Expresso das Ilhas

Switch to desktop Register Login

Expresso das Ilhas - Actualidades
quarta, 22 fevereiro 2017 18:11 Publicado em Sociedade

Em declarações ao Expresso das Ilhas, o porta-voz do Presidente do Grupo New Horizon, Vitor Fidalgo, mostrou-se esperançado na resolução dos problemas dos funcionários do hotel.

quarta, 22 fevereiro 2017 17:47 Publicado em Sociedade

A Organização Marítima Internacional (IMO) alertou hoje que é urgente Cabo Verde implementar a Convenção da IMO sobre água de lastro, para prevenir a poluição marinha. A Convenção entra em vigor, em todo o mundo, a 8 de Setembro.

quarta, 22 fevereiro 2017 16:04 Publicado em Cultura

O autor

Jan Klíma é professor e investigador na Faculdade de Filosofia da Universidade Hradec Kralové, República Checa. Criou nessa Universidade uma licenciatura denominada Ciência Política – Estudos Africanos e dedica-se ao estudo da história dos países lusófonos. Entre as suas publicações científicas dedicadas a Cabo Verde destaca-se o excelente livro Sokols de Cabo Verde: a inspiração checa na história do arquipélago atlântico.

 

A obra

Na apresentação deste livro, numa partilha de breves notas de leitura, é meu intento persuadir outros leitores a conhecerem a história inusitada de um movimento juvenil inspirado numa associação checa de cultura física – os Sokols (Falcões) – que, na década de trinta do século passado, vivificou as pacatas ruas de Mindelo, pequena urbe colonial que se abria a um mundo novo, visualizado pelas elites em projeções cinematográficas (o Éden Park surgiu em 1922) e debatido em tertúlias nos clubes culturais e desportivos.

O livro é uma novidade editorial. Encerra a narrativa de uma temática inovadora na historiografia cabo-verdiana.

Tendo como suporte uma aturada investigação histórica, o Professor Jan Klíma reconstituiu o percurso de uma associação cívica fundada em Mindelo em 1932 e dá-nos elementos de respostas a questões já colocadas por outros autores (João Nobre de Oliveira, José Vicente Lopes):

Como se explica que, nos anos trinta do século XX, a cultura da “longínqua” Checoslováquia inspirasse a juventude de uma colónia, sob a dominação portuguesa, “perdida” no oceano atlântico? Quem eram os jovens e adultos, rapazes e raparigas seduzidos pela coreografia dos Sokol da nação checa? Precursores dos libertadores da colónia? Seguidores da moda, na época, de grandiosos desfiles de jovens fardados e de paradas militares? Simples estudantes e trabalhadores que se manifestavam nas ruas de Mindelo em ocasiões importantes para a vida da cidade?

O autor começa por nos apresentar a associação checa Sokol e a sua missão histórica (pp. 13 a 25). Situa a criação do movimento em 1862 num contexto de afirmação da cultura checa no império austríaco. Apresenta-nos um movimento que cultivou a cultura física, a força, o amor à liberdade da pátria, o trabalho e a disciplina, cujo percurso se confundiu com a história política da Europa: marcou presença na luta pela independência da República da Checoslováquia em 1918, na resistência à opressão durante as guerras mundiais e a ocupação nazi, entra em declínio na República Socialista (comunista), renova-se após a “Primavera de Praga” em 1968 e sobrevive nas comunidades checoslovacas no estrangeiro.

Os capítulos seguintes (pp. 26 a 114) são dedicados ao desenvolvimento da vida social no Porto Grande cabo-verdiano, à fundação da associação dos Sokols, aos primeiros sucessos, anos de expansão e popularidade, aos últimos anos dos Sokols cabo-verdianos e ao legado que nos transmitiram.

Em breves notas destacamos os factos e ideias que retivemos na leitura da obra.

O autor situa-nos em Mindelo, cidade portuária onde confluíam “quase todos os fluxos de mercadorias e de homens (…), em suma quase tudo o que atravessa o imenso Atlântico”[1]. Destaca a importância do Liceu Infante D. Henrique, dos clubes desportivos e culturais (Club Sportivo Mindelense, Grémio Desportivo Castilho, Sporting Club de São Vicente, Club Sportivo Derby), das sessões cinematográficas “que exerceram influência extraordinário sobre os mindelenses no sentido de alargarem os seus horizontes e aumentar a discussão social” (p. 34).

O contexto descrito permite-nos compreender a entusiasta adesão da cidade à ideia de Júlio Bento de Oliveira de organizar em S. Vicente uma associação cívica “afastando do seu seio a maldade, a corrupção, (…) todos os factores prejudicais da decadência física, oral e intelectual de um povo” (p. 40), que recebeu (1932) o nome de Sokol. A necessária legitimação aconteceu com a aprovação pelo Governo da Colónia dos Estatutos dos Falcões Portugueses de Cabo Verde (1934).

Aceites pelo poder colonial, os Falcões proclamaram-se “indiferentes a politiquices”[2]. Prova desta asserção, a desobediência ao governo “regional” que lhes pediu ajuda para acalmar a população descontente durante a revolta liderada por Nhô Ambrose (p. 54) e o apoio ao ressurgimento do Liceu em Mindelo fechado pelo poder colonial no ano 1937.

