Expresso das Ilhas

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Expresso das Ilhas - Actualidades
terça, 19 setembro 2017 14:48 Publicado em Sociedade

O ano lectivo 2017/2018 começou esta segunda-feira e traz várias novidades em todos os níveis de ensino. As mudanças vão desde novos manuais, cadernos experimentais, introdução de novas disciplinas e estudo de línguas estrangeiras a partir do quinto ano do ensino básico. Este foi um dos temas em destaque na última edição do Panorama 3.0 da Rádio Morabeza.

terça, 19 setembro 2017 11:34 Publicado em Política

Uma missão de representantes da sociedade civil cabo-verdiana encontra-se em Moçambique para discutir com entidades locais acções de escrutínio de orçamentos de estado, anunciou hoje a organização.

terça, 19 setembro 2017 09:13 Publicado em Mundo

Os debates da 72ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas serão abertos esta terça-feira em Nova Iorque, tendo como tema central "Com foco nas pessoas: lutar pela paz e por uma vida decente para todos num planeta sustentável". Brasil e Estados Unidos seguem tradição sendo os primeiros a discursarem.

 Este ano será o primeiro com António Guterres como secretário-geral da ONU prevendo-se que tenha mais de 130 reuniões bilaterais até a próxima segunda-feira. Em paralelo à sessão, o chefe da ONU deve discursar em 34 reuniões de alto nível.

O primeiro dia será marcado por 20 discursos, sendo os primeiros pronunciamentos do Brasil e dos Estados Unidos seguindo a tradição.

Dos países lusófonos discursam Portugal e Timor-Leste na terça-feira. Já Guiné-Bissau, São Tome e Príncipe e Cabo Verde assumem a tribuna na quarta-feira. Moçambique e Angola foram agendados para a próxima segunda-feira.

Em Nova Iorque, a movimentação na Assembleia Geral começou já esta segunda-feira com eventos paralelos sobre a reforma da ONU, clima e prevenção da exploração e abuso sexuais.

Durante a semana de debates, os outros temas em destaque serão a cerimónia de assinatura para o novo Tratado de Proibição de Armas Nucleares, e um outro que abordará o empoderamento económico das mulheres.

A sessão deste ano será marcada pelo debate sobre focos de tensão global como a Síria, a República Centro-Africana, o Sudão do Sul e o Iémen.

O presidente da 72ª sessão da Assembleia Geral, Miroslav Lajcák, definiu como tema prioritário para a nova sessão a necessidade de "fazer a diferença na vida das pessoas comuns".

Entre os outros temas estão prevenção e mediação para sustentar a paz, migração, impulso político para cumprir  os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, clima, direitos humanos e igualdade.

 

terça, 19 setembro 2017 07:21 Publicado em Mundo

Os habitantes da Dominica "perderam tudo o que podiam ter perdido" após a passagem do furacão Maria, disse hoje o primeiro-ministro daquela ilha das Caraíbas, Roosevel Skerrit.

terça, 19 setembro 2017 07:13 Publicado em Desporto

A eleição do novo presidente da Federação Cabo-verdiana de Futebol (FCF) só deverá acontecer em Outubro, projectou ontem fonte federativa, afirmando que o país vai primeiro preparar o jogo com Senegal, de apuramento para o Mundial.

terça, 19 setembro 2017 07:00 Publicado em Opinião

A decisão da semana passada da Autoridade Reguladora para as Comunicações (ANAC) em suspender o produto “D´Kel Bom” da CVMóvel suscitou reacções negativas a começar pela própria operadora de telecomunicações que estranhou em comunicado as acusações que estaria a praticar preços abaixo do preço mínimo. Da generalidade dos clientes que já se viam com um pacote apetecível incluindo voz e dados na internet, a reacção veio com particular azedume quando se viram impedidos de aceder ao novo serviço. A ANAC justificou-se realçando o seu papel na defesa do princípio da concorrência e nesse quadro com a preocupação em proteger o equilíbrio económico-financeiro dos prestadores de serviços regulados. Ao que os outros contrapõem onde é que ficam salvaguardados o direito dos consumidores a terem produtos com melhor preço e qualidade e a motivação para a inovação, factor essencial para se continuar a manter uma economia dinâmica, moderna e produtiva. 

Interrogações sobre o papel das reguladoras normalmente surgem sempre que os consumidores parecem ficar a perder e um ou mais operadores aparentam ficar em vantagem. O argumento de que se está a proteger o ambiente de concorrência não colhe completamente quando paira a dúvida se, com a medida específica tomada, não se está a prejudicar os consumidores e a pôr em causa a inovação. Garantir a concorrência justifica-se enquanto mecanismo essencial para se ter produtos conseguidos de forma eficiente, para dinamizar a economia e para propiciar ao consumidor o direito de escolha. Não é um fim em si mesmo. É mais um instrumento do progresso e de dinâmica dos mercados assim como analogamente a selecção natural é o mecanismo que possibilita a sobrevivência e a evolução da espécie. E é vendo pelos resultados que se pode avaliar se está ou não a resultar. 

É verdade que num mercado com as características de Cabo Verde foi um grande feito ter conseguido romper com o monopólio anterior da CVTelecom e abrir o espaço para a concorrência entre pelo menos dois grande operadores a Unitel T+ e a CVMóvel.  Os consumidores, a economia e o país globalmente ganharam com isso. A acção da agência reguladora ANAC foi fulcral no processo. Hoje, como bem reconhece a CVMóvel no seu comunicado, há equilíbrio de mercado com a CVMóvel detendo uma quota à volta dos 56% e a Unitel T+ à volta dos 43. Para chegar a esse ponto houve a preocupação em manter a todo o momento o equilíbrio económico- financeiro das empresas. O estabelecimento de preços mínimos serviu para isso. Com a concorrência assegurada, o problema que se coloca actualmente é como manter o sector das telecomunicações vitalizado e a contribuir para mais crescimento e maior produtividade e competitividade da economia nacional. 

