Expresso das Ilhas

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Carol Castiel: A herança judaica é parte da identidade cabo-verdiana

A presidente do Projecto de Preservação da Herança Judaica em Cabo Verde, Carol Castiel, encontra-se no arquipélago para dar seguimento aos trabalhos de reabilitação e preservação dos cemitérios judaicos existentes em Santiago, Santo Antão e Boa Vista. Em conversa com o Expresso das Ilhas, Carol Castiel faz o balanço das obras realizadas que abrangem não só o restauro dos vestígios físicos, como a parte documental, visando preencher a lacuna no campo da investigação sobre a presença judaica.

 

 

Expresso das Ilhas – Como decorre o projecto para a preservação da herança judaica em Cabo Verde? 

Carol Castiel – Estou em Cabo Verde desde 24 de Julho e o objectivo desta visita é dar seguimento ao nosso trabalho de reabilitação e preservação dos cemitérios judaicos nas três ilhas com maior herança hebraica. Aqui, em Santiago, as campas judaicas que foram restauradas no Cemitério da Várzea, em Maio de 2013. Em Santo Antão, Penha de França e o Cemitério de Ponta do Sol. E na Boa Vista vamos averiguar a situação do cemitério judaico que está em vias de reabilitação. Desde 2013, muita coisa positiva tem acontecido. O Projecto de Preservação da Herança Judaica em Cabo Verde (PPHJCV) tem conseguido apoio do World Monuments Fund (WMF), uma organização sem fins lucrativos sediada em Nova Iorque, cujo objectivo é preservar monumentos no mundo inteiro. Eles têm um departamento que trata dos projectos da herança judaica.  O WMF assinou um acordo com o PPHJCV, especialmente na área de documentação. Portanto, a nossa organização está em estreita parceria não só com o governo e as câmaras municipais de Cabo Verde, mas também com os descendentes e todos os amigos que queiram preservar esta parte da identidade cabo-verdiana que é a parte judaica. Neste sentido, queremos não só restaurar os vestígios físicos como os cemitérios, mas também documentar a história dos judeus, vindos principalmente de Marrocos (Rabat, Tanger, Tétouan e Mogador - actual Essaouira), porque eles foram realmente alguns dos alicerces das comunidades judaicas em Cabo Verde no século XIX. Então o World Monuments Fund financiou a contratação de uma historiadora que esteve o ano passado em Cabo Verde. Ela chama-se Ângela Sofia Benoliel Coutinho, é cabo-verdiana descendente de famílias judaicas e reside actualmente em Lisboa. Com o financiamento do World Monuments Fund, através do Projecto de Preservação da Herança Judaica em Cabo Verde, tem consultado arquivos em Portugal, em Londres e, ultimamente, em Marrocos e Gibraltar para justamente conhecer melhor a pista desses primeiros imigrantes. Ela pretende, com o nosso financiamento, escrever um livro que irá seguramente beber nos outros livros que já foram escritos sobre essa temática. Por exemplo, o livro da Cláudia Correia que faz um inventário da presença judaica, mas que ainda não está muito completo. Portanto, a historiadora Ângela Benoliel Coutinho vai continuar esse trabalho já feito, tentando alargá-lo com recurso aos materiais espalhados pelos arquivos. E naturalmente vai fazer outras leituras históricas. Estou agora em Cabo Verde com o representante do World Monuments Fund, o Sr. Benjamin Jeffs que é um arqueólogo perito na preservação dos monumentos históricos, especialmente de cemitérios. Ele tem trabalhado no mundo inteiro, especialmente na Índia, nesta área especifica. Ele traz um valor acrescido ao trabalho desenvolvido pelo Projecto para Preservação da Herança Judaica. Transmitimos os seus conselhos às câmaras municipais que estão a trabalhar connosco na restauração dos cemitérios. Porque a nossa organização, apesar de estar sediada nos Estados Unidos, trabalha estreitamente com os parceiros locais. Nomeamos agora a Sofia Oliveira Lima como representante do Projecto de Preservação e temos planos de expandir. Mas temos uma rede informal grande de descendentes e de pessoas amigas do Projecto. Portanto, o nosso trabalho é a preservação física dessa herança e dar seguimento ao trabalho que começamos. Fui agora a Santo Antão para me inteirar dos trabalhos em Ponta do Sol e Penha de França e constatei que estamos muito avançados naquela ilha. Daqui a pouco  [a entrevista foi realizada no dia 30] eu e o Benjamin [Jeffs] vamos a Boa Vista falar com a autarquia local e o nosso empreiteiro sobre o curso dos trabalhos. Portanto, estamos aqui para superar os problemas existentes, para que possamos fazer realmente um trabalho duradouro que possa resistir às intempéries do tempo e, por outro lado, temos planos de manutenção para ajudar o país a conservar esses monumentos. Estamos interessados em que esses monumentos sejam abertos ao público para que sejam mais facilmente compartilhados com turistas que queiram conhecer a herança judaica em Cabo Verde.

