Expresso das Ilhas

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Expresso das Ilhas - Actualidades
quinta, 08 dezembro 2016 12:50 Publicado em Política

Os governos de Cabo Verde nunca entregaram os relatórios a que estavam obrigados à luz da Convenção Contra a Tortura, ratificada há mais de 20 anos. A informação é revelada pela ministra da Justiça, Jánine Lélis, que garante já ter tomado medidas para que o incumprimento não se repita. A governante reage em exclusivo à Rádio Morabeza às conclusões constantes da avaliação internacional a que Cabo Verde foi sujeito e que apontam para a violação de direitos humanos, nomeadamente ao nível das prisões, forças policiais e justiça.

quinta, 08 dezembro 2016 10:59 Publicado em Cultura

A cantora e compositora cabo-verdiana, Nish Wadada, deslocou-se no início desta semana à Europa, para dois concertos de promoção dos seus dois últimos vinis, lançados em Outubro passado.  

quinta, 08 dezembro 2016 10:45 Publicado em Mundo

O papa Francisco comparou hoje os meios de comunicação que procuram escândalos e difundem notícias falsas a pessoas sexualmente atraídas por excrementos, descrevendo os seus leitores como pessoas que gostam de comer fezes.

quinta, 08 dezembro 2016 10:16 Publicado em Economia

O Governo, em parceria com os municípios, vai elaborar um plano de acção para resolver os problemas mais urgentes a nível da habitação, saneamento e segurança nos destinos turísticos, sobretudo nas ilhas do Sal e da Boa Vista.

quinta, 08 dezembro 2016 10:00 Publicado em Mundo

Pelo menos 100 civis morreram e dezenas ficaram feridos em três ataques aéreos contra a população de Al Qaim, situada junto à fronteira síria e controlada pelo grupo extremista Estado Islâmico, disse um membro do conselho provincial.

quinta, 08 dezembro 2016 09:21 Publicado em Política

O parlamento aprovou quarta-feira, em votação final global, o Orçamento de Estado para 2017 com votos favoráveis do MpD, votos contra do PAICV e abstenção da UCID.

quinta, 08 dezembro 2016 08:52 Publicado em Política

O governo já tem conhecimento da situação em que se encontra o edifício abandonado da antiga Congel, perto da Laginha, em São Vicente. A garantia é do presidente da Câmara Local, Augusto Neves que acredita numa medida urgente para resolver a situação.

quinta, 08 dezembro 2016 08:00 Publicado em Opinião

O orçamento do Estado para o ano 2017 era para ser o grande acontecimento da sessão do par­lamento em Novembro. Infeliz­mente, a apresentação do verda­deiro primeiro orçamento do novo governo foi obscurecido por um conjunto de incidentes e situações anormais ao longo do debate na plenária que deixou patente, pe­rante todos, a fragilidade da ins­tituição parlamentar. Além das já habituais, e muitas vezes sem sentido, interrupções de trabalho com interpelações à Mesa, veio-se a constatar que a Assembleia Na­cional esteve a trabalhar out of or­der, ou seja, sem que as exigências formais para o seu funcionamento estivessem a ser integralmente cumpridas. A Ordem do Dia não tinha sido de facto aprovada e o presidente da AN, a partir de um certo momento já suspenso do seu mandato de deputado por razões de ausência do país do presidente da república (artigo 131º da Cons­tituição), continuou a dirigir os trabalhos. No domingo seguinte, a televisão pública, TCV, não se coi­biu de apresentar trechos do deba­te do Orçamento do Estado com o trilho sonoro que acompanha a ac­tuação de palhaços no circo.

Nunca é demais salientar a gravidade do que ali se passou. A proposta de orçamento do Estado para 2017 estava agendada para ser discutida e aprovada. Para isso devia constar da ordem do dia aprovada por maioria absolu­ta dos deputados em efectividade de funções, ou seja, pelo menos por 37 deputados. O Presidente da mesa proclamou a Ordem do Dia aprovada com 36 deputados a favor, 26 contra e 3 abstenções, como se pode comprovar no vídeo da AN de 21 de Novembro, período da manhã (1:08:00). Deu por aber­to o período da ordem do dia, que é, segundo o regimento, o período durante o qual o parlamento exer­ce as suas funções constitucionais, sem que realmente tivesse sido aprovado. A questão que se coloca é se são válidos os actos seguintes, como sejam a votação e aprovação de leis, particularmente quando a dirigir os trabalhos esteve, durante algum tempo, um presidente em situação irregular porque estava suspenso das suas funções de de­putado.

