É num contexto de crise económica e de altos níveis de desemprego, muito acima da média nacional, que o MpD realiza jornadas parlamentares em São Vicente. Para analisar as razões desta perda de postos de trabalho galopante, mas também para comentar outras questões da política nacional, como as estratégias de investimento ou a regionalização, o Expresso das Ilhas falou com o deputado Humberto Cardoso, eleito pelo círculo eleitoral da ilha de Monte Cara.
Quando em finais do século XVIII Thomas Malthus expôs a sua teoria da população, as suas previsões eram tão nefastas que a emergente disciplina económica rapidamente passou a ser chamada “the dismal science”. Segundo Malthus, a população humana tende a crescer de forma muito mais acelerada do que a superfície arável. O resultado inevitável: uma população que se multiplica automaticamente para nivelar qualquer recurso disponível, cuja maioria vive permanentemente á beira da sobrevivência, e onde o equilíbrio demográfico entre a procura e a oferta alimentar é reposto ciclicamente por epidemias e fomes.
No ano passado, fui convidado pela Associação Cabo-Verdiana de Lisboa para expressar o meu sentimento relativamente ao 25 de Abril de 1974 – palestra publicadaem Cabo Verde -, estando eu, nessa altura, em Lisboa no fim da especialização em Pediatria e Saúde Pública. O convite trazia água no bico, sabendo-se do activismo nacionalista como simpatizante do então PAIGC de um jovem nado e criado no Estado Novo, embora descrente deste, desde tenra idade, pelo contacto tido com os deportados políticos, Dr. Camões, Tenente Pélico Neto e outros desterrados em S.Nicolau.
A Polícia Judiciária completou no dia 12, vinte anos de existência. Para assinalar a data, Expresso das ilhas conversou com o director central da PJ, Carlos Reis, que destaca os ganhos obtidos e sublinha as dores de crescimento, nomeadamente a falta de promoção e de efectivos para responder à demanda actual. Apesar dos meios insuficientes, a PJ continua firme e garante que não vai dar trégua à criminalidade. Reis considera a operação “Lancha Voadora”, no qual foram gastos cerca de mil contos na investigação, como um marco na história da PJ. Falou do tal parecer do catedrático português e vai avisando ao governo que o orçamento que é disponibilizado “gota a gota” constitui um entrave no trabalho da corporação. O director central assegurou que a PJ sonha com muito mais, e que, face às necessidades da corporação, é preciso repensar a forma como colocar as peças no tabuleiro de xadrez.
Volta e meia o sr. Primeiro-ministro traz à ribalta a ideia de um pacto de regime. Diligências são feitas para se assegurar o máximo de atenção dos órgãos de comunicação social. Convites são enviados aos partidos políticos, confissões religiosas, sindicatos e patronato para um encontro com o chefe do governo. A ideia de Consenso ganha uma nova vida e passa a ser o foco das conversas e o tema central das declarações públicas de dirigentes políticos. Normalmente o ciclo termina com o governo a declarar que irá prosseguir com a sua “agenda de transformação” e a distanciar-se dos outros por supostamente estarem a propor medidas de austeridade penalizadoras da população. Em Novembro de 2011, no fim de mais um exercício de busca de consenso, chegou a apontar o dedo ao governador do Banco de Cabo Verde por ter alegadamente vindo a público “ensinar a missa ao vigário”.
Muitos artistas que irão actuar na XXIª Edição do festival da Gamboa, já chegaram à cidade da Praia. O festival arranca esta sexta-feira, 17 e vai até o dia 19 de Maio. São três dias de muita música, num evento que conta com a participação de cerca de 25 artistas nacionais e internacionais. Este ano, o Gamboa é produzido pela GMS, e os festivaleiros terão de comprar bilhetes para assistir aos primeiros dias de festival.
A Câmara Municipal da Praia vai gastar 1500 contos neste festival. Apesar do festival ser produzido por uma empresa privada, ele terá o mesmo desenho que teve nos anos anteriores, com dois dias e noites de música, que constituem a parte central; o Gamboinha, que é um espectáculo para as crianças e o Gamboa Jovem, mais virado para a juventude.