Os dados do INE dos últimos dois anos têm mostrado uma queda tendencial na contribuição das telecomunicações na formação do PIB nacional. Os resultados anuais das duas operadoras têm revelado quebras significativas. Tudo aponta que as perdas no volume de negócios deriva de, entre outros factores, do facto de o negócio da voz ter diminuído consideravelmente à medida que as pessoas usam os serviços over the top (OTT) como Viber, Messenger e Whatsapp para chamadas e envio de mensagens. Nos dados estatísticos da ANAC vê-se claramente essa tendência na diminuição do serviço de voz e não se nota que tenha sido compensada com outros negócios designadamente de televisão por assinatura ou de disponibilização de conteúdos via streaming. Pelo contrário, constata-se a quase estagnação de um negócio que noutras paragens tem ganho um dinamismo extraordinário propiciando às telecoms uma outra via para rentabilizar os investimentos indispensáveis para estarem à altura de satisfazer os desejos cada vez mais exigentes e mais sofisticados dos seus clientes. Com a falta de regulação e a insensibilidade das autoridades, a pirataria digital, as transmissões ilegais e outros negócios ilícitos têm impedido que serviços legítimos de fornecimento de conteúdo consigam singrar. Todos perdem como isso, a começar pelos consumidores que ficam limitados por serviços medíocres e sem garantia, mas também empresas do sector que nunca conseguem angariar procura suficiente e o país que fica para atrás, porque sem possibilidade de retorno não há investimentos para continuar a modernizar-se. 

Há mais de uma década que se fala de economia digital, das tecnologias de informação e comunicação (TIC) e de fazer de Cabo Verde uma Cyber Island como as Maurícias. Como muitas   promessas de clusters, hubs, praças financeiras e centros de transbordo, tudo ficou no mundo da fantasia dos governantes. O sector das telecomunicações em declínio é um sinal forte de como mais uma vez uma oportunidade - a possibilidade de desenvolver uma economia digital capaz de exportar serviços através designadamente de call centers e outros BPOs, business processing operations - foi desperdiçada. E aconteceu porque ou se ficou pelos discursos, ou se definiu mal as prioridades ou não se investiu estrategicamente para educar as novas gerações e criar o ambiente necessário para desenvolver o tipo de economia que se tem revelado mais promissor em fornecer empregos de qualidade. 

Sem uma economia vibrante a fazer uso das estruturas das telecomunicações não é de estranhar as dificuldades já visíveis nas empresas do sector. E certamente que não será a agência reguladora que as vai proteger disso em nome da concorrência mas com prejuízo para os consumidores e para as inovações necessárias à modernização do país. Nas deliberações regulatórias há que haver uma ponderação adequada dos vários factores em jogo para que todos saiam a ganhar. Também impõe-se uma política mais clarividente das autoridades para que Cabo Verde não fique pelas ofertas da ZAP enquanto o mundo é conquistado pelo modelo de negócios da Netflix ou que se continue com o 3G enquanto ou outros preparam-se para o 5G em 2020 e que por causa de obstáculos diversos só recentemente se enveredou por fazer chegar a internet de grande velocidade às casas via fibra óptica.  

 

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 824 de 13 de Setembro de 2017.

terça, 19 setembro 2017 06:00 Publicado em Eitec

Apple apresentou três novos modelos. O topo de gama deixou de ter botão e vai custar 1179 euros.

Com o iPhone a fazer dez anos e as vendas a estagnar, a Apple estava pressionada para mostrar inovações e convencer os consumidores que já têm smartphones no bolso a trocaram de aparelho. O iPhone X – o novo topo de gama e um dos três modelos apresentados esta terça-feira – tem um ecrã que ocupa quase toda a parte frontal do aparelho e deixou de ter o botão central, que é substituído por uma nova interface de gestos e por tecnologia de reconhecimento facial para identificar o dono do telemóvel.

A ausência de um botão significa que os utilizadores terão agora de usar gestos para funcionalidades como visualizar todas as aplicações abertas ou regressar ao ecrã principal. Já desbloquear o telemóvel, ou autorizar pagamentos, poderá ser feito com o sistema de reconhecimento facial: basta olhar para o aparelho para que o utilizador seja identificado, graças às câmaras e sensores que estão na parte superior do telemóvel. Entre estes está uma câmara de infravermelhos, que permite reconhecer caras mesmo no escuro.

A tecnologia chama-se Face Id e faz com que o telemóvel crie uma espécie de mapa do rosto com milhares de pontos. Segundo a Apple, isto permite que o iPhone identifique a cara do utilizador, mesmo quando há mudanças de visual, como um novo corte de cabelo. A empresa também garante que é quase impossível que uma pessoa consiga ludibriar o sistema e desbloquear um telemóvel alheio, embora tenha ressalvado que esta possibilidade aumenta quando se trata de pessoas com traços semelhantes, como irmãos gémeos.

Já o novo ecrã, a que a Apple chamou “super retina” e que aumenta o número de pixels por polegada, segue a tendência de alguns concorrentes (incluindo da rival Samsung) de se prolongar até ao limite da estrutura do aparelho.

O iPhone X custará 1179 euros em Portugal e é o mais caro de sempre (custa mais do que os portáteis mais baratos da marca). O preço dos iPhone 8 começará nos 829 euros. Como habitual, a empresa segue a estratégia de manter os modelos mais antigos no mercado, a preços mais baixos. O 8 poderá ser encomendado a partir de 15 de Setembro e o X a partir de 27 de Outubro.