O facto do parlamento e dos sujeitos parlamentares não con­testarem a validade dos actos pra­ticados durante a sessão pode não fazer com que o problema desapa­reça. Como diz o constitucionalista Jorge Miranda “o Presidente da República pode impugnar a cons­titucionalidade de diplomas, por preterição de requisitos formais”. Tratando-se do Orçamento do Es­tado, que deve vigorar logo a par­tir de 1 de Janeiro de 2017, há que evitar quaisquer contratempos ou dúvidas no processo da sua apro­vação e posterior promulgação pelo PR. Muito menos ainda per­mitir que o contribuinte alimente alguma desconfiança quanto ao processo em que se criam impos­tos e mecanismos de cobrança e liquidação dos mesmos.

O formalismo, ou o respeito pe­los procedimentos, é fundamental em democracia. Não é à toa que sempre que se procura minar as instituições democráticas, ou se quer impor a tirania de uma maio­ria, ou a vontade de um chefe, criam-se atalhos para não se se­guir escrupulosamente as normas, fazem-se apelos para não se perder tempo em debates e formalidades, aponta-se a conveniência de não cumprir com certos requisitos e cortam-se a meio deliberações com declarações de confiança na futura decisão de um pequeno comité, ou do chefe. A democracia entra em crise quando práticas semelhantes começam a verificar-se dentro dos parlamentos e no interior dos par­tidos. Essa acção corrosiva, muitas vezes provocadas por pressão de movimentos populistas tanto den­tro como fora, aumenta a disfun­cionalidade dessas mesmas insti­tuições num crescendo que conduz a ainda maior descrédito das mes­mas e maior adesão aos impulsos populistas.

O sucesso de movimentos po­pulistas em vários países, acom­panhado de subsequente degra­dação da democracia e das suas instituições, tem lançado dúvidas sobre a capacidade de resiliência da democracia. Com o que se pas­sa actualmente, por exemplo, na Hungria, na Polónia e na Turquia ninguém já diz que o processo de consolidação da democracia é ir­reversível. Também ninguém ga­rante que a América com Donald Trump, ou a França com Marine Le Pen, vão manter a mesma face democrática que hoje apresentam. O mundo actual da globalização, de fácil comunicação e alta conec­tividade e de mudanças disrupti­vas no mercado de trabalho devido ao passo acelerado de inovações tecnológicas cria muitas oportu­nidades, mas também frustrações, ressentimentos e ansiedades. As pessoas tornam-se mais facilmen­te permeáveis a fenómenos como xenofobia, racismo e misoginia e iludem-se rapidamente com ape­los anti-partidos e anti-política vindos de um auto intitulado chefe. A complexidade da vida, da econo­mia e da democracia é reduzida a uma visão simplista dos problemas para os quais há soluções a encon­trar, de preferência sem demasia­dos procedimentos e sem delibera­ções numa base plural.

Cabo Verde também não deve tomar a democracia como algo se­guro e garantido. As dificuldades demonstradas no funcionamento do parlamento, os efeitos visíveis de atitudes populistas no seio dos partidos e a prevalência em certos sectores de discursos anti-política e anti-partido não podem ser toma­das com ligeireza. Como também noutros países disfarça-se o ata­que populista contra a democracia representativa com propostas de democracia plebiscitária que põem uns contras outros, acabam com o pluralismo e promovem o apare­cimento de chefes e cultos de per­sonalidade. Um aviso do que pode trazer o futuro é o espectáculo que se assistiu do parlamento “out of order” e de uma TCV pública os­tensivamente a denegrir a imagem do órgão de soberania representa­tivo de todos os cidadãos.

