Expresso das Ilhas

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Expresso das Ilhas - Actualidades
terça, 12 dezembro 2017 12:53 Publicado em Política

A proposta do PAICV para o aumento do fundo financeiro aos municípios foi hoje rejeitada, no Parlamento, com 31 votos contra do MpD e três abstenções da UCID.

terça, 12 dezembro 2017 11:59 Publicado em Mundo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou hoje que "400.000 crianças gravemente desnutridas podem morrer" na região do Kasai (centro), na República Democrática do Congo, palco de violência desde Setembro de 2016.

terça, 12 dezembro 2017 11:50 Publicado em Sociedade

Aumentar penas de prisão sem medidas de reinserção apenas aumenta a reincidência do sujeito. Ao mesmo tempo, o aumento do tempo de reclusão, de forma isolada, não significa reduzir a criminalidade, defende Luís Maia.

terça, 12 dezembro 2017 11:38 Publicado em Eitec

A Apple chegou a acordo para comprar a aplicação de reconhecimento de música Shazam por cerca de 400 milhões de dólares.

terça, 12 dezembro 2017 10:23 Publicado em Mundo

As agências espaciais de uma vintena de países propuseram a criação de um Observatório Espacial do Clima, para mutualizar a informação climática obtida a partir do espaço, em declaração adoptada na noite de segunda-feira, em Paris.

terça, 12 dezembro 2017 09:12 Publicado em Política

O concelho do Porto Novo, em Santo Antão está abandonado e a população passa actualmente por uma situação social extremamente difícil, disse ontem o PAICV no município.

terça, 12 dezembro 2017 08:30 Publicado em Opinião

A TACV continua a marcar agenda política. Na semana passada foi trazida à baila na discussão da proposta do Orçamento do Estado e logo de seguida foi objecto de interpelação parlamentar. A comissão de inquérito ainda está a ouvir antigos gestores e dirigentes políticos e na segunda-feira os Ministros da Economia e das Finanças foram chamados à comissão parlamentar de finanças para prestar declarações sobre os negócios realizados com a Binter e a Icelandair.  Entretanto, a par das incertezas à volta dos despedimentos na empresa, da criação do hub na ilha s Sal e consequente transferência de vários trabalhadores surgem questionamentos sobre essa relocalização e aparente perda de importância do aeroporto da Praia com supostos prejuízo de muitos passageiros com destino para o exterior e em particular para as comunidades emigradas.

Entre os muitos males da TACV fala-se da dívida, da má gestão, dos custos exagerados de estrutura e do pessoal em excesso. As culpas pelo que aconteceu à empresa são atiradas por todos os lados, atingindo governantes e gestores. Mesmo na situação crítica em que se encontra não se notam sinais de algum consenso sobre como chegou ao actual estado de falência e muito menos de como agir para evitar a liquidação e procurar salvar os activos acumulados e potenciá-los a bem do país. Prefere-se fazer das extraordinárias dificuldades da empresa matéria de arremesso político, campo para o jogo das culpas e pretexto para o levantamento de suspeições de corrupção que nunca chegam a confirmar-se mas denigrem a imagem do país e deixam a população mais cínica em relação aos políticos e à política. O que importava agora era criar uma vontade nacional capaz de encontrar e apoiar uma solução que oferecesse ao país a possibilidade de não se submeter às pressões dos parceiros internacionais mais inclinados à liquidação total da TACV como forma de recuperar a ajuda orçamental suspensa. Infelizmente não é o que se vê.

Já devia ser claro que uma das razões pelos problemas da TACV é o facto de realmente não se separar a gestão da transportadora aérea da condução da política de transportes aéreos do país. Num país arquipélago e relativamente remoto, as ligações inter-ilhas e entre as ilhas e o resto do mundo são cruciais para o desenvolvimento. Acrescentando a isso à existência de comunidades expressivas nos vários continentes cuja ligação afectiva com o país convém manter entre outras razões pelo impacto económico das remessas e das visitas periódicas, vê-se como é de suma importância ter uma política de transportes que responda às necessidades de circulação de pessoas, ao turismo e às actividades económicas viradas para a exportação de bens e serviços. Se durante algum tempo foi necessária manter-se a transportadora nacional como instrumento central dessa política tanto no serviço doméstico como nas ligações às comunidades, é evidente que não era uma situação a perdurar por muito tempo, considerando os custos que era obrigada a suportar com as alterações que se verificam no mercado dos transportes aéreos ao nível global. Num novo quadro a transportadora nacional deveria com transparência ser ressarcida dos custos incorridos nas rotas não rentáveis no âmbito do que fosse considerado serviço público e também uma política de transportes visando aumentar a conectividade do país com o mundo deveria ser implementada de forma autónoma sem se deixar limitar pelas estratégias de rentabilização da empresa pública. Ao se insistir em confundir as duas, só se podia ter como resultado o aumento de ineficiências, o crescimento dos custos e o acumular de dívidas.