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 824 de 13 de Setembro de 2017. 

terça, 19 setembro 2017 06:00 Publicado em Opinião

Em 2030 a ilha de São Nicolau é uma ilha turística que manteve a sua autenticidade, tendo apostado num turismo de alto valor acrescentado baseado em quatro grandes grupos de segmentos turísticos:

Natureza e científico

Urbano, cultural e religioso

Náutico

Lazer, saúde e bem-estar.

Esses segmentos turísticos atraem uma clientela das classes altas dos mercados emissores, que procuram a ilha e que permitiu um desenvolvimento do turismo em três vertentes:

Turismo hoteleiro – rede de hotéis de pequena e média dimensão; não são permitidas na ilha unidades hoteleiras de grande dimensão para evitar o turismo de massa e o regime de exploração em all inclusive é proibido pelas autoridades locais;

Turismo residencial – praticado em resorts, com uma forte componente de imobiliária turística, que atraiu muitos investidores nacionais, emigrantes e expatriados estrangeiros, particularmente os reformados europeus que procuram um país calmo e seguro e de preferência cristão, onde se sintam culturalmente seguros e em casa;

Turismo de habitação – desenvolvido sobretudo nos vales e planaltos da ilha, criou oportunidades para as famílias e jovens recém-formados, que recebem turistas nas suas casas, devidamente preparadas e certificadas para tal pelas autoridades turísticas.

Fruto dessa estratégia, em 2030 o PIB per capita da ilha situa-se nos 15.000 dólares. A população residente é de 20.000 pessoas e a ilha recebe 60.000 turistas/ano, um rácio de 3 turistas/habitante, considerado adequado para atrair turismo de alta gama.

A ilha conseguiu com sucesso, fruto dessa bem delineada estratégia, resolver o binómio preservação versus valorização, normalmente gerador de tensões entre interesses vários nem sempre fáceis de gerir.

O desenvolvimento desse turismo dirigido a turistas das classes altas, que pagam muito mas procuram serviços e produtos sofisticados, teve um efeito arrastador em toda a economia da ilha, permitindo acrescentar valor através de uma agricultura modernizada e da valorização do rico e diversificado pescado da ilha; idem aspas para a música, as danças folclóricas, o artesanato, a rica gastronomia e o património edificado e imaterial.

Assim, em 2030 a cidade do Tarrafal transformou-se numa cidade-resort, com o dobro da população actual, um aumento populacional conseguido à base de crescimento endógeno, regresso de comunidades expatriadas da ilha e também à instalação de uma comunidade de endinheirados reformados europeus e de outras proveniências.

É uma cidade plantada numa das baías mais bonitas de Cabo Verde, constituída num paraíso mundial para os amantes da pesca desportiva, da náutica de recreio e dos desportos náuticos em geral, possuindo uma marina oceânica de classe internacional.

Na cidade existe uma bem conseguida rede de boutique hotéis de pequena e média dimensão equipados com SPAs de nível mundial, geridas por marcas especializadas e exclusivas, que usam as famosas areias curativas da região para atraírem os seus endinheirados clientes para aí fazerem tratamentos curativos ou preventivos. O turismo de saúde e bem-estar, um dos segmentos turísticos de maior valor acrescentado a nível mundial, constitui a par da pesca desportiva os dois ex-líbris da cidade.

Na zona entre Barril e Praia Branca desenvolve-se um resort turístico, com unidades hoteleiras e residências turísticas de luxo e um campo de golfe de 18 buracos relvado com relva especial que aguenta água praticamente salgada (uma tecnologia já antiga) e também regado com águas residuais tratadas. O campo é famoso pelas espectaculares vistas sobre o mar que proporciona aos jogadores, que podem vislumbrar, enquanto jogam, os ilhéus Raso e Branco e as ilhas de Santa Luzia e São Vicente nos dias de maior visibilidade. 

Em 2030 a cidade da Ribeira Brava mantém o nome de Vila e é nessa altura uma cidade turística e universitária, com um forte pendor de turismo cultural e religioso e rejuvenescida com a recuperação da vocação de ensino nas instalações do ex-Seminário-Liceu, onde são ministrados alguns semestres de cursos ligados à História e Cultura nacionais, trazendo jovens de todas as ilhas para estudarem durante 1-2 semestres numa cidade-museu com condições de tranquilidade para o estudo ímpares no país; criou-se assim uma economia à volta dessa actividade universitária com aluguer de quartos aos estudantes em casas particulares e em unidades residenciais e floresceu uma indústria de pequenos restaurantes e bares que servem os estudantes e os turistas, animando e dando vida à cidade ao longo do ano.

Todos os anos essa jovem comunidade universitária ajuda a abrilhantar o cada vez mais turístico (mas ferozmente autêntico) Carnaval da Ribeira Brava, integrando como parte da sua actividade académica os preparativos do mesmo, participando activamente na confeção dos trajes e andores, e desfilando nos tradicionais grupos carnavalescos, vivenciando durante meses uma experiência única nas suas vidas e que lhes aprofundará o sentido de pertença a esta pequena mas culturalmente diversificada nação crioula cabo-verdiana.

O ensino do folclore local, particularmente das danças Colá San Jon, Mazurca e Contra-dança faz parte do curriculum académico tanto dos estudantes universitários como dos guias turísticos, que por sua vez ensinam aos turistas que pagam bom dinheiro para aprender não só o sensual Sanjon como as danças europeias hoje extintas no continente de origem.

Na zona da Preguiça, desenvolve-se um resort turístico com hotéis, residências turísticas e um campo de golfe, gozando da privilegiada vista sobre a extensa e maravilhosa Baía de São Jorge; segundo algumas fontes, essa baía terá sido assim denominada porque a armada de Pedro Álvares Cabral aí perdeu a 23 de Março de 1500 uma nau denominada São Jorge quando iam na viagem que resultou na “descoberta” ou achamento do Brasil. 