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 783 de 30 de Novembro de 2016.

 

quinta, 08 dezembro 2016 07:59 Publicado em Cultura

 

O guitarrista português, Ricardo Martins vai apresentar esta sexta-feira o seu primeiro trabalho de guitarra portuguesa, num espectáculo no Centro Cultural Português - Praia. 

quinta, 08 dezembro 2016 06:00 Publicado em Opinião

Cabo Verde será um dos países mais visitados nos próximos 10 anos

Este anúncio, atribuído à OMT (Organização Mundial do Turismo), tem circulado na imprensa nacional e internacional. Um dos resultados práticos desta promoção é que Cabo Verde vai começar a ser “assaltado” por todo o tipo de investidores (uns sérios, outros meros especuladores), trazendo todo o tipo de projectos mirabolantes recheados de boas intenções, por todo o tipo de operadores turísticos, empresas de construção civil, promotores imobiliários, marcas hoteleiras, etc., etc., todos prometendo mundos e fundos ao povo destas ilhas e às autoridades verdianas.

Também aqui, nada de novo, já vimos este filme entre 2006 e 2008, filme que foi interrompido abruptamente pela crise financeira internacional. Se é verdade que o país perdeu imensos bons negócios e oportunidades na altura (eu que o diga, pessoalmente), não é menos verdade que, quando olhamos para o que se passa hoje no Sal e na Boa Vista, temos de exclamar: “bendita crise internacional! O que seria destas ilhas se não tivesse havido a crise?!”

A pergunta importante: estará Cabo Verde preparado para esta nova avalanche?

Em 2006-08, não estávamos minimamente. E agora, com um governo recém-chegado, com vários presidentes de câmaras municipais estreantes, num país que parece que renasce todas as vezes que há eleições, como lidar com tudo isto?!

Não posso deixar de realçar que as ilhas do Sal e da Boa Vista, martirizadas pelos bairros de barracas, lixeiras a céu aberto, vendedores ambulantes a assediarem turistas nas ruas, cães nas praias e uma avassaladora hegemonia do turismo de massas, possuem novas equipas camarárias, o que, se por um lado pode ser bom, por outro lado levanta muitas preocupações.

O turismo de massas arruína os destinos”, disse-me há cerca de uma década, em plena Baía das Gatas, um consultor de uma das maiores empresas de consultoria turística do mundo, rematando “não deixem que esse tipo de turismo invada as outras ilhas”. Estávamos a chegar de um périplo pelas ilhas de São Nicolau e Santo Antão e tínhamos acabado de dar uma volta à ilha de São Vicente.

A frase pode parecer violenta ou exagerada, sobretudo quando falamos de um país onde a parca economia que existe se deve precisamente a esse turismo de massas. Mas não ouvir com atenção esse tipo de avisos será mais um grosseiro erro de casting, que acontece quando não se estuda a fundo esta que é a mais complexa indústria do mundo – o turismo.

Um exemplo: como questionar o turismo de massas junto das autoridades do país, dizendo-lhes que, no todo, ganhamos mais com hotéis de 5 estrelas de 250 quartos que trarão no máximo 500 pessoas, do que com hotéis de 1000 quartos que trazem 2000 pessoas? (estes números derivam de um raciocínio simplificado, considerando uma taxa de ocupação de 100% e uma média de 2 pessoas por quarto).

O pessoal da ASA dirá que 2000 pessoas representam mais voos (leia-se, mais receitas)! Idem aspas para o pessoal da Polícia, que cobra alegremente vistos à cabeça e à entrada num país em que o Estado sempre adorou ser rentista! Sem falar da famosa taxa turística...

É aqui que entra o conhecimento profundo deste tema complexo, que as autoridades do país e respectiva Administração Pública têm de ter. Significa estudar os exemplos mundiais, tanto os melhores como os piores.