Segundo o autor do livro dedicado aos Sokols de Cabo Verde, a popularidade excecional atingida pela associação justificava-se não só pelos desfiles e demonstrações de ginástica coletiva na cidade, mas pelas atividades exercidas a favor da comunidade. Refere como exemplos a construção de uma rede metálica no mar a fim de proteger os nadadores do ataque dos tubarões e o ensino da arte da marinharia, de ofícios e trabalhos úteis (p. 98).

O caminho do esplendor ao declínio foi pautado pelas vicissitudes políticas internacionais, em Portugal e na colónia, no fim da década. No ano 1938, o Estado checoslovaco, berço dos Sokols, vivia os seus últimos meses antes da ocupação pelo exército alemão. Na Europa faziam-se os preparativos para uma nova grande guerra. Em Portugal, o regime de Salazar reforça a sua presença autoritária nas colónias. Em Cabo Verde já não havia espaço para organizações cívicas sem controlo governamental (p. 103). O Decreto n.º 29.453, de 17 de fevereiro de 1939 selou o fim da associação dos Sokol, que foi extinta, sendo imposta a “Mocidade Portuguesa”, organização nacional e pré-militar que estimulava a devoção à Pátria [portuguesa], o desenvolvimento integral da capacidade física e a formação de carácter dos jovens. Os Falcões de Cabo Verde converteram-se na Ala n.º 2 da Mocidade Portuguesa. 

Jan Klíma ao concluir esta magnífica obra, considera que a história narrada “funciona como um elo de ligação entre Cabo Verde e a República Checa que continua a influenciar positivamente o desenvolvimento contemporâneo das relações checo-cabo-verdianas em todos os aspectos” (pp. 113/114).

Permitam-me, ainda, referir a importância da bibliografia que suportou esta investigação (pp. 115-118) e que orienta para novos caminhos do conhecimento científico sobre Cabo Verde.  

 



[1]  António Leão Correia e Silva (2000). Espaços urbanos de Cabo Verde: o tempo das cidades-porto. Praia-Mindelo: C. C. Português, p. 16.

 

[2]  Artigo “Cá estamos” assinado por Starosta, Boletim dos Falcões de Cabo Verde, n.º 1, janeiro de 1936.

 

 Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 794 de 15 de Fevereiro de 2017.

quarta, 22 fevereiro 2017 14:50 Publicado em Mundo

O Departamento de Segurança Interna norte-americano divulgou hoje novas directivas para a expulsão de imigrantes ilegais, referindo que quase todos os 11 milhões de indocumentados, a grande maioria hispânicos, que residem nos Estados Unidos podem ser potencialmente deportados.

quarta, 22 fevereiro 2017 14:42 Publicado em Sociedade

O SITTHUR denunciou hoje aquilo que considera “perseguição” por parte do Hotel New Horizons na Boa Vista aos trabalhadores e anuncia uma greve para os dias 02, 03 e 04 de Março, caso as suas reivindicações não forem atendidas. Pré-aviso de greve já foi entregue pelo sindicato.

quarta, 22 fevereiro 2017 14:36 Publicado em Mundo

A capacidade de a humanidade se alimentar no futuro está em risco e sem esforços adicionais não se cumprirá a meta de acabar com a fome até 2030, alertou hoje uma agência das Nações Unidas.

quarta, 22 fevereiro 2017 14:16 Publicado em Cultura

A cantora Cremilda Medina está nomeada nos International Portuguese Music Awards (IPMA), na categoria Music Video of the Year, com o seu primeiro single “Raio de Sol”, lançado em Outubro de 2016.  

quarta, 22 fevereiro 2017 12:08 Publicado em Sociedade

Os vigilantes e operadores de câmara da empresa de segurança privada, SILMAC, na ilha do Sal iniciaram esta manhã uma greve de 24 horas. Os funcionários reivindicam, sobretudo, a melhoria salarial. A última actualização foi “há 7 anos”.

quarta, 22 fevereiro 2017 10:56 Publicado em Desporto

Governo anunciou intenção de construir um polidesportivo coberto no Paul, Santo Antão, e confirmou que o centro de estágios de futebol vai ser construído no Porto Novo com financiamento da FIFA. Câmara Municipal do Porto Novo vai requalificar o estádio municipal e reabilitar o campo de jogos de Chã de Itália.

quarta, 22 fevereiro 2017 09:51 Publicado em Mundo

Seis organizações não governamentais (ONG) venezuelanas acusaram hoje a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação de violar os direitos humanos ao omitir de um relatório dados actualizados sobre a situação alimentar no país.

quarta, 22 fevereiro 2017 08:09 Publicado em Política

A requalificação urbana de todas as cidades, um programa para a empregabilidade dos jovens e mulheres, e a necessidade de se avançar com a integração regional do de Cabo Verde na CEDEAO. Estas são as oportunidades de investimento em Cabo Verde que o Ministro das Finanças apresentou ao presidente do BAD durante um encontro esta segunda-feira, 20, em Abidjan.

quarta, 22 fevereiro 2017 08:00 Publicado em Opinião

Várias são as razões por que o Estado é hoje foco de tanta atenção. Entre elas está o facto de depois das falhas dos clusters em fazer o take-off prometido e o quase colapso de sectores da economia como a construção civil não se ter por onde escolher para  assegurar rendimento estável e seguro. Os hotéis e o turismo praticamente ainda só absorvem mão-de-obra pouca qualificada não deixando aos mais qualificados e os com ensino superior uma outra solução que não um lugar no Estado. Outrossim, a actual conjuntura de passagem de um governo para outro de partido diferente ao fim de 15 anos abre novas oportunidades de acesso a posições no Estado à medida que os vencedores substituem os vencidos em posições-chave de orientação política do país.