No antigo cais da Preguiça instala-se uma marina turística que serve uma intensa actividade de náutica de recreio e também de mergulho e caça submarina em toda a longa extensão de costa que vai até o Carriçal, famosa pelos seus belos fundos submarinos e pela sua deliciosa fauna de mariscos e peixes demersais (“peixes de fundo”); na Baía do Carriçal também existe uma pequena marina turística e de apoio à pesca desportiva e mergulho.

No planalto da Fajã e nos vales da Ribeira Brava, Queimadas, Fragata, Ribeira Prata e outras localidades como Covoada entre outras, desenvolveu-se o turismo de habitação, destinado aos amantes do contacto directo com a natureza e com o modo de vida autêntico das populações, em estreita ligação com o desenvolvimento da agricultura e com a prática de caminhadas através de uma antiga mas bem cuidada rede de caminhos vicinais, criados pela Igreja Católica.

O Monte Gordo e o Carbeirinho são locais de expedição para turistas, particularmente de turismo científico.

A Zona Leste volta a ser o celeiro da ilha, fruto da agricultura feita com água dessalinizada, servindo-se de uma tecnologia usada há décadas nas vizinhas ilhas Canárias e outras regiões do mundo.

Voltando a 2017 e terminada esta descrição, a pergunta que surge: como foram conseguidos estes “milagres” numa ilha até agora esquecida, sem perspectivas e a perder população todos os anos?!

Todo este desenvolvimento foi conseguido com apostas simples, seguindo modelos há muito experimentados com sucesso em outros países arquipelágicos: uma aposta séria no turismo, conseguida através de uma criteriosa escolha de mercados, cadeias hoteleiras e investidores, consensualizada entre as populações, o sector privado nacional e as autoridades locais e nacionais (tudo o que vimos noutras ilhas que não vale a pena estar a repetir os nomes). Decidir primeiro o que se quer e depois levantar o rabo das cadeiras e ir lá fora em conjunto (autoridades públicas e privadas) contactar quem realmente interessa (ou seja, fazer o contrário do que foi feito no passado nas ilhas verdianas já com turismo).

A pergunta que normalmente se segue é sobre o financiamento de tudo isto. A resposta também é simples: criação endógena de instrumentos financeiros visando captar investimentos locais e estrangeiros (nada de novo, é o que se faz em todo o mundo).

Durante a Mesa Redonda realizada na Ribeira Brava em Agosto de 2017, foi apresentada como urgente e determinante a constituição da Sociedade de Desenvolvimento de S. Nicolau, algo em que todos os presentes concordaram e que eu particularmente assino por baixo. Na sua intervenção final, o Ministro da Economia e Emprego, José Gonçalves, prometeu para breve a constituição dessa sociedade.

Outros instrumentos financeiros como fundos de investimento serão necessários. Gualberto do Rosário Almada deu o exemplo da constituição do Monte Gordo Bond, visando atrair capital sobretudo da imensa diáspora são-nicolaense e propôs uma estratégia para atrair elementos e descendentes das várias famílias da ilha a virem visitá-la e nela investirem. Temos que ser criativos, rápidos e pragmáticos, porque 2030 está aí à porta.

Parece que finalmente Cabo Verde vai começar a sair do enorme atraso que possui na área financeira, uma das razões do atraso deste país, que priorizou erradamente viver de donativos e empréstimos concessionais durante demasiado tempo.

Bem hajam todas as iniciativas nesse campo. O sector privado, as Câmaras de Comércio, as autarquias e o próprio Governo terão que perceber que a criação de um sector financeiro nacional capaz de atrair fundos internacionais é crucial para o desenvolvimento das ilhas e que se trata de um campo onde a junção de forças é fundamental, esquecendo questões de protagonismo num país que renasce sempre que há eleições.

Regressando à ilha de São Nicolau, os seus habitantes terão que ter a capacidade de exigirem o que querem, num processo que deverá ser liderado pelas duas autarquias que deverão mobilizar os milhares de são-nicolaenses e seus descendentes espalhados pelas ilhas e por esse mundo fora, alguns dos quais com capacidade de influência dentro e fora do país.

Os são-nicolaenses e seus descendentes nunca deixaram os seus créditos por mãos alheias nos quatro cantos deste mundo! Então que façam o mesmo em relação à sua ilha natal e berço das suas origens!

É portanto hora de trabalhar para exigir hoje as condições e políticas necessárias para acontecer amanhã o desenvolvimento que já deveria ter acontecido ontem!

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 824 de 13 de Setembro de 2017. 

terça, 19 setembro 2017 02:03 Publicado em Política

A nova embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, apontou a parceria para a mobilidade como um “elemento importante” que pretende trabalhar “de forma intensa” com as entidades cabo-verdianas nesta missão.

segunda, 18 setembro 2017 16:18 Publicado em Sociedade

A delegada do Ministério da Educação em São Vicente considerou que o sucesso do novo ano lectivo passa por uma mudança de mentalidades e das práticas administrativas.

segunda, 18 setembro 2017 16:05 Publicado em Mundo

O furacão Maria ganhou força e atinge agora a categoria 3, numa escala de 5, quando prossegue em direcção às Caraíbas, anunciou hoje o Centro Nacional de Furações (NHC) norte-americano em Miami.

segunda, 18 setembro 2017 15:10 Publicado em Política

O PAICV considerou hoje pesado o novo plano curricular introduzido pelo Ministério da Educação. O partido entende que há "alguma nebulosidade e um retrocesso no sistema educativo”.

segunda, 18 setembro 2017 13:59 Publicado em Sociedade

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar três agentes da Polícia Nacional (PN) por suspeitas de assaltos a residências na ilha de Santiago, confirmou hoje o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha.

segunda, 18 setembro 2017 11:00 Publicado em Mundo

A situação humanitária continua a piorar em partes do Bangladesh abrigando centenas de milhares de refugiados da minoria rohingya, tornando esta uma das crises que cresce mais rápido nos últimos anos.

segunda, 18 setembro 2017 10:13 Publicado em Mundo

Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão vão realizar um exercício antimísseis no final deste mês, perante contínuos lançamentos da Coreia do Norte, disse hoje um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

segunda, 18 setembro 2017 08:18 Publicado em Sociedade

O novo ano lectivo 2017/2018 arranca hoje em todo o território nacional e traz como novidade a implementação do Plano Curricular para o Ensino Básico Formal, a título experimental.

domingo, 17 setembro 2017 14:41 Publicado em Economia

“Sem qualquer sentido”, é assim que os pescadores no município do Porto Novo, em Santo Antão, consideram o pagamento da taxa rodoviária na compra do gasóleo para actividade pesqueira, adianta a Inforpress.