E quem faz isso, chega a uma conclusão que pode ser comprovada com números: os países e regiões turísticas que mantiveram uma baixa densidade turística, dizendo não ao turismo de massas e investindo em pequenas e médias unidades hoteleiras destinadas a segmentos de maior poder de compra, possuem hoje rendimentos per capita superiores aos que permitiram a entrada do turismo de massas. Quando se compara outros indicadores de qualidade de vida, ambiente, saúde, etc., a diferença então torna-se ainda maior. Brevemente, dedicaremos uma crónica a esta comparação do tipo de turismo versus desenvolvimento em várias ilhas e países.

Feita esta introdução, vamos hoje falar de um tema importante que é a escolha criteriosa das marcas hoteleiras, ou seja, das marcas que gerem os hotéis que se instalarão no nosso país.

As marcas determinam, e muito, a qualidade do turismo que se pode ter numa região turística. Desde logo porque são elas que determinam que tipo de turistas virão.

Umas, fazem-no numa relação de parceria (muitas vezes, de dependência) dos chamados operadores turísticos, o que é o caso no turismo de massas; outras, normalmente, marcas mais exclusivas e sofisticadas, destinadas a um turismo mais qualificado e de maior valor acrescentado, podem dar-se ao luxo de o fazerem sozinhas, tendo em conta o mercado fidelizado que possuem e que as acompanha lá onde forem.

Portanto, se Cabo Verde está no topo dos países a serem mais visitados nos próximos 10 anos, significa que o país está em condições de escolher que marcas hoteleiras quer que venham para cá.

Mas não o fez ainda. Até agora, a atitude do nosso país e das suas autoridades tem sido totalmente passiva: ficamos aqui de braços cruzados à espera de sermos contactados. Alguém ouviu falar de algum governante ou autarca cabo-verdianos ter ido lá fora contactar as cadeias hoteleiras? Foi feito um debate a nível nacional (e nas ilhas) sobre esta temática? As forças vivas das ilhas já decidiram que turismo querem para negociar com as autoridades centrais?

É que se as ilhas e concelhos não sabem que turismo querem, depois não poderão queixar-se mais tarde, visto que o Governo tem demasiados afazeres para se dedicar a fundo a esta questão. Cada um tem de fazer a sua parte!

Relativamente ao interesse das cadeias hoteleiras por Cabo Verde, mesmo as de luxo, ele não é de hoje. Quase todas elas estiveram cá no referido período de 2006-08 trazidas por empresários nacionais e estrangeiros. Muita gente pode comprovar isso.

Poderão perguntar: então porque não ficaram? A resposta tem duas dimensões: 1 – a crise financeira internacional que afastou os investidores que iriam construir os hotéis que seriam geridos por essas marcas; 2 – o facto de não ter havido até agora políticas de atracção de um turismo de qualidade. Essas marcas não vêm de qualquer forma, são precisas políticas de preservação do meio ambiente que garantam segurança turística, etc., etc.

Mas vamos então falar um pouco das marcas hoteleiras. Comecemos por olhar para o ranking actualizado das grandes marcas hoteleiras mundiais.

 

 

Marca

País/região de origem

Hotéis

Quartos

1

Marriott International / Starwood Hotels & Resorts Worldwide

EUA

5.456

1.071.096

2

Hilton Worldwide Holdings

EUA

4.480

737.922

3

Intercontinental Hotels Group

Reino Unido

4.963

726.876

4

Wyndham Hotel Group

EUA

7.760

671.900

5

Jing Jiang + Plateno + Vienna Hotel + Group Louvre

China (França)

6.000

640.000

6

Choice Hotels International

EUA

6.379

504.357

7

Accor Hotels

França

3.815

500.366

8

Best Western Hotels & Resorts

EUA

3.903

303.768

9

Home Inns Hotel Group

China

2.787

311.608

10

Carlson Rezidor Group

Escandinávia/EUA

1.092

172.234

 

 

Fonte: http://www.hotelnewsnow.com/Articles/28560/The-10-largest-hotel-companies-by-room-count

 

Este ranking resulta de algumas aquisições/fusões que aconteceram em 2016, sendo a mais importante a fusão entre as marcas Marriot e Starwood, que possibilitou ultrapassar a fasquia de 1 milhão de quartos. Outro dado importante é a entrada de marcas chinesas no top 10, através da aquisição de outras marcas.

