O secretário-geral do PAICV sublinhou que é inaceitável o apelo ao bairrismo e à regionalização de São Vicente e acusou a edilidade local de ser incompetente para conduzir de forma eficaz o destino da ilha, o que, no seu entender, constitui um obstáculo na busca de melhores soluções para o desemprego na ilha.
Uma missão empresarial cabo-verdiana participa de 23 a 26 de Maio na XV edição da Expomar, que reúne em Burela, Espanha, empresários e profissionais do sector náutico-pesqueiro mundial, avançou a agência noticiosa cabo-verdiana.
O gestor do departamento de promoção empresarial da Câmara de Comércio de Barlavento/Agremiação Empresarial (CCB/AE), Gil Costa, disse que este evento tem tido uma “importante contribuição” na economia marítima de São Vicente, mais particularmente no aumento do volume de negócios de empresas que integram a comunidade portuária da ilha.
A deslocação desta missão empresarial a Espanha, segundo Gil Costa, é de “extrema importância” também para a criação de relacionamento entre empresários e o planeamento de parcerias empresariais no sector da economia marítima cabo-verdiana”.
De acordo com o programa de deslocação, a missão vai, paralelamente à feira, manter contactos com expositores e autoridades de Espanha, visando a troca de experiências no domínio do sector marítimo, numa altura que o Governo de Cabo Verde pretende implementar o projecto do “Cluster de mar”.
A Expomar, segundo a organização do evento, tem sido uma plataforma comercial de “elevada qualidade, potenciando aos expositores e visitantes, num único espaço, as melhores oportunidades de negócio e de acesso a tecnologias de ponta do sector”.
A missão empresarial cabo-verdiana é integrada pelos responsáveis da Direcção-Geral das Pescas (DGP), da Empresa Nacional de Combustíveis (Enacol), dos Portos de Cabo Verde (Enapor), da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), da Agência de Navegação de Cabo Verde (Limage), e outras empresas.
O novo secretário-geral (SG) do PAICV, Júlio Correia, disse esta quarta-feira, que o seu partido, enquanto poder, tem interesse numa parceria institucional e “diálogo incrementado” com a Presidência da República.
O novo SG do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder) fez estas declarações à saída de um encontro com o chefe de Estado, Jorge Carlos Fonseca, a quem, segundo ele, a delegação do PAICV foi dar a conhecer as “principais decisões” saídas do último Congresso do partido realizado nos dias 19, 20 e 21 de Abril, na Cidade da Praia sob o lema “Por Cabo Verde: uma nova ambição”.
Segundo Júlio Correia, a sua comitiva foi ainda à Presidência da República informar a Jorge Carlos Fonseca sobre uma moção de estratégia sufragada pelos congressistas e que tema ver com a continuidade da agenda de transformação de Cabo Verde que o Governo apresentou ao país.
O novo SG do PAICV negou que foi à Presidência da República informar a Jorge Carlos Fonseca sobre qualquer pacto político-partidário para se combater a crise.
Adiantou, porém, que o seu partido, através do Governo, quer que em “questões fundamentais” da República haja um pacto de regime, de modo a permitir que o“país e os partidos políticos possam falar a uma única voz”.
“O PAICV sempre tem defendido que em questões de regime o país deve unir-se”, sublinhou Correia, destacando o papel nesta matéria daqueles que têm “especiais responsabilidades” na condução das políticas públicas do país.
Júlio Correia foi eleito secretário-geral do PAICV durante o Congresso realizado no mês de Abril, em substituição a Armindo Maurício. Durante o seu mandato perspectiva um “incremento fortíssimo” ao diálogo, quer social, quer institucional.
Vai ter igualmente encontros com representantes das confissões religiosas, nomeadamente o bispo de Santiago, Dom Arlindo Furtado e o superintendente da Igreja do Nazareno, David Araújo.
Os sindicatos também fazem parte da lista das organizações a serem visitadas pelo novo secretário-geral do PAICV.
As obras de construção dos Paços do Concelho de Santa Catarina do Fogo deverão iniciar, ainda este mês ou no princípio de Junho, disse hoje à Inforpress o autarca João Aqueleu Barbosa Amado.
Segundo o autarca, a Câmara já tem tudo acertado com a empresa de construção civil que vai executar as obras e, apesar de não dispor de todo o financiamento, pretende arrancar a obra com recurso a empréstimos bancários e a fundos do município.
João Aqueleu Barbosa Amado espera mobilizar, no decorrer dos trabalhos, parte do financiamento para os Paços do Concelho, orçado em cerca de 145 mil contos (construção e fiscalização).
Desse valor, a edilidade obteve um empréstimo de 90 mil contos, devendo a diferença ser assumida pela edilidade, que espera a envolvência do Governo no projecto, explicou.
A Câmara, informou Barbosa Amado, já recebeu uma garantia informal da comparticipação do Governo para a edificação dos Paços do Concelho, que, além de garantir melhores condições de funcionamento dos serviços camarários, vai permitir à edilidade libertar-se do pagamento de renda.
Desde a elevação de Santa Catarina à categoria de município e da instalação da Comissão Instaladora (Julho de 2005), calcula-se que a Câmara já pagou cerca de 20 mil contos em renda do edifício onde vem funcionado os serviços camarários.
O autarca afiançou que o contrato com a empresa será assinado dentro de dias, estando a Câmara a concertar com o Governo a participação de um membro no lançamento da primeira pedra e início das obras.
A construção do edifício dos Paços do Concelho acontece depois da edilidade de Santa Catarina ter construído a residência oficial do presidente da Câmara.