“Os botes não andam em estradas” resume o presidente da Associação dos Pescadores do Porto Novo, Atlermiro Correia.

Este responsável explicou que “desde sempre, os operadores de pesca foram contra o pagamento dessa taxa, porque se trata de uma medida sem qualquer fundamento, aplicada pelo Governo para proceder à manutenção das estradas em Cabo Verde”.

Os operadores de pesca artesanal no Porto Novo dizem enfrentar, actualmente, “muitas dificuldades” por causa da falta de pescado nas zonas costeiras.

O presidente da Associação dos Pescadores do Porto Novo disse à Inforpress que já propôs, inclusive, a “reconversão” das pescas no concelho para responder à “situação de penúria” por que passam os pescadores.

Por exemplo, através da dinamização do ecoturismo. “Temos no Porto Novo praias lindas e sítios históricos subexplorados a nível turístico. É só pegar nos botes e adaptá-los, ou seja, transformá-los em embarcações de recreio e de passeio turístico”, explicou Atlermiro Correia.

domingo, 17 setembro 2017 11:59 Publicado em Política

A utilização de tecnologia piloto de tratamento de águas residuais em duas ETAR´s, na Ribeira de Vinha em São Vicente e em Tarrafal de Santiago, para actividades de experimentação agrícola e silvícola é o objectivo deste projecto de cooperação técnica entre o Ministério da Agricultura e Ambiente e a FAO.

O projecto,  “Desenvolvimento do uso Seguro das Águas Residuais nos sectores da Agricultura e da Silvicultura, através de métodos inovadores adaptados às necessidades”, vai ser apresentado esta segunda-feira pelo Ministério da Agricultura e Ambiente, através da Direcção Geral da Agricultura e Silvicultura (DGASP), às 10h00, na Câmara Municipal do Tarrafal de Santiago.

Em comunicado, a tutela explica que “Cabo Verde é um país que gere a escassez de água, condicionando assim as suas actividades de desenvolvimento e a água com boa qualidade é o principal factor limitante para a prática da agricultura”.

“Com o fenómeno das mudanças climáticas, tudo indica que os recursos hídricos de qualidade para usos diversos serão cada vez escassos pelo que cabe às entidades mobilizarem e criarem sinergias para que haja cada vez mais medidas de adaptação a esse fenómeno, com o foco na gestão sustentável dos recursos existentes, com o uso de tecnologia de aproveitamento e reciclagem por via a rentabilizar esse recurso escasso e a preservação dos ecossistemas e consequentemente a melhoria das condições de vida das populações dos meios rurais e peri urbanos”, conclui o documento.

domingo, 17 setembro 2017 11:13 Publicado em Mundo

"A fase exploratória para o diálogo entre o Governo e a oposição (na República Dominicana) é extemporânea, porque neste momento a prioridade são as eleições regionais. Esse é o objectivo fundamental. As eleições são importantes para estabelecer o início de uma mudança de Governo no país", disse o cardeal Jorge Urosa Savino ao diário venezuelano El Nacional, citado pela agência Lusa.

Jorge Urosa Savino frisou que "não há garantias, nem condições para um diálogo. Ainda não se cumpriram as condições apresentadas pelo [secretário de Estado do Vaticano] cardeal Pietro Parolin, numa missiva de 1 de Dezembro do ano passado", altura em que decorriam negociações entre o Governo e a oposição, em Caracas, sob a mediação do Vaticano.

Na missiva, o Vaticano pedia que fossem tomadas "as medidas necessárias para restituir" o papel constitucional da Assembleia Nacional (de maioria opositora), acusada de desacato pelo Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela.

Era também que fosse marcado um calendário eleitoral, "que permitisse aos venezuelanos decidirem, sem demoras, o seu futuro", e que fosse dada uma resposta à crise social no país.

O cardeal questionou que as duas partes tivessem chegado, após as reuniões da semana passada na República Dominicana, a acordo para um novo encontro a 27 de Setembro, dado estarem marcadas para 15 de Outubro as eleições regionais.

"Não se deve debater sobre se há diálogo ou não. O diálogo distrai a atenção da oposição sobre alto tão importante como as eleições (...) o resultado poderá desanimar o povo opositor. Depois das eleições é que se pode avaliar se é possível, ou não, um diálogo", declarou.

Representantes do Governo e da oposição venezuelanos decidiram, na quinta-feira, marcar um novo encontro a 27 de Setembro, na República Dominicana, para avaliar o possível reinício do diálogo entre ambas partes.

A nova etapa de diálogo terá como mediadores, o México, Chile, Bolívia e a Nicarágua.

Além da avaliação de uma possível reactivação das mesas de diálogo, criadas em Outubro do ano passado e suspensas três meses depois, as duas delegações venezuelanas deverão também "tratar os grandes problemas" do país.

O Governo venezuelano disse que as duas partes estão "mais perto de um acordo, enquanto a oposição exigiu, como condições para retomar o diálogo "a renovação equilibrada" do Conselho Nacional Eleitoral e o estabelecimento de um calendário eleitoral com garantias de justiça, sem impedimentos legais, datas precisas, incluindo uma eleição presidencial, em 2018, e missões de observação internacional qualificadas.