O novo governo instalado em 2016, confrontado com a clara falência da TACV e posto perante a urgência de a liquidar para limitar riscos orçamentais, optou pelo caminho que há muito se devia ter seguido. Separou os dois serviços de transporte aéreo e de seguida optou por ceder o tráfego doméstico a uma empresa privada e por reorientar o serviço internacional para o negócio de hub aéreo na circulação de passageiros entre América do Sul, Europa, África, Estados Unidos e Canadá. Para aumentar as chances de sucesso chegou a acordo com a Icelandair – que vários anos atrás foi bem-sucedida em criar um hub no Atlântico Norte com base na Islândia – para gerir a TACV e repetir a façanha no Atlântico Médio, a partir da ilha do Sal. Naturalmente que ao longo do processo forças políticas e outras entidades manifestaram discordâncias ou preocupações em relação às negociações havidas seja com a Binter nos voos domésticos seja com a Icelandair para a criação do hub. A própria GAO, no seu comunicado de 1 de Dezembro, alerta para a necessidade de, no âmbito das privatizações, se assegurar que as transacções individuais respeitem os princípios da competitividade, abertura e optimização na afectação de recursos.

Um facto, porém, é que se tinha de agir e se agiu mesmo que não haja consenso quanto à forma, que insuficiências ainda se mostram no serviço inter-ilhas particularmente quando se trata de cobrir as necessidades de carga de operadores económicos e quando aparentemente a actual operadora não está melhor preparada para desempenhar certos papéis em momentos críticos, em situações de urgência e nas evacuações. As controversas ligadas à relocalização da TACV na ilha do Sal para a criação do Hub ainda tem como base o não reconhecimento que a TACV tem de mudar de modelo de negócios para poder sobreviver e ainda capitalizar os activos acumulados. E o modelo de negócios implicando uma capacidade de processamento em simultâneo de vários aviões, a possibilidade stopover de vários dias, atractivos diversos com base em facilidades fiscais nas compras em zonas francas, etc., identifica a ilha do Sal como tendo as melhores condições para isso. A economia nacional ganhará com todos os negócios aí engendrados.

 A preocupação com os chamados voos “étnicos” deve ser resolvida no âmbito de uma política de transportes que torne mais fácil, mais barato e mais conveniente voar para Cabo Verde e para suas diferentes ilhas. É uma questão estratégica de fundo que importa assumir. Ao emigrante cabo-verdiano interessa-lhe fundamentalmente viajar para Cabo Verde no momento que lhe aprouver, a custo mais baixo e com melhores regalias no transporte de bagagem. Não lhe importa que a viagem seja ou não feita num avião da TACV. Mas certamente que ficará satisfeito se TACV conseguir ser bem-sucedida com a mudança de seu core business e poder ver aviões identificados como a marca Cabo Verde Airlines a transportar milhares de passageiros de um continente para o outro. Assim deveremos ficar todos.  

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 836 de 06 de Dezembro de 2017. 

terça, 12 dezembro 2017 08:16 Publicado em Mundo

Pelo menos cinco crianças morreram recentemente na cidade síria de Ghouta por não terem recebido tratamento médico a tempo, alerta o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.

terça, 12 dezembro 2017 07:39 Publicado em Sociedade

O governo assegurou ontem que, até final de Janeiro, serão "encontradas alternativas” para os doentes cabo-verdianos a receberem assistência médica em Lisboa e os seus acompanhantes, que terão de abandonar uma pensão devido a obras de intervenção no imóvel.

terça, 12 dezembro 2017 06:17 Publicado em Cultura

“E ele vai baloiçando como um mastro Aos seus ombros apoiam-se as esquinas” – Sophia de Mello Breyner


Homenagem a Nhô Frank, Capitão de faluchos

Foi-se o navio / e não me quis levar.