A dança das cadeiras que propicia é motivo de fascínio mas também de frustração e ressentimento. Na competição por lugares esgrimem-se argumentos de partidarização e da despartidarização como se o principal problema da administração pública fosse essa e não as queixas de falta de profissionalismo, as deficiências no serviço aos utentes e a postura de sobranceria da administração pública que particularmente prejudica o ambiente de negócios. Aliás, a questão da partidarização só toma a dimensão já conhecida devido ao papel que o Estado se atribui de gestor dos recursos do país e de dinamizador principal em todos os sectores. Sabe-se que é abusando dessa posição que cai em favoritismos, na criação de clientelas e em tentativas de controlo da população mais vulnerável numa perspectiva claramente partidária.

Os efeitos do controlo da administração pela força política vencedora das eleições teria menos impacto num contexto outro em que houvesse uma estrutura produtiva nacional expressiva, uma classe empresarial mais assertiva, menos desemprego e pobreza e uma sociedade civil autónoma. São esses os factores que, de facto, em todas as democracias, independentemente do modelo adoptado na relação entre o poder político e a administração pública, impede o Estado de ser sequestrado por interesses puramente partidários. Em Cabo Verde, é evidente a centralidade do papel do Estado em todos os aspectos da vida económica, social e cultural. Inicialmente tal centralidade foi consequência da opção inicial pós-independência de estatização da economia no quadro de um modelo de desenvolvimento baseado na reciclagem da ajuda externa. A incapacidade de decisivamente se afastar do modelo de reciclagem nas décadas seguintes, de diversificar a economia e de ganhar capacidade de exportação de bens e serviços permitiu que o Estado conservasse essa centralidade e se mantivesse numa posição cimeira no topo da proverbial cadeia alimentar com todos os sectores da economia e franjas importantes da população na sua dependência.

Mudar o Estado para deixar de promover activamente o assistencialismo e a dependência e encontrar-lhe um novo papel no processo de dinamização da economia que seja de incentivo à iniciativa privada e não de bloqueador ou condicionante do desenvolvimento é o grande desafio que se coloca hoje. Pelas tentativas de reformas fracassadas no passado sabe-se que não será tarefa fácil. A inércia é grande e os interesses no status quo são muitos. É só perguntar quais das 100 medidas propostas com pompa e circunstância pelo governo anterior foram implementadas e quantas tiveram um efeito real e durável nos utentes em termos de custo e tempo e contribuíram para a melhoria do ambiente de negócios como prometido.

O cidadão comum, pela comunicação social, constata no dia-a-dia o frenesim dos anúncios de estudos, de investimentos, de ajuda externa seguidos de encontros de socialização, workshops, mesas redondas e fóruns. A impressão porém é que são eventos que muitas vezes não resultam da estratégia do Estado, mas sim de impulsos vindos de outras entidades ou partes da agenda das mesmas já com financiamento assegurado. Por isso é que parecem esgotar-se em si próprios sem ter continuidade ficando por realizar iniciativas realmente prioritárias por falta de fundos. A aparente dificuldade do Estado em alocar fundos próprios no tempo certo retira muita da eficiência e eficácia que podia ter na implementação das suas políticas. Custa, por exemplo, compreender que as forças armadas tenham sido prejudicadas no cumprimento da sua missão por causa de meios de comunicação VHF que afinal custam cerca de vinte mil contos e recentemente foram doados pelo AFRICOM americano.

A falta de efectividade do Estado em muito do que faz, soma-se ainda à dificuldade em ver-se como agente económico de grande importância enquanto comprador de bens e serviços no mercado local. Os industriais entrevistados por este jornal na semana passada dão conta dessa omissão e dos prejuízos que incorrem por causa disso. O mesmo dizem outros privados, por exemplo, no domínio das tecnologias de informação e comunicação que lamentam a ausência de uma estratégia de compra de serviços dinamizadora de empresas nacionais no sector. A assinalar uma mudança de política nesta matéria foi a decisão muito positiva do actual governo em promover o aprovisionamento de bens e serviços nas ilhas onde estão sediados serviços do Estado e em privilegiar operadores locais para obras municipais. Realmente, para ter maior impacto na economia nacional deve-se constituir toda essa compra de bens e serviços na “procura sofisticada” de que fala Michael Porter.

Em conclusão, há que ir além da problemática de partidarização. O Estado precisa de ser retirado do papel dominador que teve no modelo de reciclagem de ajuda. Há que adequá-lo para um outro papel que é o de promotor da autonomia e da iniciativa das pessoas com vista a aumentar a produtividade e a competitividade do país e criar as condições para a prosperidade e a felicidade de todos.  