A oposição reivindicou ainda a libertação de todos os presos políticos, o regresso dos exilados e o fim das perseguições políticas, assim como a normalização constitucional do país e a imediata atenção à emergência humanitária na Venezuela.

domingo, 17 setembro 2017 06:00 Publicado em Cultura

O artista cabo-verdiana, Alberto Duarte Monteiro, de seu nome artístico Beto Duarte lançou em Junho do ano passado, o seu quarto álbum a solo intitulado “Nha Alma Gêmea”. O artista já conta com mais de 10 anos de carreira musical e com quatro discos no mercado: “Felicidade”, “Tranquilo”, “Nha Crime…?” e “Nha Alma Gêmea”. Em conversa com o Expresso das Ilhas, Beto Duarte falou do seu percurso no mundo da música e do seu novo disco.

Natural de Santa Cruz, interior de Santiago, Beto Duarte emigrou para Holanda e depois de algum tempo seguiu para França, país onde começou a sua carreira artística, mas actualmente vive em Portugal. 

Desde que descobriu a sua paixão pela música, Beto Duarte nunca mais parou. Tem conquistado fãs de todas as idades. Além de músico é também compositor de muitos temas dos seus álbuns e também já fez música para outros artistas. 

O artista considera-se romântico, pelos temas que tem feito todos esses anos da sua carreira artística, onde tem feito composições baseadas no amor, amizade e felicidades.

Desde que começou a sua carreira musical disse que tem vivido momentos bons e menos bons, mas que sempre lutou e nunca pensou em desistir de cantar. “Acho que tenho conquistado fãs cada dia que passa”.    

Questionado sobre o surgimento de vários jovens talentos, o artista diz que é bom, “quanto mais, melhor. Não podemos ter medo dos novos talentos que têm surgido, devemos sim aplaudir e dar as mãos”.

À semelhança dos outros artistas, Beto Duarte salientou que tem apostado na venda dos seus trabalhos discográficos nas plataformas online, para que seus trabalhos sejam adquiridos em qualquer parte do mundo através de um click.

“Colocar os discos nas plataformas online é bom, porque assim consegues vender teu álbum em qualquer parte do mundo”, apontou. 

Em relação à música cabo-verdiana, o artista disse que temos boas músicas e cantores.

 

Novo álbum

O álbum, conforme nos conta, surgiu de uma forma simples, visto que há seis anos que não tinha gravado. “Percorri Estados Unidos da América, Portugal, Luxemburgo, França e Cabo Verde para fazê-lo, e escolhi músicos de que gosto para participar no disco”, contou.  

Este último álbum, disse que espelha o seu percurso artístico, construído por vários anos de muito trabalho e aprendizado musical em participações e realizações de diversos projectos e festivais pelo mundo inteiro.   

“Nha Alma Gêmea”, conforme Beto Duarte adapta-se na mensagem da canção, pois em função das letras da mesma, “enfatiza a intimidade e o amor profundo entre o homem e uma mulher. Como as letras sugerem, há uma clara expressão de amor em que o amado diz a amada o quanto ele a ama e em que medida a estima”.

O artista prefere chamar a este trabalho discográfico de álbum de duetos, porque teve quatro duetos,” muitas pessoas perguntavam porquê que fazia pouco duetos, então resolvi neste disco fazer muitos duetos”. 

“Esse álbum surgiu da necessidade de trazer novidade musical, pois seis anos, é muito. Neste trabalho falo de amor e de romantismo e de outras coisas também. É um Beto Duarte renovado com meu estilo próprio, mas também tem funaná, kizomba e outros estilos”, frisou.

Neste álbum Beto Duarte juntou várias gerações de músicos cabo-verdianos, como Danilo Semedo, Petcha, Zé Delgado e Willy Semedo, e a nível da produção teve a participação de Klaudio Ramos KR, To Semedo, Lejemea e Thierry Doumergue. 

Fazem parte deste álbum, onze temas como “Feliz da Vida”, “Nha Alma Gêmea”, “Festa Nhu Santiago”, “Nada Mas”, “Quando Bu Quizer”, “Hey Menina”, “Zinga N´Pinga”, “Vontade”, “Ca Tem Sombra”, “Modja Boca” e “Papa”.


Show

O espectáculo de apresentação do seu disco aconteceu em Novembro do ano passado, no Parque 5 de Julho, na Cidade da Praia. Depois disso, Beto Duarte participou este ano, no Festival de Areia Grande, em Santa Cruz e já levou seu novo disco para Estados Unidos da América. 

Natural do concelho de Santa Cruz, na ilha de Santiago, Beto Duarte tem feito toda a sua trajetória profissional e grand e parte da sua vida em França, país que o acolheu desde quando chegou aos 17 anos de idade.

Em 2000 lançou o seu 1º álbum a solo, intitulado “Felicidade”. Em 2004, veio a confirmação do seu talento com o seu 2º álbum a solo “Trankilo”, fazendo muitos sucessos nas rádios e discotecas de todo mundo, abrindo-lhe o caminho para o mercado musical nacional e não só.

Decorria o ano 2010 quando mais uma vez, agraciou os seus fãs com o lançamento do seu 3º álbum a solo intitulado “Nha Crime?”. E em 2016, regressou ao mercado com “Nha Alma Gêmea”.