Para o marinheiro sem mar os livros são navios.

Embarco em Falucho Ancorado (Lisboa, 1997), livro dos 90 anos do Poeta Manuel Santos-Lopes, e Ilha Brava. A Terra, a Gente, o Mar (Taunton, MASS, 2014), acabadinho de chegar dos States, cheirando ainda à maresia e a porão, de Benvindo Oliveira Leitão.


Falucho Ancorado 

O Mundo não é maior

do que a pupila dos teus olhos

tem a grandeza

das tuas inquietações e das tuas revoltas.


… Que teu irmão que ficou

sonhou coisas maiores ainda,

mais belas que aquelas que conheceste…

– Manuel Lopes, “Poema de Quem Ficou”

 

Poeta e ensaísta, Manuel Santos-Lopes (São Nicolau, 1907 – 2004) notabilizou-se, sobretudo, pelas suas obras de ficção, de que se destacam Chuva Braba (1956, Prémio Fernão Mendes Pinto), O Galo Cantou na Baía (1959, Prémio Fernão Mendes Pinto) e Os Flagelados do Vento Leste (1960, Prémio Meio Milénio do Achamento de Cabo Verde).

Falucho Ancorado é o título do livro organizado por Alberto Carvalho (edições Cosmos, Lisboa, 1997) por ocasião do nonagésimo aniversário do Poeta, que recupera a poesia anteriormente publicada – Poemas de Quem Ficou (1949) e Crioulo e Outros Poemas (1964) – em boa parte reescrita e ampliada com a edição de inéditos da “Poética de Edumir” (acrónimo de Eduardo Miranda Reis, Eduardinho de alguns contos em O Galo Cantou na Baía).

O livro está organizado em três partes: “Antemanhã”, com poemas editados principalmente no Almanaque de Lembranças Luso-Brasiliro (Lisboa, 1851-1932), entre 1926 e 1935; “Cais de Quem Ficou”, entre 1936 e 1964, que são itinerários e memórias de exílio; “Caminhadas”, com diferentes datas, a maior parte dos anos setenta, na senda das “caminhadas”; e “Poética de Edimur”, sem data, onde se condensa a imagem do outro lado do autor, segundo Alberto Carvalho.

 

Para lá destas ondas que não param nunca,

atrás deste horizonte sempre igual,

no extremo deste sulco branco sobre o mar azul

[…]

que as hélices deixaram, impelindo

o bojo inquieto do vapor

 

[…]

 

… Para além destas ondas que não param nunca

há caminhos para pés de heróis

 

Ilha Brava. A Terra, a Gente, o Mar

 

Ó Brava amada, meu ninho em flor,

[…]

Teus filhos amam o largo mar,

O mar que os leva e que os traz de espaço:

Choras, se partem p’ra não voltar,

Cantas, se voltam ao teu regaço!

– Eugénio Tavares, “Hino Bravense”

 

Ilha Brava. A Terra, a Gente, o Mar é o quarto título de Benvindo Martins de Oliveira Leitão (Brava, 1942 –), um emigrante da Brava a viver em East Providence, Rhode Island, há mais de 25 anos, professor bilingue aposentado.

Num testemunho sobre a obra, António Leite diz ser ela “de cunho científico [que] reúne história, notas biográficas, toponímia, tradições, hábitos, costumes, e, sobretudo, estórias de um povo dependente da emigração, particularmente, para os Estados Unidos da América”.

O livro, de 294 páginas, é, na verdade, uma antologia de textos em prosa e em verso organizado em dez secções: ilha Brava e seus encantos; festas e tradições; ilustres filhos da Brava e seus antepassados; compositores e artistas; vocação marítima do bravense; personalidades bravenses ou da ascendência bravense nos EUA; emigração para o Brasil e Portugal; emigração para São Tomé e territórios ultramarinos; chegada dos padres capuchinhos à ilha Brava; e Brava contemporânea. Tudo isso acompanhado de um rico acervo fotográfico.

Dessas secções, destaco os compositores e artistas e a vocação marítima do bravense.