Sob o lema “Gamboa, a Música é Boa”, a edição de 2013 do Festival da Gamboa, traz também novidades. Pela primeira vez, os dois primeiros dias serão pagos e último dia será gratuito. O bilhete para um dia custa duzentos escudos e para os dois dias trezentos. Para entrar na tenda electrónica, são quinhentos escudos.
Os artistas que irão actuar no festival da Gamboa estarão vinte minutos no palco e para além dos artistas que irão actuar por blocos, haverá também o espectáculo do músico angolano Yuri da Cunha e um dueto de Kaká Barbosa e Batchart.
Segundo Gilyto Semedo, da GMS Entertainment, a actuação de Yuri da Cunha é no sábado, 18, Semedo afirma que a vinda deste conhecido músico “é uma surpresa”, e que é uma oferta da câmara de Luanda, e da Praia e da UCCLA.
Gilyto Semedo apela a todos os praienses que vão mais cedo para o festival da Gamboa, pois o arranque será às 21 horas, “ este ano não temos bandas que vão aquecer. Vamos começar logo com espectáculo, para que possamos cumprir o horário do término do festival”.
A ideia de terminar o festival mais cedo, conforme Gilyto Semedo é para evitar conflito e perturbação a aqueles munícipes que não vão ao festival da Gamboa.
Sara Tavares não vai participar no festival da Gamboa
Segundo Gilyto Semedo, a cantora Sara Tavares nunca foi convidada directamente para o festival da Gamboa, mas sim ela irá juntar-se em palco a Dino D`Santiago, que é um dos artistas do cartaz.
“Na apresentação nunca apresentamos a Sara Tavares como artista principal, ela vinha juntamente com o Dino D`Santiago. Tendo em conta que o convite partiu do Dino D`Santiago, houve algumas exigências da manager da Sara Tavares”, frisa.
Gilyto Semedo adianta ainda que nas próximas edições do festival da Gamboa, a organização vai querer trazer Sara Tavares para actuar.
Neyma traz marrabenta para o festival da Gamboa
A cantora moçambicana, Neyma, é um dos artistas que vai actuar no festival da Gamboa, com a sua marrabenta, que é um estilo moçambicano.
Neyma disse que vinte minutos para actuar no festival é muito pouco tempo, tendo em conta aquilo que ela tem para apresentar no nosso país. Mas promete aproveitá-los da melhor forma:
“Vou fazer de tudo para representar bem o país e os artistas do PALOP, espero que gostem das músicas que trago, algumas são bem conhecidas outras não, mas a minha vontade é promover mais o estilo do meu país, que é a marrabenta”, confessou.
Gil Semedo volta com as suas músicas antigas
Gil Semedo disse que traz as suas músicas antigas para o Gamboa, como forma de “lembra tempo”, e que desta vez não trouxe a sua banda. Por isso, vai ser um desafio ensaiar com outras bandas, para poder fazer um bom espectáculo.
“Espero conseguir dentro do tempo que tenho de espectáculo, dar tudo o que tenho para o meu público”, frisa ainda.
Venda dos bilhetes a partir de quarta-feira
Os bilhetes, conforme Gilyto Semedo, vão estar à venda a partir de quarta-feira, na livraria Nhô Eugénio, na Harmonia e ainda numa tenda colocada num espaço perto do Gamboa.
Está também disponível um kit especial: quem comprar uma t-shirt - que custa mil escudos - terá acesso aos dois dias pagos do festival.
Câmara vai garantir segurança das pessoas no festival
António Lopes da Silva, vereador da cultura da Câmara Municipal da Praia, avançou que a Câmara vai apostar na segurança no festival da Gamboa e foi contratada uma empresa para fazer esse trabalho.
Os seguranças juntam-se aos efectivos da polícia nacional, este ano em maior número.
O vereador sublinhou ainda que todo o espaço do festival estará vedado para a segurança das pessoas.
O Ministro do Ambiente, Antero Veiga foi hoje ao parlamento, para em sede de discussão na especialidade, introduzir alterações ao diploma que estabelece o regime de prevenção e controlo da poluição Sonora visando a salvaguarda do repouso, da saúde, da tranquilidade e do bem-estar da população que já foi aprovado na generalidade no parlamento na sessão do mês de Abril, adiantou à Rádio de Cabo Verde.