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 824 de 13 de Setembro de 2017. 

domingo, 17 setembro 2017 06:00 Publicado em Política

Nove ilhas e dez regiões. A ideia de criar uma região por ilha – à excepção de Santiago – é apresentada pelo MpD como solução para a regionalização.

domingo, 17 setembro 2017 06:00 Publicado em Sociedade

Vivem agarrados ao Smartphone, que parece ter-se tornado uma extensão do seu corpo. A omnipresença desse aparelho, no qual pulsam continuamente as redes sociais está a moldar os jovens, as suas relações com os outros, consigo mesmos e com o mundo. É toda uma geração forjada em megabytes e “likes”, num fenómeno que é mundial e ao qual Cabo Verde não parece escapar. Faltam dados concretos e estudos aprofundados a nível nacional, mas basta lidar com os jovens para perceber que o impacto da Vida vivida online, está já a fazer-se sentir em várias esferas. E merece um olhar mais atento.

domingo, 17 setembro 2017 06:00 Publicado em Sociedade

A 18 de Setembro iniciam as aulas no ensino básico e secundário. O novo ano lectivo traz muitas novidades, com a introdução de várias medidas anunciadas no programa do Governo para a legislatura. A Ministra da Educação, Maritza Rosabal, respondeu ao Expresso das Ilhas sobre estas inovações mas também sobre velhas questões que persistem.

sábado, 16 setembro 2017 16:21 Publicado em Sociedade

Um homem morreu esta sexta-feira, na cidade da Praia, por causa da malária, tornando-se no primeiro óbito provocado pela doença, que já conta com mais de 200 casos em todo o país, com maior incidência na capital.

A informação foi avançada este sábado à agência Lusa pelo diretor do Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP) de Cabo Verde, António Moreira, indicando que se trata do caso de um autóctone, de um homem de 40 anos, do bairro do Paiol.

António Moreira disse que o homem não resistiu porque além de apresentar antecedentes de alcoolismo, de depressão, entre outras complicações, demorou muito tempo para chegar ao hospital.

O responsável salientou, porém, que se trata de um caso único, uma vez que se tem constatado que as pessoas têm-se dirigido às estruturas de saúde aos primeiros sintomas, o que permite diagnosticar a doença mais cedo.

Até sexta-feira contabilizavam-se 207 casos em todo o país, a quase totalidade na Praia, onde já é considerada epidemia pela autoridades.

Este sábado, a Câmara Municipal da Praia realizou mais uma campanha de limpeza em diferentes bairros para eliminar focos de mosquitos, demolir pardieiros, remover carcaças das ruas e sensibilizar a população.

Na passada quinta-feira, o Governo cabo-verdiano aprovou uma verba de emergência de 58 milhões de escudos (526 mil euros) para reforçar o combate à doença provocada pela picada do mosquito Anopheles fêmea.

O ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, explicou na altura que o valor servirá para contratar mais 45 elementos para a luta antivetorial, aquisição de material, inseticida e mais meios de transporte, sobretudo para a capital do país.

O governante disse que o Governo vai "fazer tudo" para eliminar a doença do país até 2020, mas para isso espera contar com a colaboração das Câmaras Municipais, das ONG e de toda a população cabo-verdiana.

A malária, ou paludismo, ainda sem vacina, é uma doença "instável", de transmissão sazonal, cujo maior período vai de Julho a Dezembro, toda a população é vulnerável, mas tem baixo risco de epidemia.

Em janeiro, Cabo Verde foi distinguido pela Aliança de Líderes Africanos contra a Malária (ALMA) com o prémio Excelência 2017, pelos resultados alcançados no combate à doença, sendo o único país africano em fase de pré-eliminação.

sábado, 16 setembro 2017 12:28 Publicado em Mundo

"Parece que a comunidade internacional espera que haja crises para se manifestar sobre o terreno, o que não é normal", afirmou o director da Organização da Saúde da África Ocidental, Xavier Crespin.

"Não é preciso esperar pelas crises nem pelas urgências. É preciso ir ao essencial, que é reforçar os sistemas de saúde, que são muito frágeis em determinados países devido à falta de financiamento e de pessoal e ao insuficiente envolvimento das comunidades locais na tomada de decisões", acrescentou numa entrevista à Efe, citada pela Lusa, o médico Xavier Crespin, que dirige o organismo que coordena os ministérios da saúde de uma das regiões mais pobres do mundo.

Na África Ocidental houve mais de 1.700 focos epidémicos nos últimos 40 anos, dos quais o último e um dos mais graves foi o do vírus do Ébola.

Além de ter devastado os precários sistemas de saúde da Guiné, Libéria e Serra Leoa, o vírus do Ébola provocou mais de 11.000 mortos.

"A crise do Ébola demonstra a debilidade dos nossos sistemas de saúde. Para se mostrar que se é filantropo a sério é necessário ir ajudar agora, sem crise, para construir um sistema de saúde sólido, resistente aos choques epidémicos que existem na nossa região", defendeu Xavier Crespin.

Crespin disse ainda que durante a crise do Ébola "chegaram milhares de pessoas para ajudar e milhares de milhões de dólares, mas uma vez terminada a epidemia os hospitais de campanha foram desmontados e os nossos hospitais ficaram dizimados, sem pessoal e, de novo, sem capacidade de resposta".

sábado, 16 setembro 2017 12:18 Publicado em Sociedade

A partir de 22 de Setembro estará disponível um avião para garantir as ligações normais para Europa, Estados Unidos e Brasil.

A garantia foi dada pelo Presidente conselho de administração da empresa, José Luís Sá Nogueira, em entrevista conjunta à televisão e rádio públicas.

O responsável espera que o aluguer do avião possa resolver a mais recente crise da empresa, provocada por uma avaria no motor da única aeronave da companhia e que deixou milhares de passageiros em terra.

Desde do início do mês, foram reencaminhados através de outras companhias aéreas mais de 3 mil passageiros, segundo a TACV, mas 954 passageiros ainda estão retidos.

A empresa estima um prejuízo de mais de dois milhões de euros com a avaria do motor do boeing 757, devido ao cancelamento de voos e ao reencaminhamento dos passageiros. Valor que deve aumentar com o aluguer do avião a partir do dia 22 deste mês.