 

Os judeus de Cabo Verde vieram maioritariamente dos Marrocos. As autoridades desse país têm conhecimento do Projecto de Preservação da Herança Judaica?

Dou-lhe apenas um exemplo de um caso extraordinário. No mês de Abril acompanhei a Marrocos a historiadora Ângela Coutinho e ali encontramo-nos com o nosso patrocinador, Sr. Andre Azoulay, que é membro do nosso conselho e também  conselheiro do Rei dos Marrocos.  Foi uma visita muito frutífera, a Ângela Coutinho conheceu o arquivista do Reino de Marrocos e tivemos vários encontros com académicos do país. Tivemos também um encontro com o ministro dos assuntos relacionados com os marroquinos residentes no estrangeiro, Sr. Anis Birrou. Ele ficou muito sensibilizado com o Projecto de preservação da Herança Judaica em Cabo Verde, por saber que há muitos descendentes de judeus marroquinos aqui no país, que são nossos parceiros e dos quais dependemos para assistência e para escrever a história. Então ele convidou, através da nossa organização, uma delegação desses descendentes cabo-verdianos, os quais tive o prazer de acompanhar a Marrocos no mês de Junho. Acho que é um gesto muito bonito. O ministro vê os descendentes dos judeus marroquinos em Cabo Verde como se fossem eles mesmos diáspora marroquina. Foi de uma generosidade incrível. Queria dar a esses descendentes cabo-verdianos a oportunidade de conhecerem os lugares de memória dos seus antepassados. Fomos a expensas do Reino de Marrocos visitar as cidades de Rabat, Tanger, Tétouan e Mogador (actual Essaouira). Foi uma experiência muito gratificantes para todos nós. Os próprios marroquinos ficaram muito impressionados com a nossa visita. Penso que esta aproximação tem vantagens que nem mesmo podemos avaliar em termos de benefícios e em termos de cooperação Cabo Verde/Marrocos. Isto é uma outra história, mas Cabo Verde podia reforçar esses laços já que existem agora voos directos entre Casablanca e Praia. Os descendentes dos judeus marroquinos são mais um laço importante que liga os dois povos. 

 

Durante esta sua estadia em Cabo Verde visitou primeiramente os dois cemitérios judaicos de Santo Antão. Como vão os trabalhos?

Os projectos em Santo Antão estão a decorrer de uma forma maravilhosa. O nosso parceiro principal é obviamente a Câmara Municipal da Ribeira Grande que tem no terreno uma equipa extraordinária. Quando estivemos aqui, em Maio de 2013, propusemos à equipa camarária o projecto. Eles apresentaram o projecto que foi aprovado pelo conselho de administração e logo de seguida começaram a trabalhar. Já têm dois terços das obras terminadas. Eles recuperam Penha de França que tinha sido anteriormente recuperado graças ao empenho de um grande amigo meu, Januário Nascimento, parceiro desde o início do nosso projecto através da organização a que preside ADAD (Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento) e com financiamento da PROMEX (Centro de Promoção Turística, do Investimento e das Exportações, actual Cabo Verde Investimentos). Mas isso foi em 1998. Desde então o cemitério de Penha de França deteriorou-se. Então o Projecto de Preservação da Herança Judaica entrou para recuperar esses túmulos. E esperamos que essa recuperação seja mesmo para durar. Portanto, não posso sublinhar suficientemente o aspecto da manutenção. Sei que todas as câmaras entendem isso, mas nós queremos reforçar esta ideia. Porque é muito bonito cortar uma fita numa cerimónia de inauguração, mas o mais importante é o seguimento: preservação e manutenção, para que os cabo-verdianos, os operadores turísticos, as câmaras municipais e o governo possam conservar esses monumentos. Para que o país possa acolher turistas e desses turistas possa receber recursos para que o projecto seja auto-suficiente. Portanto, o projecto em Santo Antão está a decorrer lindamente e há forte engajamento da autarquia local. O presidente Orlando Delgado prometeu que vai submeter ao governo uma proposta para declarar os cemitérios judaicos de Ribeira Grande como património municipal cultural. Seria óptimo se o governo aprovasse. Na reunião que mantivemos com o presidente da Câmara Municipal da Praia solicitamos ao Sr. Ulisses Correia e Silva que submetesse ao governo a mesma proposta. A ideia é proteger legalmente esses monumentos para garantir a sua preservação no tempo.