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 794 de 15 de Fevereiro de 2017.

quarta, 22 fevereiro 2017 07:39 Publicado em Mundo

O mundo tornou-se em 2016 "um local mais sombrio e mais instável", devido ao agravamento de conflitos como a Síria e dos "discursos do ódio" na Europa e Estados Unidos, considerou hoje a Amnistia Internacional no seu relatório anual.

quarta, 22 fevereiro 2017 06:00 Publicado em Opinião

1.O lançamento do debate sobre a regionalização e o papel da comunicaçao social publica

Com a apresentação no dia 13 de Janeiro de 2107 pelo Dr. Luís Tavares na Câmara Municipal de S.Vicente da proposta de lei da Regionalização pode-se considerar como dado o sinal de partida do debate nacional que poderá desembocar na almejada Regionalização de Cabo Verde.

Tal acto não mereceu a atenção da maior parte dos principais órgãos de comunicação social cabo-verdianos que o assunto justifica, limitando-se a uma notícia no Jornal da TCV.

A 20 de Janeiro de 2017 no mesmo local, o Dr. Olavo Correia, sob o tema custos da Regionalização, expos a visão do Governo/MPD sobre o assunto avançando um valor estimado dos custos que poderá representar a adopção da Regionalização.

A comunicação social esteve mais “atenta”, noticiando em três jornais on-line e na TCV o acontecimento. No Jornal de Domingo da TCV a 22 de Dezembro o assunto Regionalização é abordado, ainda que de forma ligeira.

O tema Regionalização foi ao longo dos tempos um assunto tratado quase sempre com reservas por parte da comunicação social cabo-verdiana, quase toda sediada na Cidade da Praia, centro do Poder que “supostamente” o processo de Regionalização contesta.

Se em relação aos meios de comunicação social privada não é exigível papel particular o mesmo não se passa em relação à RTC, que tem funções de serviço público.

A RTC, sendo a nossa Rádio e Televisão Pública, bem que poderia fazer um esforço para que esse tema pudesse ser pluralmente discutido, com abordagens diferenciadas do assunto, nomeadamente por parte de vozes que defendem a Regionalização.

Se ninguém quer impor uma determinada visão sobre o assunto, lógico seria que a RTC desse vez e voz aqueles que também têm os seus argumentos para defender a Regionalização possibilitando à opinião pública caboverdeana uma reflexão serena sobre o tema.

É que para a discussão de qualquer assunto, informação objectiva é necessária para possibilitar um juízo adequado por parte de cada cidadão deste país. E a necessidade dessa informação é tanto mais necessária quanto é facto que sobre o tema Descentralização / Regionalização passaram-se anos e anos de desinformação contínua.

Sendo certo que, por mais espessas que sejam, o destino das cortinas de fumo é acaba- rem por se dissipar, importante e necessário é que haja abordagem esclarecedora dos prós e dos contra inerente a qualquer dossier, qualquer que ele seja.

O MPD, partido vencedor das eleições em Março de 2016 assumiu a Regionalização no seu Programa Eleitoral e depois, com a assunção das funções governativas, plasmou bem claro no seu Programa de Governo da IX Legislatura no ponto 3.2.3 UM NOVO MODELO DE ESTADO - UM ESTADO INTELIGENTE, PARCEIRO E FEDERADOR indicou AVANÇAR COM A REGIONALIZAÇÃO.

Nesse Programa se diz que o Governo procurará um consenso alargado com as demais forças políticas, com as instituições da sociedade civil e com as associações defensoras da regionalização.

Sendo este o quadro definido penso que todos os cabo-verdianos nele se deverão inserir, de modo consciente e participativo no processo, visando a obtenção duma solução a mais consensual possível, cientes de que é Cabo Verde que sairá a ganhar.

 

2. O papel da sociedade civil

A única associação defensora da Regionalização é o Grupo Pró-Regionalização de Cabo Verde, oficializada em Abril de 2014 e sediada no Mindelo. Ela não se pronunciou até agora, parecendo estar na expectativa daquilo que o Governo vai fazer nesta matéria.

Ficar a reboque do que o poder determina parece ser sina corrente da sociedade civil cabo-verdiana, numa clara demonstração da fragilidade da mesma.

Mas a Regionalização é um processo de aprofundamento da democracia, com o poder mais próximo das populações e que por isso mesmo exige a sua participação.

Descentralizar, Democratizar e Desenvolver bem podem ser considerados os três pilares que constituem o tripé em que assenta a Regionalização.

O debate terá que se fazer para além dos partidos uma vez que estes não esgotam a sociedade cabo-verdiana.

 

3. A regionalizaçao como forma de organizar o estado 

A Regionalização é uma reforma do Estado na procura deste servir melhor os interesses do povo de Cabo Verde.

Um dos consensos quando se fala da necessidade de Regionalização é a de que a actual estrutura de Estado centralizado que temos não serve os interesses de Cabo Verde e que é preciso mudar para melhor.