É preciso notar que o ranking é feito por número de quartos. Se fosse utilizada a variável número de hotéis, a classificação seria outra, com o grupo Wyndham à cabeça.

Onde estão as marcas dos hotéis das nossas ilhas com turismo? Nenhuma consta do top 10.

Estamos no top 10 dos países a serem mais visitados nos próximos 10 anos, mas continuamos fora do top 10 das marcas. Qual o motivo? A minha resposta: falta de políticas!

Das marcas existentes em Cabo Verde, a mais conceituada é a Meliá Hotels International, a maior cadeia espanhola, que ocupa o 17º posto a nível mundial com “apenas” 377 hotéis e 98 829 quartos, ou seja, em dimensão não chega a 10% do número de hotéis de uma Hilton.

Mas as boas notícias são que já temos um Hilton quase a abrir no Sal, outro previsto para a Praia, e um Radisson Blu (marca do Carlson Rezidor Group) anunciado para o Sal e ainda um Golden Tulip (Louvre) para São Vicente. Menos mau... Devemos celebrar? Vamos analisar mais em detalhe, tomando como exemplo a marca Hilton. O grupo Hilton Worldwide é composto por várias marcas, destinadas a diferentes segmentos:

 

Marca

Segmento

WALDORF ASTORIA Hotels & Resorts

Luxury & Lifestyle

CONRAD Hotels & Resorts

CANOPY by Hilton

HILTON Hotels & Resorts

Full service

CURIO A COLLECTION BY HILTON

DOUBLE TREE by Hilton

HILTON GARDEN INN

Focused service

HAMPTON by Hilton

TRU by Hilton

HOME 2 Suites of Hilton

All suites

HOMEWOOD SUITES by Hilton

EMBASSY SUITES by Hilton

Hilton Grand Vacations

Vacation ownership

 

 

http://www.hiltonworldwide.com/portfolio/

 

A pergunta que se segue: as autoridades nacionais sabem qual destas marcas estará no Sal e na Praia?

Aqui coloca-se outra questão: se queremos as melhores marcas, as que trazem mais valor acrescentado para o país e para os cabo-verdianos, temos de nos preparar. O sucesso do hotel Hilton no Sal irá depender do futuro da até agora abandonada cidade turística de Santa Maria, a pioneira do turismo nacional no pós-independência. Se a cidade for requalificada, esse hotel poderá cobrar um preço alto e atrair uma gama alta de turistas. Se, pelo contrário, continuarmos a ter vendedores ambulantes nas ruas, cães no areal, iluminação pública deficiente, ausência de museus e espaços culturais que vendam autenticidade, bares e restaurantes com uma atmosfera sofisticada, etc., esse mesmo hotel irá ter de baixar os preços, pagar salários mais baixos, pagar menos impostos e todos ficaremos a perder.

Como me disse o vice-presidente da KEMPINSKI (marca hoteleira de luxo) no passado mês de Maio, existe um mundo de hotéis 5 estrelas, com um enorme intervalo de preços e qualidade de serviço. Todos os grandes grupos hoteleiros possuem estruturas com várias marcas. É preciso, portanto, a nação verdiana estar atenta e dominar estes conceitos, porque já diz o ditado que “em terra de cegos, quem tem um olho é rei”...

A Câmara do Turismo de Cabo Verde (CTCV) organiza entre 5 e 7 de Dezembro o 7º Encontro Internacional de Turismo (EITU). Pela primeira vez, este encontro anual sai do Sal e acontecerá na cidade da Praia, numa clara mensagem de descentralização do fenómeno turístico.

Serão 3 dias intensos com muitas comunicações e debates sobre temas muito pertinentes para o futuro do turismo nacional, neste momento crítico de expansão do fenómeno para as outras ilhas.

Fui convidado para orador no painel “Fomento de Novos Produtos e Destinos em Cabo Verde”, devendo apresentar propostas para as ilhas Norte (S. Antão, S. Vicente, Santa Luzia e São Nicolau), um desafio que tem tanto de difícil como de honroso.

