:30, dominava o areal da praia da baía.

Mandou tirar os pés do chão, acender os telemóveis, cantar e pular e, após desfilar vários temas que o tornaram conhecido em Cabo Verde, concluiu a actuação de hora e meia com o sucesso “Controlá”, contado em uníssono pela Baía das Gatas.

Faltavam 12 minutos para as 07:00 da manhã de hoje quando a brasileira Joelma despediu-se do público da Baía das Gatas debaixo de um muito aplauso, após cerca de duas horas de espectáculo classificado de electrizante.

E foi saltar e cantar e interagir, num casamento perfeito com o público que, estoicamente, aguentou e acompanhou a artista até a última canção.

Joelma que regressou ao Festival da Baía das Gatas quatro anos depois, encontrou, portanto, um público fiel, que tinha na ponta da língua as letras de todas as canções.

Mesmo que tenha apresentado um espetáculo baseado em temas  dos dois mais recentes álbuns desde que empreendeu uma carreia a solo, em 2016, após o “divórcio” com a Banda Calypso, que integrou durante dezasseis anos, o certo é que o estilo manteve-se e este é bem conhecido do público da Baía das Gatas.

O momento alto ocorreu quase no final da actuação da artista brasileira, quando ela surgiu no palco envolvida nas bandeiras de Cabo Verde e do Brasil, para alegria do público.

A festa continua logo mais, a partir das 21:00, quando subirem ao palco um grupo de DJ locais, ao que se lhes seguem as actuações do angolano Anselmo Ralph, Carnaval com Dudu Nobre, que convida Constantino Cardoso e Anísio, Djodje, e o reggae-man Alborosie, que baixa o pano no segundo dia.

 

sábado, 12 agosto 2017 12:38

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