Se se perguntar em referendo no Cabo Verde de hoje quem está a favor desta centralização arrisco dizer que a esmagadora maioria está contra. Até na Praia, cidade Capital, se reclama desse Estado.

Os detractores da Regionalização nunca levantaram a voz contra o continuado crescimento da estrutura do Estado em Cabo Verde.

Muito menos dos custos que ela representa, pela sua dimensão e pela sua ineficácia, nomeadamente ao produzir um modelo de desenvolvimento desequilibrado (as tão faladas assimetrias regionais) com um centro super povoado e acumulando riqueza e ilhas em desertificação progressiva e acumulando pobreza.

Quando se anunciou o actual governo de Cabo Verde reduzido a 12 membros ouviram-se vozes criticarem tal opção,duvidando da sua operacionalidade porque supostamente pequeno.

São muitas dessas vozes, para as quais o tamanho do Estado não foi nunca preocupação que, quanto toca a Regionalização, levantam o coro do Estado Gordo num exercício que peca por pouca coerência.

A Regionalização será tão-somente uma infraestrutura supramunicipal, prevista na actual Constituição, a ser criada. Para esta estrutura serão transferidas competências, recursos materiais, financeiros e humanos da actual estrutura do Estado Central.

Resulta evidente que estamos perante uma nova configuração do Estado e tão sòmente isso. Não se trata de criação de estruturas que exigem mais meios. São os meios existen tes a serem utilizados de forma diferente, mais racionalizada, descentralizada.

Também julgo que se pode considerar consensual que a estrutura Região não invadirá competências dos Municípios existentes.

 

4. O “custo” da regionalizaçao

Um dos grandes “argumentos” apresentados pelos críticos da Regionalização é o custo que esta mudança de estrutura do Estado representará, ainda que esse argumento é até agora abstracto porque feito sem base concreta, pela ausência de modelo definitivo da Regionalização a ser adoptada.

A Regionalização, tratando-se duma reforma do Estado, representará naturalmente algum custo adicional, mas nada que não se possa suportar. Mas bem-feita, o custo será o mínimo possível.

Sabendo como todos nós sabemos que tudo tem um custo, à Regionalização, parafraseando outrem, bem se pode aplicar o princípio sacrossanto de que “A DEMOCRACIA CUSTA “.

E quem fala dos custos deve falar também dos benefícios. Os ganhos que a Regionalização irá proporcionar compensam amplamente os custos complementares que possa vir a representar.

O argumento de que não há dinheiro e que não se vai pedir ajuda à comunidade inter- nacional resulta falaciosa porque, se necessário for, julgo que bem podemos continuar a contar com essa disponibilidade.

Se no nosso percurso até agora sempre pudemos contar com ela, natural supor que neste passo rumo a um novo patamar de democracia, num novo modelo potenciador do desenvolvimento económico e social destas Ilhas, teremos apoio, se necessário for.

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 794 de 15 de Fevereiro de 2017.


terça, 21 fevereiro 2017 17:00 Publicado em Sociedade

O problema de conservação do pescado na ilha do Maio deve ficar resolvido até final de Junho próximo, com a instalação de duas máquinas de produção de gelo, anunciou hoje o Governo, no Parlamento. 

terça, 21 fevereiro 2017 16:09 Publicado em Desporto

Académica do Porto Novo/Beira Mar e Rosariense/Foguetões são os jogos das meias-finais da taça Santo Antão em futebol, calendarizadas para 04 de Março, segundo o sorteio efectuado segunda-feira.

terça, 21 fevereiro 2017 15:00 Publicado em Economia

A suspensão dos voos da TAAG entre Cabo Verde/São Tomé e Príncipe e Angola está a provocar avultados prejuízos à empresa nacional da indústria farmacêutica (Inpharma), confirmou hoje a instituição.

terça, 21 fevereiro 2017 14:55 Publicado em Cultura

A liberdade – valor essencial da dignidade humana – tem sido percebida sob diferentes perspetivas no tempo histórico. Hoje, em Cabo Verde, é reconhecida a liberdade de todos os cidadãos perante a lei e assegurado o pleno exercício por todos os cidadãos das liberdades fundamentais (artigo 1.º, 2 da Constituição da República).