 

Os nossos investigadores acentuam o nosso passado escravocrata, negligenciado a herança judaica em Cabo Verde. Com razão?

Eu penso que o judeu e o cabo-verdiano, independentemente se é de descendência judaica, têm muita coisa em comum. O judeu é um povo da diáspora, o cabo-verdiano é um povo da diáspora. O judeu é um povo resistente e o cabo-verdiano é também um povo resistente. Ambos têm uma maneira de sobreviver, onde quer se encontrem. Podemos estabelecer mais paralelos. E é justamente o que o Projecto de Preservação da Herança Judaica quer fazer aqui: tentar preencher esta lacuna no campo da investigação. Por isso é que estamos a promover a documentação da presença judaica. Muita gente conhece mal a nossa história: pensam que os judeus chegaram a Cabo Verde no século XVI, que eram cristãos novos, etc. Não, o nosso projecto está mais focalizado no século XIX, quando esses judeus vieram principalmente dos Marrocos e Gibraltar. Ao contrário dos cristãos novos, eles não escondiam a sua identidade. Eram: Cohen, Levy, Benchimol, Wahnon, Benoliel, Pinto, etc. De facto, esses judeus chamados sefarditas eram pouco numerosos, mas deram um contributo muito desproporcional ao seu número. Então nós vimos que há uma lacuna que ainda não foi preenchida, a despeito da historiadora Cláudia Correia que fez um trabalho pioneiro de inventariar a presença judaica em Cabo Verde. Mas não é suficiente. Porque é que não se ensina nos manuais escolares esta história? Depois da conclusão da documentação da presença judaica em Cabo Verde a cargo de Ângela Coutinho e outros, gostaríamos de disponibilizar esses estudos para que se calhar o próprio Ministério da Educação passasse a incluir nos manuais um pequeno capítulo dando conta que especialmente no século XIX vieram judeus dos Marrocos e Gibraltar e deram o seu contributo para este país. David Benoliel é citado no livro do Sr. José Vicente Lopes sobre o ex-presidente Aristides Pereira. Ele disse: “qualquer que fosse o administrador que o governo de Portugal destacasse, mal ele chegasse estava automaticamente subordinado ao David”. David Benoliel abastecia a ilha da Boa Vista. É recordado na sua ilha como um homem bondoso, que deu emprego a muitos cabo-verdianos. Por isso o Projecto de Preservação da Herança Judaica quer dar o seu pequeno contributo para o preenchimento do capítulo da identidade múltipla do cabo-verdiano. É certo que o cabo-verdiano é resultado da mestiçagem entre portugueses e africanos, mas tem também essa herança judaica.

sábado, 08 agosto 2015 06:03

6 Comentários

  • Luis Fermino 10-03-2017 Reportar

    Quero felicitar pelo excelente trabalho que vocês têm realizado.
    Gostaria de poder trocar alguma correspondecia com alguém que me ajude nas minhas pesquisas para complementar a árvore genealógica da minha família.