No livro são invocados e retratados treze artistas do século XX, de Medina e Vasconcelos (1900 – 1953) a Vuca Pinheiro (1948 –), passando por Raúl de Pina (1902 – 2005), Ivo Pires (1942 – 2009), Armando de Pina (1936 –), até chegar à Sãozinha Fonseca Fragoso e Maria de Barros.

A vocação marítima da Brava, essa, é tão antiga quanto o povoamento da própria ilha.

Segundo Benvindo Leitão, cerca de vinte navios veleiros, em casco de madeira, foram construídos na ilha, no Porto da Furna, entre os anos de 1900 e 1950, que se destinavam ao transporte de passageiros e mercadorias entre as ilhas. Alguns desses barcos foram “Senador Vera Cruz”, “Carvalho”, “Marlene”, “Nova Sintra”, “Santa Clara”, “Lurdes” “Fátima”, “Portugal”, “Laura São João”, “Bongavil” e “Arlete”. Destaca, de entre os construtores navais, Leopolde Oliveira, conhecido por Nhô Mano, construtor de “Bongavil”, “Carvalho”, lançado ao mar em 1938, e “Lurdes”.

Recorda-se que pelos anos de 1845 foi fundada na Brava a primeira escola de pilotagem cujo instrutor era António José Pereira (Nhô Antonico), professor primário. Dessa escola viriam a sair muitos capitães, alguns, verdadeiros lobos-do-mar.

João Augusto Martins, no seu livro Madeira, Cabo-Verde e Guiné (Lisboa, 1891), fala de uma escola náutica na ilha: “A Brava, com suas pequenas indústrias organizadas e com uma escola de náutica tão manifestamente reclamada de há tanto, teria dentro em si inesgotáveis fomentos de riqueza”.

Regresso a Sophia de Mello Breyner e ao poema “Marinheiro sem Mar”, in Mar Novo, 1957:

 

Longe o marinheiro tem

Uma serena praia de mãos puras

Mas perdido caminha nas obscuras

Ruas da cidade sem piedade

 

Todas as cidades são navios

Carregados de cães uivando à lua

Carregados de anões e mortos frios.

 

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 836 de 06 de Dezembro de 2017. 

terça, 12 dezembro 2017 06:06 Publicado em Eitec

A Samsung apresentou uma tecnologia capaz de criar baterias com 45% mais de capacidade e cinco vezes mais velocidade de recarga do que os modelos tradicionais. Segundo a companhia, a invenção demora apenas 12 minutos para recarregar completamente. Actualmente, as baterias de lítio presentes em smartphones precisam de, pelo menos, uma hora para recuperar a carga. A novidade poderá resultar numa nova geração de telemóveis que duram mais tempo e recarregam rapidamente.

A bateria é construída com esferas feitas de grafeno (Graphene Balls), uma das formas cristalinas do carbono. Conhecido pela durabilidade e resistência, o material é também altamente condutor de electricidade, capaz de mover electrões 140 vezes mais depressa que o silício, usado nos chips electrónicos. Essa característica transforma-o numa das alternativas para criar baterias mais potentes em comparação com o lítio.

As esferas de grafeno da Samsung permitem ainda que a bateria temperaturas até 60 graus Celsius sem apresentar baixa de rendimento. Após 500 ciclos de recarga, o produto é capaz de reter quase 80% da capacidade, especificação também superior a modelos comuns. Por isso, a tecnologia pode ter várias aplicações, de telemóveis a automóveis eléctricos.

A invenção já foi patenteada nos EUA e na Coreia do Sul. No entanto, e para já, não há previsão para o lançamento das novas baterias no mercado.

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 836 de 06 de Dezembro de 2017. 

segunda, 11 dezembro 2017 17:10 Publicado em Economia

A primeira fase do projecto do Sistema Televisão Digital Terrestre (TDT) que abrange as ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Maio já está concluída e a transição das transmissões analógicas para digital acontece no primeiro semestre de 2018.

segunda, 11 dezembro 2017 15:44 Publicado em Sociedade

O combate à criminalidade num país como Cabo Verde faz-se através da adopção de medidas sociopolíticas de fundo, que combatam as desigualdades. A posição é defendida por Luís Maia, especialista português em psicologia forense, neuropsicologia e psicologia clínica e da saúde.