Nem sempre foi assim. Nos anos trinta, vigorou em Cabo Verde a Constituição Política da República Portuguesa de 1933 que limitava a “liberdade de expressão do pensamento sob qualquer forma”, regulando-a por leis especiais “para impedir preventiva ou repressivamente a perversão da opinião pública enquanto força social “. Uma dessas leis (Decreto n.º 26.589, de 14 de maio de 1933) instaurou a censura prévia em publicações periódicas “folhas volantes, folhetos, cartazes e outras publicações, sempre que em qualquer delas se versem assuntos de carácter político ou social”. Em Cabo Verde, no mês de fevereiro há 81 anos, o Boletim dos Falcões de Cabo Verde publicou, na primeira página, uma coluna dedicada ao Civismo e à Liberdade, assinada por X. A prudência do anonimato compreende-se numa publicação visada previamente pela censura. Transcrevemos excerto do artigo*: Toda a gente fala em Liberdade. Nem todos, porém, sabem o que ela é, poucos têm a noção do que ela deve ser, e quasi nenhuns a exercem como ela deve exercer-se. No entanto, o seu conhecimento deveria constituir o alicerce de toda a Educação Cívica deste nome. Só os povos com a ciência exacta da Liberdade podem ter a consciência da Ordem. A Liberdade é a mais bela essência da Natureza. (…) Liberdade e Vida confundem-se e completam-se. É que não há Vida sem movimento e não pode haver movimento sem liberdade. (…) Não podemos referir aqui, no limitado espaço de que dispomos, cada uma das têses e vicissitudes por que têm passado essa idêa [de liberdade]. Limitar-nos-emos por hoje a registar (…) aquela que teve o maior eco e influencia (…) a que foi fixada, em 1789, pela Assemblêa Constituinte Francesa, no artigo 4.º da sua Declaração dos Direitos do Homem: «A Liberdade consiste em poder fazer-se tudo o que não seja prejudicial a outrem. Portanto, cada homem pode exercer os seus direitos naturais até aos limites que garantem aos outros homens o gozo dêsses mesmos direitos. Só a Lei determina tais limites.» (…) Não é pois ousadia concluir-se que, seja qual fôr o seu credo político, todo aquele que estude, compreenda e pratique esta fórmula, poderá considerar-se um cidadão, no que esta designação tem de mais belo e progressivo. O Boletim dos Falcões de Cabo Verde, de fevereiro de 1936, foi o segundo e último número da publicação de carácter científico e literário, propriedade dos Falcões, movimento cívico inspirado numa associação da Checoslováquia denominada Sokol (Falcão) que, devido ao seu carácter patriótico e cívico, foi “o grande grupo da resistência nacional” contra o Império Austríaco e a ocupação alemã. A associação Sokol de Cabo Verde foi fundada em 1932 num ato público no Éden Park em Mindelo e extinta em 1939 pelo governo colonial, que impôs a organização juvenil pré-militar “Mocidade Portuguesa”. * No texto transcrito respeitamos a grafia da época.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 793 de 08 de Fevereiro de 2017.

terça, 21 fevereiro 2017 14:54 Publicado em Política

A deputada eleita pelo Partido Africano para  Independência de Cabo Verde (PAICV) no Sal, Ana Paula Santos, pede a intervenção do governo para resolver o problema de falta de água que afecta a ilha. A deputada falava hoje, no Parlamento, no período antes da ordem do dia e disse que as desculpas para os cortes no fornecimento de água não convencem.

terça, 21 fevereiro 2017 14:43 Publicado em Mundo

O presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, disse hoje aos cidadãos britânicos que irão pagar uma factura "muito cara" pela sua decisão de retirar o Reino Unido da União Europeia (UE).

terça, 21 fevereiro 2017 14:24 Publicado em Cultura

No ámbito do Dia Internacional da Língua Materna, que se assinala hoje, a Biblioteca Nacional realiza uma exposição/venda dos livros editado em língua cabo-verdiana.    

 

terça, 21 fevereiro 2017 13:19 Publicado em Sociedade

Colisão entre motociclo e Hiace, às 19h00 de ontem, em Espargos, causou um morto e um ferido grave.

terça, 21 fevereiro 2017 10:52 Publicado em Mundo

Setenta e quatro corpos de migrantes deram à costa junto à cidade de Zawiya, no mar Mediterrâneo, anunciou hoje o Crescente Vermelho da Líbia.

terça, 21 fevereiro 2017 09:08 Publicado em Economia

O Instituto Nacional de Estatísticas (INE) anunciou hoje, no seu relatório sobre comércio externo, o aumento de preços das importações face ao mês anterior. Também houve um acréscimo do Índice de Preço da Exportação.

terça, 21 fevereiro 2017 08:59 Publicado em Mundo

O inquérito relacionado com o escândalo de corrupção da Petrobras no Brasil vai ultrapassar as fronteiras do país, segundo disse hoje o procurador responsável pela investigação internacional do caso, Vladimir Aras, citado pela agência France Press (AFP).

terça, 21 fevereiro 2017 08:50 Publicado em Política

O primeiro-ministro português, António Costa, inaugurou segunda-feira a escola portuguesa, na cidade da Praia, assumindo que tinha dúvidas sobre se a obra ficaria concluída a tempo, mas admitindo que "errou" na sua previsão pouco "optimista".

terça, 21 fevereiro 2017 08:40 Publicado em Sociedade

Cabo Verde ainda não apresentou quatro relatórios sobre convenções de direitos humanos das Nações Unidas que assinou, disse segunda-feira a presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC).

terça, 21 fevereiro 2017 08:09 Publicado em Sociedade

A UNICEF alertou hoje que a má nutrição aguda que afecta a Nigéria, Somália, Sudão do Sul e Iémen coloca este ano em “iminente” risco de morte 1,4 milhões de crianças devido à fome que existe naqueles países.

terça, 21 fevereiro 2017 06:00 Publicado em Eitec

Uma engenheira russa concebeu uma aplicação para replicar quem a usa – e que pode continuar a falar com amigos e familiares depois de a pessoa morrer.