Vou apresentar a minha visão, dando a minha modesta contribuição, uma vez que estas ilhas ainda não fizeram o debate interno sobre que turismo querem ter, correndo o sério risco de serem tomadas de assalto pelo turismo de massas, como aconteceu nas ilhas do Sal e da Boa Vista, o que seria desastroso, dada a enorme potencialidade latente para outros tipos de turismo de alto valor acrescentado. Idem aspas para as ilhas do Sul, que também terão uma apresentação idêntica feita por Eugénio Inocêncio, vice-presidente da CTCV.

Temos de ter um país unido e informado, ambicioso e pronto para os novos desafios, sabendo o que quer e com capacidade de dizer NÃO ao que não lhe convém.

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 783 de 30 de Novembro de 2016.

 

quarta, 07 dezembro 2016 18:17 Publicado em Economia

Evolução dos preços dos combustíveis e depreciação do Euro face ao Dólar norte americano determinaram aumento generalizado dos preços dos combustíveis em Cabo Verde, anunciou, hoje, a ARE em comunicado.

quarta, 07 dezembro 2016 16:24 Publicado em Sociedade

O Comité das Nações Unidas Contra a Tortura lançou esta quarta-feira a sua avaliação sobre Cabo Verde. O documento expressa preocupação com a superlotação das prisões, onde a população prisional duplicou desde 1997. Este ano, o Tribunal Supremo de Justiça informou que as cadeias do arquipélago tinham 1500 presos.

Falando a jornalistas, em Genebra, o presidente do grupo Jens Modvig destacou a violência nas cadeias. O país não apresentou a sua delegação nem um relatório com mais dados, um facto criticado, várias vezes, na avaliação.

Segundo o representante, nas cadeias cabo-verdianas há registo de "brutalidade contra detidos e a preocupação com a impunidade de alguns membros da polícia."

O documento destaca também a recolha do "perfil racial" durante operações de segurança e investigações que ocorrem no arquipélago. A sugestão é que seja feita uma investigação "atempada e imparcial" das queixas de violência policial ou uso excessivo da força.

Sobrelotação

O grupo apela ainda a que sejam tomadas medidas apropriadas para aumentar a supervisão e o controlo dos mecanismos da polícia, particularmente no tratamento dos presos sob custódia.

A análise sublinha que a superlotação contribui para o aumento do tráfico de drogas dentro das cadeias, com destaque para a prisão de São Martinho, na Praia.

Uso da força

A outra preocupação é com controlo dessa prática ilícita devido à falta de oficiais de correcção e de mecanismos de vigilância. Uma alternativa seriam penas suspensas para réus primários ou os que cometem crimes menos graves.

Quanto ao sistema de justiça, o Comité classifica como "sobrecarregado e sem pessoal", o que cria atrasos na execução da justiça.  O resultado é a detenção prolongada e a acumulação de casos que aguardam julgamento.

quarta, 07 dezembro 2016 16:16 Publicado em Mundo

A população de 40 aldeias do sul da Guiné-Bissau decidiu publicamente abandonar a prática de Mutilação Genital Feminina (MGF), anunciou hoje Fatumata Djau Baldé, presidente do comité para o abandono de práticas nefastas à saúde da mulher e criança.

quarta, 07 dezembro 2016 15:56 Publicado em Política

A Assembleia Municipal de São Vicente aprovou, hoje, o orçamento e plano de actividades da Câmara Municipal para 2017. O orçamento para o próximo ano é de 969 mil contos, o que corresponde a um acréscimo de cerca de 36 mil contos em relação ao de 2016. A câmara diz que é um orçamento realista.

quarta, 07 dezembro 2016 15:48 Publicado em Sociedade

O Sindicato Nacional dos Professores (SINDEP) crítica aquilo que considera de  “recuo” do Governo ao nível do reajuste salarial dos docentes, em 3%, previsto para este ano.

quarta, 07 dezembro 2016 15:13 Publicado em Sociedade

O governo vai introduzir a partir do próximo ano lectivo o ensino do português como língua segunda com o objectivo de fortalecer a língua portuguesa no país, disse hoje a ministra da Educação, Maritza Rosabal.