segunda, 11 dezembro 2017 15:28 Publicado em Sociedade

O director mundial da Roll Back Malaria, Kesetebirhan Admasu, considerou hoje que o surto de paludismo registado este ano em Cabo Verde é uma “grande oportunidade” para o país reforçar a luta para a eliminação da doença no horizonte 2020.

segunda, 11 dezembro 2017 15:12 Publicado em Mundo

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou hoje que o reconhecimento pelos Estados Unidos de Jerusalém como capital de Israel "torna possível a paz" e disse estar convencido que a União Europeia (UE) acabará por adoptar a mesma posição.

segunda, 11 dezembro 2017 14:54 Publicado em Desporto

Foi mais um fim-de-semana de futebol em Cabo Verde. Fica aqui o resumo dos principais resultados.

segunda, 11 dezembro 2017 14:26 Publicado em Sociedade

A análise de vinte processos crime permitiu verificar a prática de supostos casos de “desvios” dos Magistrados Judiciais, como a denegação de justiça, prevaricação dos magistrados para prejudicar ou beneficiar partes, inserção de falsidades no processo, desaparecimento de processos e prescrição deliberada de crimes, denunciou hoje o advogado Amadeu Oliveira. 

segunda, 11 dezembro 2017 13:02 Publicado em Política

Os deputados regressam esta segunda-feira, 11, ao Parlamento para a discussão e aprovação na especialidade e em votação final do global do Orçamento de Estado (OE) para o ano económico relativo a 2018.

segunda, 11 dezembro 2017 10:48 Publicado em Sociedade

Cabo Verde ainda enfrenta desafios no cumprimento de algumas dimensões dos direitos humanos, nomeadamente a nível económico, social e cultural, defendeu sexta-feira a CNDHC.

segunda, 11 dezembro 2017 08:23 Publicado em Mundo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, considera que milhares de crianças estão expostas a novos riscos no mundo digital.

segunda, 11 dezembro 2017 07:42 Publicado em Desporto

O congolês Junior Maximus sagrou-se, no sábado, campeão africano de boxe em pesos pesados, ao derrotar o marroquino Faïsal Arrami, num combate realizado na cidade da Praia.

segunda, 11 dezembro 2017 07:38 Publicado em Economia

A isenção do imposto complementar de rendimentos sobre rendimentos obtidos ou gerados em países de língua oficial portuguesa, nova medida prevista na proposta de Orçamento para 2018 de Macau, terá limitada utilidade prática, diz um parecer sobre o diploma.

segunda, 11 dezembro 2017 06:55 Publicado em Eitec

Mais de duas centenas de ovos de pterossauros – répteis alados que viveram na Terra na mesma altura que os dinossauros, há milhões de anos – foram encontrados na região de Xinjiang, no Noroeste da China, segundo um estudo publicado na passada quinta-feira na revista científica Science. Antes desta descoberta, poucos exemplares desta espécie eram conhecidos.

domingo, 10 dezembro 2017 17:36 Publicado em Mundo

O Presidente francês, Emmanuel Macron, pediu hoje ao primeiro-ministro israelita "gestos corajosos em relação aos palestinianos", citando nomeadamente "o congelamento da colonização" para sair do actual impasse.

domingo, 10 dezembro 2017 14:48 Publicado em Cultura

O cartaz anunciava um encontro de novos guitarristas. “Jovens Guitarristas, Novas prespetivas.

 Agradou-me logo, pois sempre tive a apetência para espreitar tudo o que aparece de novo na música. Confesso que adoro o que usualmente chamamos de  “novas gerações” da música. Também confesso que por vezes, fico perplexo pelo desenquadramento da palavra “nova”…principalmente quando se tratam de conceitos e não de uma onda definida pela faixa etária. Mas esta parte é para outras discussões e não foi este, com certeza o caso!

Bem, continuando vi que a selecção terá sido feita pelo Café Ponto d’Arte , e consequentemente pelo seu mentor artístico N´Du Carlos. Ai mais curioso fiquei, pois estávamos perante um dos universos que me merece o maior respeito: a Associação Gota D’Arte. Dois dos três nomes do referido cartaz, fazem parte dos músicos da Associação

E assim foi. O Palco pertenceu a 3 jovens com idades entre os 19 e os 21 anos: Phil Araujo , Enos David, e Elias Gomes, e respectivos convidados

Em comum, todos instrumentistas que escolheram a Guitarra como instrumento de eleição. Tinham o bonito desafio  de contar estórias, estórias musicais instrumentais. …Na verdade , quem esta por traz dos líderes (normalmente cantores) tem também estórias para contar.