José Luís Sá Nogueira afirmou que a Icelandair, empresa que assinou um contrato de gestão da TACV, não conseguiu ajudar por falta de disponibilidade de aviões.

Sobre a restruturação da TACV, Sá Nogueira calcula que cerca de 230 trabalhadores podem vir a ser despedidos. 

Segundo o presidente do conselho de administração, em meados de Outubro, a empresa já estará em condições para dizer quantas pessoas vão deixar a transportadora aérea cabo-verdiana.

sábado, 16 setembro 2017 11:25 Publicado em Cultura

O actor norte-americano Harry Dean Stanton, que desempenhou papéis em filmes como Paris, TexasO Padrinho: Parte IIRepo Man ou na série Twin Peaks, morreu esta sexta-feira aos 91 anos. A informação foi avançada pelo agente do actor, dá conta a Reuters.

John Kelly, agente de Stanton, referiu em comunicado que o actor morreu de forma pacífica num hospital de Los Angeles.

O realizador David Lynch reagiu já à morte do actor sublinhando a grandeza de Stanton. “O grande Harry Dean Stanton deixou-nos”, escreveu Lynch, citado pela Variety. “Não há ninguém como Harry Dean. Toda a gente o adorava. E com razões para isso. Ele foi um grande actor (na verdade, para lá de grande) – e um grande ser humano”.

Filho de um agricultor, Stanton nasceu em 1926 numa zona rural do estado do Kentucky. Serviu como cozinheiro da Marinha norte-americana durante o conflito do Pacífico na Segunda Guerra Mundial, e, depois de regressado, estudou jornalismo mas não terminou o curso, como refere o Público. Queria ser escritor e músico mas acabou por seguir pelo caminho da representação, onde, iniciando o seu caminho com alguns papéis secundários, foi ganhando destaque até que passou a ser um dos favoritos de alguns dos mais notáveis realizadores de Hollywood.

Com uma carreira de 60 anos, Harry Dean Stanton conta com 236 créditos referenciados em filmes ou séries de televisão, tendo trabalhado com realizadores como Ridley Scott (Alien), John Carpenter (Fuga de Nova IorqueChristine), Francis Ford Coppola (Do Fundo do Coração), Wim Wenders (Paris, Texas), Martin Scorsese (A Última Tentação de Cristo) ou David Lynch (Um Coração SelvagemUma História Simples).

Para além da carreira no pequeno e grande ecrã, Harry Dean Stanton enveredou também pela música liderando uma banda onde era vocalista e guitarrista.

Conhecido pelo seu aspecto magro e desmazelado, Stanton nunca foi casado apesar de ter chegado a afirmar que tinha “um ou dois filhos”, refere a mesma revista. Sobre a sua posição na indústria cinematográfica, desvalorizava o percurso alcançado: "No final, acaba-se por aceitar tudo na vida - sofrimento, horror, amor, perda, ódio - tudo isso. É tudo um filme, de qualquer forma", afirmou ao Observer em 2013.

sábado, 16 setembro 2017 11:20 Publicado em Mundo

O primeiro-ministro islandês, Bjarni Benediktsson, anunciou eleições antecipadas no país depois de a coligação governamental ter caído com a saída de um dos partidos que a formava. O executivo aguentou menos de nove meses.

Este Governo será assim aquele que menos tempo ficará no poder na história da Islândia, que vai a votos pela segunda vez em eleições antecipadas em menos de um ano. O executivo anterior caiu devido ao escândalo relacionado com os paraísos fiscais divulgado pelos Panama Papers.

O partido que desmanchou a coligação, o Futuro Brilhante, justificou a decisão com uma “quebra de confiança” depois de o partido do primeiro-ministro, o Partido da Independência, ter, alegadamente, tentado encobrir um escândalo que envolvia o pai do chefe de Governo, diz a Reuters, citada pelo jornal Público.

“Nós perdemos a maioria e eu não vejo nada que indique que a consigamos recuperar. Vou convocar eleições”, afirmou Benediktsson, citado pela mesma agência noticiosa. O governante acrescentou que pretende que o sufrágio se realize em Novembro, mas cabe agora ao Presidente Gudni Johannesson a última palavra. Ambos vão reunir-se este sábado.

Existem dois caminhos prováveis à disposição do Presidente, que ainda não comentou a decisão do primeiro-ministro: ou aceita a convocação das eleições antecipadas, pedindo ao actual Governo que continue no poder de forma interina até que seja formada uma nova maioria; ou, por outro lado, pode pedir a outros partidos que negoceiem um acordo de governação, evitando a realização de eleições.

O escândalo que deu azo ao fim da coligação envolve uma carta escrita pelo pai de Benediktsson em que pede ajuda para que um amigo tenha o seu cadastro limpo, depois de ter sido condenado por seis crimes sexuais contra crianças.

O Ministério da Justiça recusou-se, num primeiro momento, a divulgar o autor do pedido. No entanto, Sigridur Andersen, que detém a pasta da Justiça, foi obrigada a fazê-lo por uma comissão parlamentar. Andersen revelou à comunicação social islandesa que informou o primeiro-ministro do envolvimento do seu pai no caso em Julho mas que não contou a mais ninguém.

sábado, 16 setembro 2017 06:43 Publicado em Política

O Expresso das Ilhas teve acesso ao estudo de opinião, pedido pelo Palácio do Plateau, e que versa sobre três temas: a vida dos cabo-verdianos, o ambiente político e o Presidente da República. Segundo o documento, Ulisses Correia e Silva e Jorge Carlos Fonseca são as personalidades políticas com maior notoriedade e a maioria dos entrevistados está confiante que o próximo ano vai ser melhor. 

sábado, 16 setembro 2017 06:00 Publicado em Sociedade

Câmara de São Vicente promete reparar estradas da cidade depois da época das chuvas.

Expresso das Ilhas

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