Quando o melhor amigo de Eugenia Kuyda morreu num acidente de carro em Moscovo, há dois anos, ela passou horas a reler os SMS, mensagens online, e emails trocados entre os dois. Era a primeira vez que perdia alguém tão próximo. Mais do que as fotografias, eram as mensagens que imortalizavam as expressões, opiniões e peripécias diárias do amigo.

A única coisa melhor do que reler mensagens seria voltarem a falar. Não era impossível. Kuyda, uma emigrante russa de 30 anos a viver nos Estados Unidos desde 2013, trabalha há anos no ramo da linguística computacional. Na altura, estava a testar um chatbot (um programa de computador capaz de conversar), que fazia recomendações de restaurantes para a Luka, a sua empresa especializada em programas de inteligência artificial, que tem sede em São Francisco. Inspirada nessa tecnologia, utilizou as mensagens trocadas para criar um novo tipo de chatbot, que reproduzia os padrões de fala do seu amigo.

“Era uma forma de manter a sua memória viva, e criar um verdadeiro memorial de quem o Roman tinha sido em vida,” disse Kuyda em conversa com o PÚBLICO. O programa de computador – que tal como o amigo se chamava Roman – permitia recordar a história de vida através das palavras do próprio.

Replika, o novo chatbot da Luka, é a evolução de Roman. Com lançamento para iPhone previsto para o final de Fevereiro, foi criado para ser um amigo de inteligência artificial que podemos ensinar a pensar como nós através de mensagens de texto.

Além de assimilar os padrões de linguagem do utilizador, o Replika pode aceder às redes sociais Facebook, Instagram e Twitter para aprender mais sobre a história de vida de cada um. Eventualmente, dizem os criadores, pode falar com os amigos e familiares da pessoa. Mas embora o objectivo de Replika (criar um amigo virtual semelhante ao utilizador) seja diferente do de Roman (recordar alguém que morreu), os dois especialistas em linguista computacional reconhecem que, na eventual morte do utilizador, o programa de computador se pode transformar numa possível forma de consolo para amigos e familiares. “Há muitas pessoas interessadas no potencial da inteligência artificial para mudar as nossas vidas, incluindo a forma como fazemos luto,” diz Dudchuk.  


 

                                 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 794 de 15 de Fevereiro de 2017.

terça, 21 fevereiro 2017 06:00 Publicado em Opinião

(Carta enviada à Conservatória do Registo Notariado de São Nicolau).

Por “favor”!!!!...

Agradecia “profundamente”: que mandassem retirar, redondamente, o meu nome, “Paulino Vieira”, do Centro que se encontra ali no Tarrafal enganando as pessoas que é um Centro Cultural …, quando na realidade não passa de um centro de bebedeira para quem lhe apetece uma hora ou outra jogar a sua cartada e fazer o seu consumo; facturando a caixa: hora sim hora não, alguns encontros políticos: mantendo o nome em evidência: quando na realidade, eu próprio para conseguir tocar ali uma vez, pelo simples facto de a organização não ter sido caseira, tive que fugir dos boicotes. E mesmo para se fazer este centro com o meu nome nem sequer fui consultado. Fui contactado com um telefonema do “Benvindo de Oliveira” para assistir à inauguração, daquilo que eu nunca tinha sido consultado: que eu ignorei. Ao deixar as coisas arrastarem até agora, fui para ver se na realidade, um dia viessem a fazer alguma coisa de jeito, dado ao nome ali utilizado; mas nem por isso. Quando um dia eu tiver o meu Centro, trará os meus ensinamentos … a minha maneira de ser e os meus princípios. Se o nome já foi tirado pelo menos com a pintura, também que seja retirado da documentação: para não ter que acontecer da mesma forma que a sentença do ARMANDO ZEFERINO. Meu Deus, até dá vontade de rir!!!!

De repente dá-se-lhe por vitorioso daquilo que ele próprio dizia ser dele, levando-me a batalhar … e dar ao mundo a conhecer a sua história contada! - Tendo sido eu o arranjador, neste caso o responsável por tudo aquilo que estava sendo explosão, começando a despoletar e a trazer grandes complicações, por ser, ela, uma revolução: que ninguém mais já se lembrava, agora com todo o mundo querendo dar a cara, naquilo que antes ninguém tinha prestado atenção:

 

“Sôdáde de Nhâ Terra São Nicolau:”

Gravada para relembrar a época do meu pai. Armando conseguiu provar, na versão da Cesária; pois na do Nhâ Primeiro Lar ninguém se mexe: por ser um carimbo pessoal. De que o tema tinha sido feito por ele: ficando todo o mundo convencido de que ele tinha ganho a causa: quando na realidade, o caso tinha ficado na mesma, isto só foi feito para enganar, em que os direitos autorais iam continuar a ser dos mesmos donos antigos, que também tinham roubado a obra; isso já do conhecimento público, continuando a negociação na mesma já que o julgamento só tinha sido uma farsa!... Apenas para calar a boca aos praiabranquenses, quando viessem visitar a terra onde nasceu a música em que cantou a Cesária Évora, promovendo outra vez esta farsa! Desde que havendo um praiabranquense, mesmo que fosse falso, envolvido nesta história aí já ninguém reclamaria. Isto aconteceu cá em São Nicolau! Onde a verdade não conta … e o povo por conveniência tem medo da razão. Ficando uma pergunta no ar: quem terá feito a música Sôdáde???? …