Nesta noite foram lideres os guitarristas…os jovens guitarristas. Uns com (pouco) mais experiencia do que outros, de forma tímida iam entrando em palco mas minutos depois já estavam bastante a vontade…e a humildade, e sobretudo o amor pela musica brotava-lhes dos poros.

E foi-se confirmando: as técnicas, as harmonias, e a criatividade eram pontos que sobressaiam. Tempos de entrada ( quando em dueto, por vezes foram preciosos, num denominador comum : a sensibilidade. O rácio capacidade técnica vs idade era elevadíssimo.

Até o repertorio escolhido por cada um deles – quando não eram temas dos próprios) eram dos grandes mestres da música. Falamos por exemplo de Tom Jobim, Erroll Gardner, Stivie Wonder – passeavam entre a Bossa Nova,o Jazz, o Soul, e o  Funky . Repito, falamos de  músicos de faixas etárias que rondavam os 18 a 21 anos, que nalguns casos ainda se sentia uma (encantadora) inocência musical, mas claras certezas de um futuro próximo

De forma tímida iam entrando em palco mas minutos depois já estavam bastante a vontade…e a humildade, e sobretudo o amor pela música brotava-lhes dos poros.

Última e provavelmente a mais importante chapelada neste processo: a capacidade da produção/organização da trilogia Café Ponto d’Arte-Associação Gota d’Arte e N’du Carlos, em dar o palco a este grupo de jovens apaixonados pela música, para se mostrarem, para interagirem com o público, crescerem e serem eles próprios os “contadores de estórias”.

E como foram grandes esta noite! Continuem pois  a musica (Cabo-verdiana) precisa de vocês!

 

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 836 de 06 de Dezembro de 2017. 

domingo, 10 dezembro 2017 14:32 Publicado em Sociedade

O Presidente da República reconheceu hoje que Cabo Verde tem registado avanços em direitos, liberdades e garantias, mas que o país deve ser cada vez mais ambicioso e estar entre os primeiros a nível mundial nesta matéria.

domingo, 10 dezembro 2017 11:46 Publicado em Desporto

Durante a chamada idade de ouro do xadrez francês Deschapelles, La Bourdonnais, Saint-Amant e Krieseritzty formavam o temível quaterto do Café de la Régence, aquela constelação de quatro brilhantes xadrezistas franceses que durante décadas espalharam  terror e susto nos salões europeus, e aos quais ficamos a dever as mais bárbaras, ferozes, impetuosas, fascinantes e  brilhantes partidas de todos os tempos. Cronologicamente o primeiro a entrar na arena foi Alexandre Louis Deschapelles (1780-1847), em muitos aspectos o percurssor e protótipo dos modernos Grandes Mestres. Era arrogante, convencido, fanfarrão e um apaixanado pelo jogo de  cartas e de azar. Além disso foi um  heroi.

Filho de um marechal francês, na guerra contra a Prússia perdeu  a mão direita e ficou  gravemente ferido na cabeça. No princípio do século XIX gozava a frenologia de  grande reputação e muitos adeptos desta pseudo-ciência especulavam se o traumatismo craneano de que foi vítima  não teria afectado a parte do seu cérebro responsável pelo xadrez. „Cabe aos fisiólogos demonstrar“, escreveu em 1850 o jornalista inglês George Walker, “se a contusão que Deschapelles sofreu na cabeça não terá estimulado ao mais alto  grau a sua fantasia, atributo sem o qual um génio  é absultamente impensável”. Deschapelles afirmava nunca ter-se ocupado da teoria do jogo; mais ainda, que nunca tinha ouvido falar do xadrez até o dia em que num passeio pelo Palais Royal deparou-se-lhe dois homens aprofundados num jogo que ele tomava conhecimento pela primeira vez. Durante duas horas seguiu atenciosamente o estranho e misterioso  jogo.