  • João Benrós 21-08-2015 Reportar

    Continuação da lista : 243 Família Fermino, 244 Família Dono, 245 Família Bilac, 246 Família Miranda, 247 Família Couto, 248 Família Vincenzo, 249 Família Nogueira, 250 Família Gonzaga, 251 Família Napoleão, 252 Família Areal, 253 Família Luz, 254 Família Bonifácio, 255 Família Bala, 256 Família Câncio 257 Família Lucas, 258 Família Inocêncio, 259 Família Piedade, 260 Família Monte, 261 Família Candeia, 262 Família Natividade, 263 Família Campos, 264 Família Cid, 265 Família Roque, 266 Família Delacth, 267 Família Camilo, 268 Família Afonseca, 269 Família Alves, 270 Família Lobo, 271 Família Coelho, 272 Família Pacheco, 273 Família Pio, 274 Família Trigueiro, 275 Família Araújo, 276 Família Mello, 277 Família Baía, 278 Família Juff, 279 Família Vezo, 280 Família Mestre, 281 Família Ramalho, 282 Família Pascoal, 283 Família Ganeto, 289 Família Nunes, 290 Família Francês, 291Família Gothe, 292Família Rebelo, 293 Família Gemié, 294 Família Batalha, 295 Família Socorro, 296 Família Cabaço, 297 Família Amaral, 298 Família Paiva, 299 Família Cunha, 300 Família Jenner, 301 Família Meireles, 302 Família Amador, 303 Família Damasceno, 304 Família Ben Hare, 305 Família Soifer, 306 Família Benoni, 307 Família Baleno, 308 Família Faial,

  • Tina 17-08-2015 Reportar

    muitas familias mas voce nao mencionou nem um decimo das familias da Brava que sao descendentes de franceses portugueses italianos e alemaes