 

ISTO SERÁ DESCOBERTO UM DIA! …

Aqui não há música de Cesária e nem do Armando Zeferino. Aqui há música de um povo que o Paulino Vieira revolucionou; deixe-me assumir. Criar estas estórias, escrita com “e” e não com “h”, arranjando esses compositores só tem a ver com ficar com os seus direitos, aquilo que já lhe pertencia por legitimidade. Direitos da explosão, direitos da expansão … direitos dos seus arranjos … direitos da sua idealização, direitos da sua criatividade, direitos da sua entrega, direitos da sua patente, direitos da sua produção. Qualquer pessoa que tivesse cantado em cima de tudo isso teria tido o mesmo sucesso; neste caso a Cesária Évora só apanhou boleia. O que significa que quem deveria estar recebendo homenagem, eram eles o Toy Vieira, Armando Tito, Vaiss …, e pessoas que veramente contribuíram para esta parada. O José da Silva … a Cesária Évora …, e toda essa malta interesseira andando à trás daquilo que se tornou moda, só foram e continuam sendo uns oportunistas que nunca tinham tido nada na vida: levantados pelo Paulino Vieira que os pôs no caminho do funcionamento. Eu apenas tentei ser razoável, deixando todo o mundo mentir: a ver se o povo caía na real sozinho. Mas o povo é cego!!!! Deixa-se cair em todas as enroladas.

Na realidade, alguém da Praia Branca terá feito a música “Sôdáde”. Mas essa pessoa não foi a pessoa do Armando Zeferino. Aquilo que significa que as placas colocadas na Praia Branca estão erradas. Não existe nenhuma “música” com o nome de “Morna Sodade”. Se passou a existir hoje: só se for para roubar os direitos autorais do seu verdadeiro nome: “Sôdáde de Nhâ Terra São Nicolau”! - Compositada pelo seu grande compositor Matias Santos Vieira… e revolucionada cinquenta anos mais tarde pelo seu próprio filho: Paulino de Jesus Santos Vieira, na época em que ajudado pelo irmão, Armando Tito e outros camaradas…, traziam à Cesária Évora ao colo: com todo o mundo apanhando boleia. José da Silva sabe, Praia Branca sabe, Cabo Verde sabe, todo o mundo sabe,… Apenas o mundo inteiro continua tentando se enganar. Praia Branca deveria estar hoje recebendo “uma nota” …, caso tivessem entendido a mensagem deixada numa profecia, de um homem que viu Praia Branca sendo um centro de atracção para os forasteiros que chegavam todos os dias visitando o seu povo. Santos Vieira!!!! - Homem que todo o mundo conheceu: - O GRANDE ENSINADOR DE PRAIA BRANCA E NÃO SÓ…, conhecido em todo o São Nicolau como o “grande mestre”: e ensinador, de todos os músicos sãonicolauenses. Na fotografia que se encontra estampada na placa cravada na “LAJA” dá para ver: Santos e seus pupilos. Mais propriamente dito; segundo naquela época: “SANTOS D`BIA FINA, MÁ SÊ COMPANHA!” Amanhã, quando for provado este esclarecimento, não digam que não sabiam da história. O Armando Zeferino só se limitou a cantar a música ensinada pelo seu mestre!!!! Para ser cantada no dia da despedida …, estando o Santos no violino: ele como o animador da festa como era o habitual …, ao começar ele a música e mandando o Armando Zeferino cantar. Juntamente com o resto da sua Companha! … Tendo ele Santos parado de tocar …, para observar a sua malta que estava-se comportando muito bem. Daí, ter saído a multidão!!!! Como se fosse para uma procissão! – Para levarem os embarcadistas ao ponto de partida…, tendo o Santos ficado no Grémio à espera dos seus pupilos para continuar a festa: tendo o povo voltado à sala, completamente convencido de que tinha sido o Armando Zeferino a tirar a música: segredo que pouca gente ficou a saber: pois Santos cantou a música pela primeira vez, gozando com os embarcadistas de São Tomé por baixo das suas janelas …, como uma forma de dizer risonhamente que eles tinham cavado a própria sepultura. Na serenata cantou ele com a sua própria boca! E para o dia da despedida, como ele ia estar no violino, ensinou a música ao Armando Zeferino, sendo ele compadre de uma das pessoas que iam embarcar. Segredo que ele, Armando Zeferino, levou para a cova, sem ter sido capaz de falar a verdade. Facto que eu vou ter que retocar um dia: evitando que a mentira suplante a nossa história: sendo esta história, a herança de todos os praiabranquenses: deixada por Matias Santos Vieira…, para o desafogo do seu povo. Mas nisso eu não estou interessado agora. Neste momento estou, mais preocupado com o Centro. Eu não quero ver mais o meu nome ali empoleirado. Façam favor.  

 

Paulino de Jesus Santos Vieira. 16 de Julho de 2016 .

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas  nº 794 de 15 de Fevereiro de 2017.

Expresso das Ilhas

Top Desktop version