Logo após a partida desafiou o melhor dos dois, um tal Monsieur Bernard para um match no dia seguinte  no Café de la Régence. Deschapelles perdeu em poucos lances todas as partidas, mas insistiu numa  revanche no próximo dia, pois a sua vontade de ganhar não ficava nada a dever aos futuros campeões mundiais  Alekine ou  Bobby Fischer. Bernard, sem saber como lhe acontecia, perdeu uma partida atrás da outra.

Deschapelles resume num misto de vaidade e vanglória o histórico encontro.  “Acabei por lhe oferecer dois pões e dois lances de vantagem... e ganhei. Desde esse esse dia não progredi mais no xadrez. Na minha experiência aprendende-se em três partidas tudo o que é possível aprender no xadrez.” É uma história bonita, mas é pena que ninguém lhe tenha dado crédito. Certo é que a despeito da sua extrema pompa, e da sua  relativa simplicidade estratégica, (quero dar mate, voilà tout) Deschapelles foi, durante muitos anos, o mais forte jogador da França e do  mundo.  Nos últimos anos da sua vida retirou-se do xadrez – por duas razões: primeiro porque surgiu uma nova geração de mestres contra os quais tinha poucas chances e Deschapelles não suportava derrotas; segundo, porque durante as guerras napoleónicas o mestre resolveu tornar-se agricultor. Um desses novos mestres despontados no firmamento escaquístico  foi  seu aluno La Bourdonnais, o qual teremos o prazer de apresentar  num dos próximos números.

 

Texto originalmente publicado na edição impressa do Expresso das Ilhas nº 836 de 06 de Dezembro de 2017. 

domingo, 10 dezembro 2017 08:49 Publicado em Sociedade

A materialização dos direitos económicos, sociais e culturais, que intervém no direito à saúde de qualidade, habitação condigna e emprego continua a ser uma grande “fragilidade” do país no que diz respeito aos direitos humanos, segundo a CNDHC.

domingo, 10 dezembro 2017 08:35 Publicado em Mundo

O responsável pelos assuntos políticos da ONU, Jeffrey Feltman, e as autoridades da Coreia do Norte concordam que a situação na península asiática é a questão "mais tensa e perigosa do mundo" em termos de paz e segurança.

A posição coincidente entre a ONU e Pyongyang, segundo um comunicado divulgado hoje, surgiu na sequência de uma "série de reuniões" que Feltman manteve com o ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Ri Yong Ho, e com o vice-ministro, Pak Myong Guk, durante a visita que fez à Coreia do Norte entre terça e sexta-feira.

"Trocaram pontos de vista sobre a península coreana e concordaram que a situação actual é o assunto de paz e segurança mais tenso e perigoso que há hoje no mundo", assinala-se no documento sobre os encontros, sem mais detalhes.

Feltman enfatizou a necessidade de que o regime de Pyongyang aplique as resoluções que o Conselho de Segurança aprovou sobre a crise norte-coreana e insistiu em que "só pode haver uma solução diplomática" como resultado de um processo de "diálogo sincero" em que o "tempo é vital", diz-se no comunicado.

Após instar as autoridades do país asiático a "evitar erros de cálculo" e a "abrir canais para reduzir os riscos de conflito", o diplomata norte-americano sublinhou que a comunidade internacional está "alarmada com as crescentes tensões" e comprometida com uma solução pacífica na península.

Segundo o comunicado da ONU o responsável pelos assuntos políticos também se reuniu com membros das Nações Unidas que trabalham na Coreia do Norte e com o corpo diplomático.

A visita de Feltman aconteceu após mais um ensaio balístico da Coreia do Norte, com o míssil disparado a atingir maior altura do que em qualquer de outros testes anteriores.

Segundo a ONU a visita foi uma resposta a um convite antigo para manter um "diálogo político" entre as autoridades de Pyongyang e as Nações Unidas.

Trata-se da primeira viagem à Coreia do Norte que faz um responsável político das Nações Unidas em mais de sete anos. O último a visitar o país fora o antecessor de Feltman, Lynn Pascoe, em Fevereiro de 2010.

A tensão na península coreana é elevada, com Pyongyang a aumentar os lançamentos de mísseis e os testes nucleares enquanto foi trocando ameaças bélicas com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

 

domingo, 10 dezembro 2017 08:29 Publicado em Mundo

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considerou à Lusa, no final de um ano de mandato, que está "pronto para o que der e vier", admitindo que a função que ocupa é "tão difícil como esperava".

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