  • João Benrós 09-08-2015 Reportar

    Os cidadãos CABOVERDEANOS têm também a Genealogia familiar e racial de ascendência Judaica e Europeia (França-Itália-Alemanha-Inglaterra-Espanha-Bélgica e Portugal)!
    Aqui, estão a lista de APELIDOS de famílias cabo-verdianas de e com raça e sangue judaica e europeia.
    1 Família Anahory, 2 Família Além, 3 Família Bordja, 4 Família Viúla, 5 Família Timas, 6 Família Ápolo, 7 Família Benoliel, 8 Família Cohen, 9 Família Chantre, 10 Família Levy, 11 Família Bentubo, 12 Família Brigham, 13 Família Ben David, 14 Família Benrós, 15 Família Leboucher, 16 Família St Aubyn, 17 Família Soulé, 18 Família Abu Raya, 19 Família Ben Hur, 20 Família Benchimol, 21 Família Lubrano, 22 Família Rocheteau, 23 Família Handem, 24 Família Nhelas, 25 Família Sança, 26 Família Hamelberg, 27 Família Freitas, 28 Família Bettencourt, 29 Família Dupret, 30 Família Spencer, 31 Família Marques, 32 Família Amado, 33 Família Estrela, 34 Família Ludgero, 35 Família Rendall, 36 Família Rivera, 37 Família Koenig, 38 Família Barber, 39 Família Coutinho, 40 Família Melo, 41 Família Spinola, 42 Família Leite, 43 Família Dantas, 44 Família Mauricio, 45 Família Livramento, 46 Família Freire, 47 Família Mascarenhas, 48 Família Delgado, 49 Família Moreno, 50 Família Castro, 51 Família Anjos, 52 Família Querido, 53 Família Mota, 54 Família Sabino, 55 Família Morais, 56 Família Camacho, 57 Família Vasconcelos, 58 Família Leitão, 59 Família Nobre, 60 Família Ferro, 61 Família Moura, 62 Família Medina, 63 Família Rosário, 64 Família Linhares, 65 Família Robalo, 66 Família Pimentel, 67 Família Schofield, 68 Família Widmer, 69 Família Carreira, 70 Família Moniz, 71 Família Quirino, 72 Família Landim, 73 Família Sena, 74 Família Brandão, 75 Família Silos, 76 Família Lélis, 77 Família Mões, 78 Família Sá Nogueira, 79 Família Salazar, 80 Família Ferro, 81 Família Curado, 82 Família Tolentino, 83 Família Caldeira, 84 Família Barradas, 85 Família Salomão, 86 Família Castanheira, 87 Família Sequeira, 88 Família Verona, 89 Família Leal, 90 Família Canto, 91 Família Vera Cruz, 92 Família Macedo, 93 Família Brazão, 94 Família Lomba, 95 Família Monroy, 96 Família Faria, 97 Família Pinheiro, 98 Família Mariano, 99 Família Romualdo, 100 Família Lizardo, 101 Família Marçal, 102 Família Alfama, 103 Família Rezende, 104 Família Modesto, 105 Família Baessa, 106 Família Mosso, 107 Família Belchior, 108 Família Ortet,109 Família Família Velhinho, 110 Família Melício, 111 Família Mesquitela, 112 Família Canuto, 113 Família Montrond, 114 Família Vicente, 115 Família Paris, 116 Família Lisboa, 117 Família Dores, 118 Família Paiva, 119 Família Assunção, 120 Família Paixão, 121 Família Xavier, 122 Família Espirito Santo, 123 Família Gibau, 124 Família Fidalgo, 125 Família Deus, 126 Família Centeio, 127 Família Asenção, 128 Família Valadares, 129 Família Faustino, 130 Família Passos, 131 Família Silveira 132 Família Anes 133 Família Maximiniano 134 Família Agues, 135 Família Saad, 136 Família Amante, 137 Família Rosa 138 Família Nascimento 139 Família Azevedo, 140 Família Garcia 141 Família Burgo, 142 Família Amarante, 143 Família Jardim, 144 Família Castelo Branco, 145 Família Carvalho, 146 Família Pinto, 147 Família Figueira, 148 Família Sapinho, 149 Família Cardoso 150 Família Jesus 151 Família Carrilho, 152 Família Simas, 153 Família Matos, 154 Família Quintino, 155 Família Craveiro 156 Família Zego, 157 Família Novais, 158 Família Moeda, 159 Família Figueira, 160 Família Salomão, 161 Família Aguiar, 162 Família Carvalhal, 163 Família Colito, 164 Família Benjamim, 165 Família Palavra, 166 Família Dongo, 167 Família Bosco, 168 Família Português, 169 Família França, 170 Família Segredo, 171 Família Tomar, 172 Família Teque, 173 Família Valcorba, 174 Família Carmo, 175 Família Alvarenga, 176 Família Alinho, 177 Família Aleixo, 178 Família Fragoso, 179 Família Morazzo, 180 Família Mesquita, 181 Família Camões,182 Família Vinícula, 183 Família Dom, 184 Família Santiago, 185 Família Parente, 186 Família Vieira, 187 Família Braga, 188 Família Horta, 189 Família Mendonça, 190 Família Loff, 191 Família Custódio, 192 Família Saldanha, 193 Família Claridosa 194 Família Romano, 195 Família Galina, 196 Família Alcântara 197 Família Souto 198 Família Rosado 199 Família Salgado 200 Família Évora, 201 Família Reis, 202 Família Dias, 203 Família Garcia, 204 Família Meneses, 205 Família Advino 206 Família Evangelista 207 Família Baptista 208 Família Silves 209 Família Madeira 210 Família Cordeiro, 211 Família Coronel, 212 Família Mett, 213 Família Cupertino 214 Família Dilúvio, 215 Família Nazoliny, 216 Família Férrer, 217 Família Galvão, 218 Família Bento, 219 Família Piloto, 220 Família Prado, 221 Família Letria, 222 Família Gominho, 223 Família Queijas, 224 Família Queirós, 225 Família Cansado, 226 Família Leão, 227 Família Magno, 228 Família Fialho, 229 Família Almada, 230 Família Wanhon, 231 Família Schacht, 232 Família Hopffer 233 Família Motta 234 Família Raimundo 235 Família Calazans 236 Família Zacarias 237 Familia Barcelos 238 Família Leger, 239 Família Morbey, 240 Família Cavaco 241 Família Frederico Família Faial 242 Família Romualdo

  • loje 08-08-2015 Reportar

    Um link interessante sobre a história de judeus em Cabo Verde desde 1460 época dos descobrimentos portugueses.
    http://www1.umassd.edu/specialprograms/caboverde/jewslobban.html

  • Gladstone Germano 08-08-2015 Reportar

    Obra meritória.De qualquer modo não se esqueçam do cemitério judeu da Tabuga em São Nicolau, que é o mais bem conservado de Cabo Verde. A única sepultura que não tem inscrições em idiche é a do Sr.Salomão (morreu na década de 60/70 do século XX),mas os seus descendentes directos vivem na Vila da Ribeira Brava,como por exemplo o sr.António Areal Alves (a quem peço desculpa por citar), que certamente
    terá prazer em colaborar convosco no vosso grande trabalho sobre a História da Herança Judaica de Cabo Verde. Muitos parabéns pela iniciativa e bom trabalho.

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