quarta, 07 dezembro 2016 12:35 Publicado em Economia

Reestruturação do banco público português passa pelo reforço da presença da Caixa Geral de Depósitos (CGD) nos PALOP. Notícia vem contradizer rumores da possibilidade de venda do Banco Interatlântico.

quarta, 07 dezembro 2016 12:24 Publicado em Cultura

Já há vencedor no Prémio Literário Orlanda Amarílis 2016, promovido pela Academia cabo-verdiana de Letras em parceria com o Ministério da Cultura e das Industrias Criativas, através da Biblioteca Nacional. Pedro Santos Silva, com a obra inédita “A Aventura do Peixe Arporão”, é o feliz contemplado.

quarta, 07 dezembro 2016 10:07 Publicado em Sociedade

Cova Figueira, no Fogo, foi escolhida para alojar o centro de bombeiros e protecção civil de Fogo e Brava. Decisão foi tomada em Conselho de Ministros.

quarta, 07 dezembro 2016 09:47 Publicado em Economia

A construção do Terminal de Cruzeiros no Porto do Mindelo poderá resultar num aumento de mais de 80 por cento (%) do número de escalas de navio de cruzeiros e passageiros recebidos em São Vicente.

quarta, 07 dezembro 2016 09:15 Publicado em Mundo

O número de mortos no sismo na província indonésia de Aceh, no extremo norte de Samatra, subiu para 97, indicou hoje, num novo comunicado, um responsável do exército desta região do oeste do país.

quarta, 07 dezembro 2016 08:37 Publicado em Sociedade

As escolas de condução em São Vicente consideram que faz sentido Cabo Verde ter um novo Código de Estrada. Os responsáveis reagem assim ao anúncio da Direcção-Geral dos Transportes Rodoviários de instituir, em 2017, um novo Código, acompanhado de novos regulamentos.

quarta, 07 dezembro 2016 08:07 Publicado em Política

O responsável pela cooperação europeia, Stefano Manservisi, visita Cabo Verde entre quarta e sexta-feira, para contactos com as autoridades e para participar na reunião de ministros dos PALOP-TL com a União Europeia.

terça, 06 dezembro 2016 17:34 Publicado em Sociedade

A Noruega quer instalar em Cabo Verde um Centro de Formação Marítima para a região Africana, disse hoje a AMP.

terça, 06 dezembro 2016 17:22 Publicado em Sociedade

Portugal vai financiar a digitalização dos registos comercial e automóvel de Cabo Verde, um projecto estimado em 400 mil euros, anunciou, na cidade da Praia, o vice-presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua.

terça, 06 dezembro 2016 16:15 Publicado em Cultura

O Ministério da Cultura e Indústrias Criativas vai entregar aos grupos de Carnaval de São Vicente e São Nicolau um total de 7200 contos, para o Carnaval 2017.

terça, 06 dezembro 2016 15:05 Publicado em Política

O PAICV, em São Vicente, voltou hoje a criticar a “demora” na realização da sessão para aprovar a proposta de profissionalização dos vereadores, já em funções, e da nova orgânica da autarquia saída das eleições de 4 de Setembro. O partido entende que a Câmara tem funcionado fora da legalidade.

terça, 06 dezembro 2016 14:57 Publicado em Política

O presidente da Câmara Municipal considerou hoje que São Vicente continua a viver sob “os auspícios de uma centralização desmedida” e questionou o destino dos impostos e taxas municipais cobradas na ilha, nomeadamente as turísticas, ecológica e rodoviária.

terça, 06 dezembro 2016 13:58 Publicado em Mundo

Madagáscar sofre com uma grave seca que atinge cerca de um milhão de pessoas, que estão a passar fome devido às fracas colheitas e criando uma situação de crise humanitária.

terça, 06 dezembro 2016 11:11 Publicado em Mundo

O MPLA realiza no sábado, em Luanda, no maior estádio angolano, o acto central das comemorações dos 60 anos da fundação do partido, uma semana depois da aprovação do nome do cabeça de lista às eleições de 2017.

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